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Apr 24, 2018 Last Updated 4:35 PM, Apr 20, 2018

Nova denúncia contra Charlinho vira inquérito

Publicado em Poder
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Ministério Público vai investigar adiamento de eleição para membros do conselho do Itaprevi

 

INVESTIGAÇÃO Mais uma denúncia contra o prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho (PMDB), virou inquérito. A decisão do Ministério Público saiu no meio da tarde desta terça-feira (24). A denúncia, feita por servidores municipais de Itaguaí, trata do adiamento, pelo Poder Executivo, da eleição para membros do Conselho Municipal de Previdência do Instituto de Previdência Municipal de Itaguaí (Itaprevi).

O inquérito vai apurar também os motivos que levaram o prefeito a enviar para a Câmara Municipal, em caráter de urgência, uma lei que altera leis anteriores e acaba por vetar a participação de representantes oficiais de sindicatos. O fato, para muitas pessoas, representa o fim do caráter democrático que deveria compor o conselho, além do fim da paridade.

“Um servidor da Câmara vai poder participar do conselho. Só que esse servidor não vai ser eleito pelos trabalhadores da Câmara. Quem indica é o presidente da Casa. Logo, quando ele fala da questão da paridade, chega a ser algo contraditório. Porque se é o presidente da Câmara que vai indicar a pessoa que vai compor o conselho do Itaprevi, significa que esse vai ser do governo e não da sociedade civil. Os servidores só vão ter duas pessoas. O restante é todo do governo, o que significa que não haverá mais paridade”, afirma uma das candidatas ao conselho e representante sindical, Hellen de Oliveira.

Na tarde do dia 26 de julho, quando começaria a votação para o conselho do Itaprevi, de acordo com informações do governo houve um incidente na caixa de energia. Um fio teria ‘estourado’ e por conta disso, a secretária de Administração, Vera Lucia Braga, e a própria comissão teriam achado melhor adiar o processo eleitoral. No entanto, alguns candidatos alegaram que a votação seria feita com papel e não em urna eletrônica e que, por isso, não havia motivos para suspender a votação.

Os servidores ainda alegam que mudanças não podem ser feitas sem a anuência de membros do conselho, que agora não existe mais. A composição antiga já está com o mandato vencido. Neste caso, o prefeito deveria ter esperado a eleição do novo conselho, para só então mudar a lei. Agora, o caso está no MP, que vai investigar o estranho caso do fio ‘estourado’ e todas as suas consequências.

Dilceia Norberto

 

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