Nov 17, 2017 Last Updated 5:46 PM, Nov 17, 2017

Nova denúncia contra Charlinho vira inquérito

Um membro da Comissão para eleição do conselho assina bilhete que avisava sobre adiamento Um membro da Comissão para eleição do conselho assina bilhete que avisava sobre adiamento FOTO REPRODUÇÃO
Publicado em Poder
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Ministério Público vai investigar adiamento de eleição para membros do conselho do Itaprevi

 

INVESTIGAÇÃO Mais uma denúncia contra o prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho (PMDB), virou inquérito. A decisão do Ministério Público saiu no meio da tarde desta terça-feira (24). A denúncia, feita por servidores municipais de Itaguaí, trata do adiamento, pelo Poder Executivo, da eleição para membros do Conselho Municipal de Previdência do Instituto de Previdência Municipal de Itaguaí (Itaprevi).

O inquérito vai apurar também os motivos que levaram o prefeito a enviar para a Câmara Municipal, em caráter de urgência, uma lei que altera leis anteriores e acaba por vetar a participação de representantes oficiais de sindicatos. O fato, para muitas pessoas, representa o fim do caráter democrático que deveria compor o conselho, além do fim da paridade.

“Um servidor da Câmara vai poder participar do conselho. Só que esse servidor não vai ser eleito pelos trabalhadores da Câmara. Quem indica é o presidente da Casa. Logo, quando ele fala da questão da paridade, chega a ser algo contraditório. Porque se é o presidente da Câmara que vai indicar a pessoa que vai compor o conselho do Itaprevi, significa que esse vai ser do governo e não da sociedade civil. Os servidores só vão ter duas pessoas. O restante é todo do governo, o que significa que não haverá mais paridade”, afirma uma das candidatas ao conselho e representante sindical, Hellen de Oliveira.

Na tarde do dia 26 de julho, quando começaria a votação para o conselho do Itaprevi, de acordo com informações do governo houve um incidente na caixa de energia. Um fio teria ‘estourado’ e por conta disso, a secretária de Administração, Vera Lucia Braga, e a própria comissão teriam achado melhor adiar o processo eleitoral. No entanto, alguns candidatos alegaram que a votação seria feita com papel e não em urna eletrônica e que, por isso, não havia motivos para suspender a votação.

Os servidores ainda alegam que mudanças não podem ser feitas sem a anuência de membros do conselho, que agora não existe mais. A composição antiga já está com o mandato vencido. Neste caso, o prefeito deveria ter esperado a eleição do novo conselho, para só então mudar a lei. Agora, o caso está no MP, que vai investigar o estranho caso do fio ‘estourado’ e todas as suas consequências.

Dilceia Norberto

 

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