Nov 17, 2017 Last Updated 5:46 PM, Nov 17, 2017

CPI do tomógrafo ainda não concluiu os trabalhos

Vinicius Alves, presidente da CPI, afirmou que convocaria empresa para dar explicações, mas caso continua sem resposta Vinicius Alves, presidente da CPI, afirmou que convocaria empresa para dar explicações, mas caso continua sem resposta FOTO CLEITON BEZERRA
Publicado em Poder
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Ausência de condições para instalação do equipamento no HMSFX continua sem explicações

 

LENTIDÃO A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do tomógrafo por enquanto não demonstrou para que foi instaurada. Aprovada na Câmara de Vereadores de Itaguaí, em maio, para investigar o destino da verba reservada à obra de instalação do equipamento no Hospital Municipal São Francisco Xavier (HMSFX), cinco meses depois ainda não se sabe a que conclusão chegou.

Enquanto o equipamento continua encaixotado – desde março de 2015 – apesar de muita gente precisar dele em uso, os membros da comissão ainda não emitiram qualquer informação sobre como anda a investigação. O ATUAL entrou em contato com a Câmara de Itaguaí para saber se o presidente da CPI, Vinicius Alves (PRB), já chegou a um parecer. De acordo com a assessoria de comunicação da Casa Parlamentar, o vereador ainda aguarda a conclusão do processo e só depois disso falará à imprensa. Ele não deu qualquer previsão e a CPI mais parece se arrastar.

DEMORA

Tudo que envolve o tal aparelho de diagnóstico parece levar bastante tempo e faz crescer o mistério. Aliás, a aprovação da CPI já causou certo suspense. Não se soube logo de imediato quem concordou com a investigação. Alguns nomes ficaram ocultos por rubricas. Só na semana seguinte todos tiveram conhecimento de que apenas os vereadores Zezé (PRTB), Carlos Kifer (PP) e Waldemar Ávila (PHS) não assinaram o requerimento. Do que deduziu-se que todos os outros consentiram com a CPI.

Na ocasião do anúncio dos membros da CPI – vale ressaltar que isso também levou um tempo anormal – o presidente da comissão, Vinicius Alves, disse que convocaria a empresa responsável pela obra para dar explicações. Mas a população não sabe se isso já aconteceu, pelo menos nada fora informado em qualquer sessão ordinária ou à imprensa.

PROMESSA

Desde a gestão Luciano Mota no hospital, quando o aparelho chegou à cidade, ele nunca saiu da caixa. Durante o governo Weslei Pereira, houve sinais de que finalmente a população teria acesso ao equipamento. Em julho de 2016, o então secretário de Saúde, Edson Hara, falou ao ATUAL sobre o que faltava para a instalação do tomógrafo e chegou a dar um prazo.

“Tivemos que abrir um processo de licitação para fazer uma adequação de uma obra para que pudéssemos instalar o tomógrafo. Essa não é uma obra tão simples, porque precisa de um parecer de especialista em medicina nuclear, por conta da radiação, tem que ter espessura de barita. Não é qualquer empresa que faz esse tipo de obra, porque tem que conter a radiação dentro do habitáculo, onde vai ser instalado, então não é um procedimento simples”, disse na ocasião.

Hara ainda afirmou que a licitação estava marcada para o dia 15 de julho e que acreditava que o aparelho estaria pronto para uso, 40 dias após aquela data. Ou seja, antes de setembro do ano passado tudo estaria resolvido. Não foi o que aconteceu. E a Comissão Parlamentar de Inqueérito foi instaurada justamente para saber o porquê de a obra não ter sido concluída, já que estava parcialmente paga. Mas a CPI parece não ter a resposta ainda. A demora e a falta de informação sobre a conclusão das investigações parecem uma doença.

Dilceia Norberto

 

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