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Servidores da educação optam por paralisação no dia 10

Publicado em Poder
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Trabalhadores debateram sobre o desrespeito da Prefeitura em relação a limitar que valida à lei da migração entre outras pautas

DEBATES Trabalhadores da educação da rede municipal de ensino de Itaguaí se reuniram em assembleia na manhã desta quarta-feira (1). O local para a reunião foi o Colégio Clodomiro Vasconcelos. O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe/Itaguaí) passou os informes sobre questões que foram judicializadas pelo sindicato, como a migração, e realizou esclarecimentos.

Durante as avaliações, ficou caracterizado um grande descontentamento da categoria em meio ao que consideram ataques da gestão municipal. Para os trabalhadores, é necessário que haja uma mobilização maior, mesmo sem greve, para frear as medidas da Secretaria de Educação que vão contra as conquistas da categoria.

A categoria debateu sobre carências de professores nas unidades de ensino, descontos nos pagamentos dos funcionários em relação ao mês anterior e possíveis fechamentos de escolas, no processo chamado de “otimização da rede”.  “Oficialmente, a gente não recebeu nenhum documento apontando o fechamento de escolas. Porém, essas informações têm chegado ao Sepe através de pais, através da comunidade escolar, no qual o foco seriam principalmente as escolas em zona rural. A gente entende que é muito ruim, as crianças ficam muito vulneráveis quando elas são afastadas de sua comunidade, é perigoso”, ressaltou a presidente do Sepe/Itaguaí, Dulce Figueira.

Na assembleia foi deliberada uma paralisação da categoria, por 24h, no próximo dia 10. O intuito é que os servidores compareçam as manifestações contra as reformas, como a da previdência que está tramitando em Brasília. O Sepe disponibilizará um ônibus para levar os trabalhadores para a manifestação no centro do Rio.

Anteriormente a isso, também no dia 10 a partir das 12h, será promovido um ato na Praça Barão de Teffé, no centro de Itaguaí. Com pautas como o desrespeito a limitar obtida pelo sindicato que valida à lei da migração, descontos nos salários que servidores estariam sofrendo e um possível processo de fechamento de unidades de ensino em áreas rurais de Itaguaí.

Em uma possível nova audiência com a Secretaria de Educação Municipal, os servidores querem questionar também sobre a otimização de turmas, porque isso poderia gerar outros problemas na rede municipal, além de buscar esclarecimentos em relação à informação de que filhos de funcionários e professores não poderiam matricular seus filhos nas unidades em que trabalham.

Os presentes à assembleia sugeriram ainda que o Sepe dê maior publicidade aos possíveis casos de descontos nos pagamentos dos servidores da educação municipal, usando as redes sociais. Houve relatos de profissionais que não teriam recebido o último pagamento de forma integral.

CLEITON BEZERRA

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