Nov 17, 2017 Last Updated 5:46 PM, Nov 17, 2017
 A audiência pública, realizada na Câmara Municipal de Itaguaí, foi considerada positiva A audiência pública, realizada na Câmara Municipal de Itaguaí, foi considerada positiva FOTOS CLEITON BEZERRA
Publicado em Poder
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Segundo vereador, apenas quatro, das 75 convidadas, compareceram a audiência pública sobre empregabilidade dos munícipes na cidade

EMPREGABILIDADE A audiência pública sobre empregabilidade em Itaguaí, mesmo esvaziada, foi considerada positiva. A Câmara Municipal de Itaguaí sediou, na manhã de ontem (24), uma audiência pública sobre a oferta de empregos por empresas instaladas no município. Durante o evento, trabalhadores desempregados, autoridades públicas do município e alguns representantes de empresas expuseram suas posições sobre o tema e sobre a polêmica Lei 3.510, que dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas instaladas na cidade de empregarem até 70% de mão de obra itaguaiense.

Porém, a adesão por parte das empresas foi baixa. Segundo o vereador Ivanzinho (PSB), autor da ideia da audiência, poucas empresas enviaram representantes após receberem os ofícios enviados pela presidência da Câmara. “A presidência da casa recebeu uma relação de 75 empresas cadastradas no sindicato dos trabalhadores da construção civil de Itaguaí e emitiu os convites. Infelizmente quatro empresas, apenas, enviaram representantes”, destacou o vereador.

Também foi sentida a ausência de representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município e da Associação Comercial, Industrial e Agro-Pastoril de Itaguaí (Aciapi).

POSITIVA

Apesar da baixa adesão, o vereador acredita que mesmo assim foi satisfatório o encontro. “Mesmo com o número baixo de representatividade das empresas a gente vê como um ponto positivo, pois a audiência pública deu a possibilidade de que as partes dialogassem”, pontuou Ivanzinho.

O vereador Ivanzinho falou sobre o projeto de lei que cria o Conselho Municipal de Emprego, Trabalho e Renda

Para o representante dos trabalhadores da construção civil, montagem industrial, mobiliário e mármore de Itaguaí, Tiago Cunha, a importância do encontro foi à aproximação da classe trabalhadora com o poder público da cidade. “Bem verdade que essa audiência pública devia ser feita antes da promulgação da lei, mas, já que aconteceu hoje, também é válido. A lei é válida, embora a gente saiba que ela é inconstitucional. O importante é gerar emprego, porque não adianta você ter lei, acordo, se não tiver obra, montagem, não adianta só a lei”, ressaltou o representante dos trabalhadores.

ADEQUAÇÃO

Os vereadores André Amorim (PR) e Zezé (PRTB) estão preparando uma adequação na lei 3.510, trocando a “obrigação” pela “preferência”.

Na audiência, o vereador André Amorim propôs um termo de cooperação, que consiste em privilegiar o trabalhador da cidade, pois não seria possível proibir o trabalhador de fora a trabalhar em Itaguaí.

No final da audiência houve uma proposta de que um novo encontro seja realizado antes do recesso de fim de ano.

NOVO CONSELHO

Foi abordado, na audiência, um projeto de lei que trata da criação do Conselho Municipal de Emprego, Trabalho e Renda. Este projeto de lei, de autoria do vereador Ivanzinho, já teve parecer aprovado por unanimidade na sessão de terça-feira (17) e foi encaminhada para a primeira discussão na sessão de ontem (24), na Câmara. 

Na audiência pública estiveram presentes o Secretário de Desenvolvimento Econômico Municipal, Beto da Reta, 14 vereadores de Itaguaí - com exceção de Carlos Kifer (PP), Dr. Zóia (PSD) e Waldemar Ávila (PHS) -, trabalhadores, desempregados e alguns representantes de empresas instaladas no município.

Trabalhadores e representantes de algumas empresas estiveram presentes no encontro

CLEITON BEZERRA

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