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Urgências urgentíssimas na Câmara de Itaguaí

Publicado em Poder
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MAIS UMA Outra vez a urgência tomou conta das discussões da sessão da Câmara Municipal de Itaguaí. Basta os expedientes recebidos serem lidos que o debate começa. Para a base, é a normalidade conveniente ao governo e ela está ali para cumprir. Para os suprapartidários, é uma forma de aprovar matérias sem que todos tenham o devido conhecimento daquilo em que estão votando.

Na noite desta terça-feira (17), a matéria enviada pelo Poder Executivo era de desconhecimento até dos governistas. Quando o vereador Genildo Gandra (PDT) pediu que o líder falasse sobre o que tratava a lei, Sandro da Hermínio (PT do B) afirmou que a matéria entrou e ele não teve tempo de ver. Soa como um escarnio quando o que se espera de um parlamentar é que ele saiba, pelo menos, no que vota. Mas isso não tem acontecido na Câmara de Itaguaí. A base aliada é bastante orquestrada e fica nítido que pouco se quer saber sobre matérias. O importante tem sido garantir a governabilidade. E os aliados têm sido eficientes pelo menos nisso. Não se sabe a que custo para a população.

“Do que trata a matéria? Do que a matéria está tratando? Eu gostaria que a matéria fosse lida na íntegra. Eu quero saber o que está sendo votado. Eu não consegui entender até agora. Eu gostaria de um esclarecimento”, pediu Gandra, sendo seguido por André Amorim (PR). A oposição reclamou. Contra isso, o líder do governo afirmou que não havia qualquer importância em se aprovar as urgências das matérias, já que os oposicionistas estão freando os projetos com requerimentos de informação.

Para ilustrar a situação, Sandro leu perguntas de um requerimento de informação feito pela CCJR sobre uma lei que dispõe sobre o não pagamento de benefícios, como passagem e alimentação a servidores.  Ele considerou a pergunta irrelevante e óbvia, chegando a dizer que aquela pergunta até o filho dele de dez anos responderia. “São perguntas que só servem para travar as matérias e mais nada. O meio que se tem para travar matéria é o requerimento de informação”, afirmou o líder do governo.

Para o pedetista Gandra, o requerimento de informação é um direito do vereador e que deve ser respeitado por todos. “Aqui ninguém está brincando. O prefeito acha que isso aqui é um puxadinho da prefeitura? Eu afirmo que não é. Pelo menos enquanto eu for vereador, isso aqui vai ser um poder. Isso aqui é o Poder Legislativo. O prefeito não gosta de responder a questionamentos do vereador. Ele se sente ofendido em o vereador cumprir a sua função de legislador e fiscalizador”.

Após algumas discussões, o vereador Zezé (PRTB) subiu à tribuna e deu a dica: “É melhor tirar, porque a matéria precisa de nove vereadores para ser aprovada. Se colocar em votação vai perder”. O vereador Waldemar Ávila (PHS) também disse que era melhor tirar da pauta e para cutucar os parlamentares da base, disse que o prefeito havia colocado a todos em uma grande ‘saia justa’.

No entanto, enquanto Waldemar falava, o procurador da Casa, Ademilson Costa, ao lado do presidente, Dr. Rubem Ribeiro (PTN), contabilizou os edis presentes e balançou a cabeça afirmativamente, como quem dizia que a matéria tinha como ser aprovada. Assim, o presidente fez as vezes de líder do governo e explicou sobre o que tratava a lei em questão. Com isso, mais do que de pressa, colocou a matéria em votação e ajudou a aprova-la. Contando com o voto do presidente, foram os nove votos necessários, contra cinco. O ‘puxadinho reinou’.

Dilceia Norberto

 

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