Nov 19, 2017 Last Updated 5:46 PM, Nov 17, 2017

“O Rio não pode perder para a insegurança”

EDUARDO LOPES defende que as tropas da Força Nacional permaneçam no Rio por prazo indeterminado EDUARDO LOPES defende que as tropas da Força Nacional permaneçam no Rio por prazo indeterminado (FOTO DIVULGAÇÃO)
Publicado em Poder
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Senador republicano fala sobre suas preocupações com a violência no Rio e a contribuição de seu mandato na tarefa de ajudar a combatê-la

ENTREVISTA Presidente nacional interino do Partido Republicano Brasileiro (PRB), o senador Eduardo Lopes concedeu entrevista essa semana falando sobre suas preocupações com a violência no Rio e, também, sobre a contribuição de seu mandato na tarefa de ajudar as autoridades na tarefa de conter a criminalidade que vem tirando a tranquilidade de quem mora ou vem ao Rio. Na entrevista, ele defende a agilidade na tramitação de projeto do então senador Marcelo Crivella, hoje prefeito do Rio, que tipifica como crimes hediondos o uso, o porte e a comercialização de fuzil ou de armas de guerra. Outra iniciativa que o parlamentar republicano considera importante é a que transfere da Justiça comum para a Justiça Militar o julgamento de policiais envolvidos em mortes resultantes de confrontos com bandidos. “Os números são alarmantes e preocupantes, mostrando a gravidade da situação no estado do Rio de Janeiro. A média de um policial morto a cada dois dias se mantém ao longo de oito meses do ano de 2017, é bala perdida... A questão da segurança é, realmente, uma prioridade”, diz o senador. Por também considerar que o tema merece uma reflexão urgente de toda a sociedade, o ATUAL reproduz aqui a entrevista que Eduardo Lopes concedeu a Carlos Nascimento, do Congresso Nacional

Qual a atenção dada pelo senhor ao combate à violência no Rio de Janeiro? 

Senador Eduardo Lopes – Eu tenho falado muito a respeito da questão da segurança pública, várias vezes já chamei a atenção para os números alarmantes, preocupantes, que mostram a gravidade da situação no estado do Rio de Janeiro. A média de um policial morto a cada dois dias se mantém ao longo de oito meses do ano de 2017, é bala perdida... A questão da segurança é, realmente, uma prioridade.    

Como o Senado tem tratado dessa questão?

Na reunião de liderança, na última terça-feira, foi colocado o empenho e a prioridade do Senado para votar esses temas que envolvem a segurança pública, inclusive a questão da ação das tropas da Força Nacional com armamento. E aquela questão de acontecendo um eventual confronto e a morte de um civil, um civil entre aspas né, mas um civil delinquente, um bandido, o militar responder na Justiça Militar e, não, na Justiça comum.

Qual é o efeito esperado com essa medida?

Isso é importante para dar segurança à tropa. Então nós estamos tratando desses e de outros assuntos referentes à condição realmente para que a ação seja a melhor possível. Queremos um Rio com segurança e paz. É muito importante ter a presença da Força Nacional nas ruas. Eu andando pelas cidades, visitei a Baixada, então nas fronteiras da Baixada com o Rio de Janeiro isso traz segurança, traz uma sensação de segurança a presença das tropas da Força Nacional no Rio de Janeiro.

E em relação à prioridade do Senado?

Dentro da prioridade do Senado em votar as questões de segurança pública há o projeto de autoria do senador Crivella foi aprovado na Câmara dos Deputados semana passada com uma emenda, por isso está voltando para o Senado, e eu vou pedir para ser pautado o mais rápido possível, com urgência, vou tratar isso com os líderes e com o presidente, porque é muito importante também tipificar o uso, o porte e a comercialização de fuzil, de armas de guerra, como crime hediondo. É um projeto do senador Crivella e eu vou trabalhar no Senado para que rapidamente seja pautado e aprovado também.

Qual a sua opinião sobre a permanência da Força Nacional no Rio?

Eu defendo que ela seja constante até alcançarmos a segurança que o povo merece. Eu acho que não pode fazer uma operação dessas com prazo de validade. Acho que ela tem que ter um prazo dentro daquilo que determinam a regras, mas sempre renovável. Penso que realmente não tem que ter data, tem que ser permanente.

Qual a importância dessa iniciativa para o Rio?

O Rio de Janeiro está sofrendo consequências dessa insegurança no turismo, no comércio de uma forma geral. Então é importante porque traz essa segurança interna, para os turistas brasileiros, como também a nível internacional e para os grandes eventos que o Rio tem que promover. Nós temos um parque olímpico, nós temos uma cidade maravilhosa, temos vocação natural para o turismo e não podemos perder por causa da questão da insegurança.