Nov 17, 2017 Last Updated 5:46 PM, Nov 17, 2017

Falta de transparência do governo volta à pauta na Câmara

Líder do governo pede apoio à base aliada para não aprovar requerimento de informação Líder do governo pede apoio à base aliada para não aprovar requerimento de informação FOTOS CLEITON BEZERRA
Publicado em Poder
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SEM TRANSPARÊNCIA A falta de transparência sobre ações do governo municipal vira alvo de debate mais uma vez na Câmara de Vereadores de Itaguaí. Com o Requerimento 403, o vereador Waldemar Ávila (PHS) solicitou informações sobre o contrato do Poder Executivo com uma empresa que fornece palm tops para os agentes de trânsito marcarem as multas de motoristas infratores na cidade. A discussão levantou o contínuo problema com transparência nas ações do governo.

De acordo com o parlamentar, seu gabinete fez um estudo e comprovou que o custo com o talonário de papel seria 90% menor do que com o equipamento eletrônico. Com isso, o líder do governo, Sandro da Hermínio (PT do B), e o vice-líder, Noel da SOS (PT do B) tomaram as tribunas – um de cada lado – e fizeram de suas falas verdadeiras campanhas em prol do governo Charlinho.

Sandro pediu que a base não aceitasse o requerimento de informação, porque ele apresentaria todos os dados na próxima quinta-feira (26) e ressaltou que o contrato fora feito no governo Weslei Pereira e que fora renegociado com um valor muito mais em conta pela atual gestão.

Enquanto isso, Noel garantiu que o uso da tecnologia na aplicação de multas evitaria fraudes e garantiria arrecadação para a cidade. O vice-líder fez questão de apresentar dados que mostram que a presente gestão reduziu o número de funcionários comissionados e contratados e conseguiu uma economia muito maior do que na gestão anterior. “Acho que esse governo tem compromisso com a cidade”, disse Noel.

Para os suprapartidários, o uso do palm top por agentes de trânsito não passa de um fortalecimento da indústria das multas e de um instrumento para achacar ainda mais o contribuinte itaguaiense. Genildo Gandra (PDT) afirmou que ficou surpreso com os dados apresentados pelo vereador Noel, já que para um município em estado de calamidade fincnanceira, cerca de 500 comissionados ainda é um número grande.

Mas algo que chamou a atenção, dito pelos vereadores da oposição, foi a falta de professores nas escolas. Para Ivanzinho (PSB) é um verdadeiro absurdo que o prefeito tenha retirado os professores mediadores das unidades escolares, mas mantém contratações para a Secretaria de Esportes.

André Amorim (PR) também levantou a questão sobre a falta de professores nas escolas. “Não vejo grande mérito nessa economia. Há escolas sem professores. Que mérito há nisso? Traga para nós a previsão de quando o Portal da Transparência vai entrar no ar. Estamos aqui perdendo tempo legislativo discutindo coisas que deveriam estar no portal da transparência”, disse Amorim. Ainda assim, o requerimento de informação foi reprovado.

EMPREGABILIDADE

Em outro momento, o vereador Zezé (PRTB) usou a tribuna para falar de sua moção de repúdio à Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) por ter entrado com ação para julgar a lei de sua autoria – Lei 3.510 que dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas da cidade empregar 70% de itaguaienses – inconstitucional. “A Firjan está fazendo uma covardia com os trabalhadores de Itaguaí”, lamentou e recebeu o apoio do presidente da Casa, Dr. Rubem Ribeiro (PTN).

TOMÓGRAFO

A CPI do Tomógrafo parece estar mesmo emperrada. Após a reportagem do ATUAL, durante a sessão, ter pedido uma entrevista com o vereador Vinicius Alves (PRB), que é presidente da comissão, para que o mesmo falasse em que ‘pé’ estão as investigações, pois o prazo para conclusão avança, o parlamentar usou a tribuna e, evocando artigo do Regimento Interno, pediu prorrogação da CPI. Parece que o equipamento vai continuar encaixotado.

Dilceia Norberto

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