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Câmara de Itaguaí é contra o fechamento de escolas

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Por unanimidade, vereadores aprovaram requerimento do grupo suprapartidário, solicitando a permanência das unidades na zona rural do município, ameaçadas de serem fechadas pelo Executivo

 

 

PELA EDUCAÇÃO Após uma longa discussão sobre o fechamento das escolas municipais Santa Rosa, em Piranema; Camilo Cuquejo, em Mazomba; e Taciano Basílio, na Serra da Caçada, conforme anúncio do Poder Executivo, os vereadores de Itaguaí aprovaram, por unanimidade, o requerimento apresentado pelo grupo suprapartidário, solicitando o não fechamento das unidades. A votação expressiva, na sessão de terça-feira (14), ocorreu em meio à forte pressão exercida por pais de alunos, servidores das unidades e reapresentantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) de Itaguaí, que, com cartazes em punho, gritavam palavras de ordem, pressionando os vereadores.

Antes da aprovação do requerimento, uma intensa discussão tomou conta do plenário. Presidente da Comissão de Educação, o vereador Willian Cezar (PSB) apresentou dados contrários às informações emitidas pela Secretaria Municipal de Educação para justificar que as três escolas fossem fechadas em contenção de despesas para os cofres públicos.

Antes da intervenção do vereador Willian Cezar contra os argumentos da Secretaria de Educação, o primeiro a divulgar seu voto contrário ao fechamento das unidades foi o vereador Ivan Charles (PSB), o Ivanzinho. Assim que o foi lido o requerimento, Ivanzinho foi até a tribuna e disparou contra o Executivo. “Na atual situação que o município vem passando, na atual crise financeira, ouvir que escolas serão fechadas é o cumulo do absurdo. Fechar uma escola é cometer uma chacina educacional com essas famílias. Aluno não é bolinha de pingue-pongue para ser transferido de uma escola para outra longe da sua comunidade”, ponderou o parlamentar.

O vereador Waldemar Ávila (PHS), o segundo a se manifestar contrário ao fechamento das unidades, destacou que não há por parte do Executivo nenhuma justificativa plausível para o fechamento das escolas. “É inadmissível tirar o direito de crianças estudarem enquanto secretários recebem salários nunca vistos em toda a história de Itaguaí. Aliás, secretários esses, que ganham mais que secretários de São Paulo, a maior cidade do país. É inadmissível que um gestor escolhido pelos cidadãos da cidade sentar na cadeira e governar contra a população que o elegeu. É uma traição sem tamanho, é uma covardia”, disparou Waldemar.

DADOS CONTRÁRIOS

O vereador Willian Cézar, o terceiro a usar a tribuna contra o fechamento das unidades, disse que durante a semana visitou as três escolas e constatou que todas estão funcionando normalmente com a frequência total dos alunos. O parlamentar apresentou dados e números contrariando as informações da Secretaria de Educação. Ele fez questão de ressaltar que o fechamento dessas unidades não impacta em quase nada o orçamento da Educação, uma vez que parte desses recursos são destinados pelo Governo Federal. Depois de ouvir inúmeros depoimentos de pais de alunos e de servidores, Willian Cézar classificou como absurda a justificativa do Executivo, de que precisa fechar as três escolas para economizar. “Educação não é gasto, é investimento. Essas três escolas têm algo muito especial por serem rurais. São 154 alunos ao todo, poderia ter um em cada unidade, mas teriam que ser mantidas. Em nenhum momento a comunidade foi chamada a conversar sobre o fechamento das escolas”, completou.

DIREITO À EDUCAÇÃO

Para o vereador Genildo Gandra (PDT), é difícil entender como o governo quer fazer economia usando a educação. “Não dá para compreender que no século 21 estamos na Câmara de Vereadores discutindo fechamento de escolas. É um absurdo! Escola não se fecha, escola se multiplica. A educação é a única maneira de um país, de um município e de um estado se desenvolverem. Agora, estamos sendo surpreendidos com a decisão equivocada, de fechar três escolas na área rural”, enfatizou o vereador, cobrando o cumprimento da lei de sua autoria para que todas as escolas do município funcionem em horário integral.

SOB PRESSÃO

A base governista bem que tentou barrar o requerimento, com argumentos dos vereadores Noel Pedrosa e Sandro da Hermíno, ambos (PT do B), alegando que a decisão do fechamento das unidades não cabe ao Legislativo, e, sim, ao Conselho Municipal de Educação, que, por sinal, reúne-se nesta quinta-feira (16), na Sala dos Conselhos, na Secretaria de Educação. Porém, o vereador Eliezer Lage Bento (PRTB) tratou de anunciar o voto a favor do requerimento, que foi seguido pelos demais parlamentares da base do governo. “Não há nenhuma indicação para fechar escolas. Vamos aprovar um requerimento contrário ao fechamento”, arrematou o vereador.

PROTESTOS

Servidores e pais de alunos que participaram da manifestação no plenário da Câmara Municipal relataram ao ATUAL que além do protesto contra o fechamento das três unidades escolares rurais, eles também são contra a criação de 1º e 2º segmentos nas escolas, com o propósito de separar alunos com idades até 9 anos daqueles com mais de 14. “Quem tem quatro filhos na mesma unidade vai ter que passar o dia todo levando e buscando seus filhos em escolas diferentes? Não vamos aceitar essas mudanças”, protestou a dona de casa Elisa Viana, que comemorou a aprovação do requerimento.

CHARLINHO EM VÍDEO

No final da tarde de terça-feira (14), o prefeito Charlinho divulgou um vídeo na página do facebook da prefeitura, relatando a razão para o fechamento das unidades. No vídeo, com pouco mais de quatro minutos, ele falou ainda sobre outras duas ações que a Prefeitura de Itaguaí está adotando. O primeiro tema foi a interrupção das atividades nas escolas estaduais municipalizadas: Camilo Cuquejo, no bairro Palmeiras; Santa Rosa, em Piranema; e Taciano Basílio, em Raiz da Serra.

Em outro tema, o prefeito aborda a questão da reestruturação do ensino fundamental. Ele propõe a reorganização dos alunos por faixa etária nos anos iniciais e finais. Charlinho também comentou sobre o projeto de extinção dos cargos livres.

REPERCUSSÃO NEGATIVA

 

A exibição do vídeo causou indignação entre a população, servidores que estão com salários atrasados e pais de alunos. Ao comentarem a fala do prefeito muitos cobram melhorias para o município. Na Câmara Municipal, a publicação do vídeo também foi alvo de críticas do grupo suprapartidário. O vereador André Amorim (PR) aproveitou para parabenizar a manifestação popular que fez com que o prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho, se pronunciasse pela primeira vez sobre o assunto. “O povo tem poder. Em 10 meses de governo, pela primeira vez Charlinho se justificou à população”, registrou. 

 

 

WELINGTON CAMPOS

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