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Servidores protestam contra prefeito Charlinho

Publicado em Poder
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Ato reunindo centenas de pessoas começou na Praça Vicente Ciccarino, passou pela prefeitura rumo à Câmara Municipal de Itaguaí

MANIFESTAÇÃO - Com narizes de palhaço, apitos, cartazes e palavras de ordem, centenas de servidores municipais da área da Saúde e da Educação de Itaguaí se concentraram na Praça Vicente Ciccarino, por volta das 15h, para mais uma manifestação pacífica, nesta terça-feira (5) contra Reforma Trabalhista. Os pais de alunos das escolas municipais também se uniram aos funcionários públicos contra as mudanças na educação, o fechamento de três escolas rurais, separação dos segmentos e a diminuição dos pólos da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Durante o ato, sindicalistas do Movimento Unificado Servidores de Itaguaí (MUSPI) e do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) deflagraram a greve geral de 24 horas com adesão unanime das categorias representadas.

 

Eles seguiram em passeata, escoltados pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar (PM), pela Rua General Bocaiúva e pararam em frente ao Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro para pedir “justiça aos trabalhadores da cidade que sofrem com os cortes de benefícios”. Depois os manifestantes seguiram rumo à Prefeitura Municipal de Itaguaí, onde em coro gritavam “Fora Charlinho!”, “A prisão é o seu lugar” e “Picciani já foi e agora é a sua vez”. Enquanto caminhava, o grupo ía ganhando apoio da população que assistia o ato. “Olha, estou até arrepiada!”, disse uma mulher emocionada. “Gente, peraí! Também quero participar”, falou outra que comia um salgadinho em uma barraca na rua da prefeitura.

Quando os manifestantes se aproximaram da Câmara Municipal de Vereadores (CMVI), na Rua Amélia Louzada, o de número de pessoas já era bem maior. Eles chegaram em frente a CMVI por volta das 16h45 e encontraram a porta da câmara fechada. A exemplo das últimas sessões, a senha que dá o direito ao cidadão assistir a sessão no plenário, só é distribuída a partir das 17h. No entanto, o credenciamento do público só foi iniciado às 17h30. Mesmo assim, o ato permaneceu ordeiro.

Para Glória Nunes, representante Sepe, o protesto alcançou as expectativas. “As pessoas ainda estão muito amedrontadas com todo esse pacote de maldade, mas o ato está acontecendo”, avalia ela. “Ninguém está habituado com um governo tão autocrático que não dialoga como se fosse o dono da cidade”, dispara ela.

De acordo com a PM, cerca de 400 pessoas participaram do protesto. Já segundo os organizadores da manifestação haviam mais de 800 pessoas.

 

Renata Pires

 

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