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Secretaria acena com possível solução para a Rua Paris

Publicado em Poder
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Diretor operacional de Transporte planeja reunião para encontrar solução ao serviço de carga e descarga em logradouro de Itaguaí

DESRESPEITO- Moradores da Rua Paris, no bairro Califórnia em Itaguaí, ainda esperam providências por parte das secretarias municipais de Transporte e Trânsito e de Ordem Pública. O problema diz respeito as operações de carga e descarga de caminhões, diariamente, em um depósito de gênero alimentício, que abastece um supermercado na Avenida Deputado Octávio Cabral.

 

Os moradores se queixam do problema desde julho de 2014, pelo fato de autoridades não coibirem o tráfego de caminhões para o depósito, que segundo os moradores, sujam o bairro, danificam o asfalto e calçadas, dificultam a circulação de pedestres e veículos de passeio. Eles afirmam que algumas medidas foram parcialmente realizadas. Entretanto, na questão carga e descarga são realizadas durante os dias da semana em todos os horários.

 

Em dezembro de 2017, o Conselho Comunitário do Bairro Califórnia (CCBC) enviou mais um e-mail ao secretário municipal de Ordem Pública, Nisan Cesar, solicitando providências. Mas, segundo o CCBC, não houve nenhuma resposta.

 

Os moradores disseram que se a prefeitura implementasse o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, previsto na Lei 12.587/2012, que prevê, entre outros, a operação e o disciplinamento do transporte de carga na infraestrutura viária não estariam passando por esse transtorno.

 

Segundo o CCBC, o citado estabelecimento já recebeu várias advertências, inclusive, multas aplicadas pela Vigilância em Saúde/Vigilância Sanitária, Secretaria de Fazenda, Secretaria de Meio Ambiente Agricultura e Pesca, Secretaria de Trânsito Transportes e Defesa Civil, na gestão do executivo municipal anterior. Mesmo assim, o CCBC alega que foram constatadas inúmeras irregularidades, inconformidades, inadequações por conta da conivência, negligência, complacência da atual gestão municipal.

 

 

 

RELATÓRIO

 

De acordo com o relatório de impacto de vizinhança decorrente de empreendimento comercial apresentado pelo CCBC, o referido depósito está em funcionamento há aproximadamente dois anos. Sua situação no cadastro mobiliário da Prefeitura de Itaguaí é considerada ainda irregular, apesar dos autos de infração expedidos pela Secretaria Municipal de Fazenda, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Vigilância em Saúde.

 

O relatório aponta ainda que as operações ocorrem diariamente, numa escala crescente, inclusive aos domingos, assim como também no período noturno.  Há caminhões que levam mais de 6 horas descarregando mercadorias, o que agrava e intensifica os transtornos (impactos de vizinhança, estrutural, sonoro, ambiental). Não há regulamentação ou jurisprudência específica voltada para as atividades de carga e descarga de mercadorias no município de Itaguaí.

 

Em trecho do relatório, o CCBC destacou sua inconformidade frente à situação. “Torna-se inviável, inadmissível, insustentável a permanência deste "depósito", por consideramos que há inconformidades de padronização, inadequações estruturais, precariedade no serviço de higienização e condições sanitárias impróprias para seu funcionamento”.

 

DIÁLOGO

 

Em conversa com a equipe do ATUAL, o diretor operacional de Transporte, Wilson Ribeiro, disse que vai receber uma comissão formada por moradores da Rua Paris para tentar encontrar uma solução para o problema.

 

 

 Segundo Wilson, uma lei municipal permite que o secretário de Transporte e Trânsito faça uma resolução determinando, por exemplo, que regulamentar a mão única na via que vai facilitar o tráfego de moradores durante o serviço de carga e descarga dos caminhões. “Outra solução seria conversar com o empresário para que diminuísse o tamanho do caminhão que fosse fazer a carga e descarga no depósito. Essas são algumas das sugestões que vamos apresentar a comissão de moradores para amenizar a questão”, explicou o diretor operacional de Transporte, que ressaltou também: “Primeiramente vamos marcar uma reunião com essa comissão. Após essa reunião, aí sim, marcaremos outro encontro e convocaremos um representante do supermercado para chegarmos a uma solução”, concluiu Wilson Ribeiro.