Oct 22, 2017 Last Updated 3:21 PM, Oct 20, 2017
Servidores da Saúde e da Assistência Social votam em assembleia pela judicialização de questões e continuidade da greve Servidores da Saúde e da Assistência Social votam em assembleia pela judicialização de questões e continuidade da greve FOTO DILCEIA NORBERTO
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Saúde e Assistência Social fazem assembleia e deliberam pelo recrudescimento do movimento

Dilceia Norberto

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MOBILIZAÇÃO Em plena Praça Barão de Teffé, junto ao busto do ilustre itaguaiense e sob fina chuva, os servidores da Saúde e da Assistência Social da cidade se reuniram em assembleia na manhã de quinta-feira (10). O mote da reunião era justamente preparar a categoria para o que os servidores chamam de retirada de direitos que o prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho (PMDB) estaria fazendo.

“Nós não vamos admitir que nenhum servidor perca qualquer direito. O prefeito está tendo muitas ações autoritárias, próprias de um déspota, como retirar tudo que está previsto em lei, como auxílio alimentação, que tem lei própria, auxílio transporte, que tem lei própria, adicional noturno tem lei própria, insalubridade foi feita com todo cuidado, teve vistoria, teve parecer de quadros técnicos que atestaram as condições insalubres. Ele não pode com uma canetada tirar direitos do trabalhador”, disse a líder sindical Cristiane Gerardo.

Os servidores decidiram entrar com todas as ações judiciais cabíveis e numa assembleia mais cheia do que de costume, apesar do tempo ruim, deliberaram por colocar a categoria em movimento. Os trabalhadores estão buscando a unificação da luta com o pessoal da educação e com a categoria que quiser se juntar. Outra deliberação foi sobre o comparecimento dos servidores a todas as sessões ordinárias da Câmara Municipal.

Para Cristiane Gerardo, o que está acontecendo na Câmara não pode continuar. “Aqueles vereadores empregadinhos do Charlinho não vão mais ter paz. Acabou a tranquilidade dentro daquela gaiola de ouro, que custa muito caro e não faz nada pela população de Itaguaí. Nós vamos mover todos os atores, toda a mídia, toda a opinião pública para denunciar que em Itaguaí nós temos um prefeito condenado, que está aviltando os direitos dos servidores”

Em análise, os trabalhadores consideraram a assembleia de quinta bastante representativa. O pessoal da saúde que trabalha no Hospital São Francisco Xavier esteve em peso e decidiram recrudescer a greve, que já dura quase sete meses, mas ainda não tinha chegado ao HMSFX. A partir desta sexta-feira (11), eles vão entrar também em escala de greve.

Os servidores denunciaram em assembleia que a gestão está transferindo servidores em greve, o que é proibido, pois o movimento de greve foi considerado legal pela Justiça. Outra consideração feita pela categoria é de que a Procuradoria do Município estria elaborando um pacote de maldades para prejudicar os servidores.

“A partir de segunda-feira (14), nós vamos dar muito trabalho para a procuradoria. Vamos denunciar todas as irregularidade do município para o Ministério Público e para a Câmara de Vereadores. Nós vamos pedir Comissão Processante e CPI, porque aqueles empregadinhos do Charlinho vão ter que botar a cara. Vão ter que reprovar uma por uma. Vão ter que expor para a população, o desserviço que eles prestam à cidade de Itaguaí”, disseram os servidores irritados.

Os trabalhadores deixaram claro que não há qualquer confiança no gestor. O fim da greve que estava condicionado ao pagamento do salário do mês de dezembro, não vai acontecer ainda, apesar de a Prefeitura ter divulgado um calendário. “Nós não confiamos nele. Se ele não cumpre a lei, vai cumprir um calendário? Além disso, nós não estamos em greve apenas pelo salário de dezembro. Estamos em greve porque os direitos dos trabalhadores do município estão sendo desrespeitados e isso só aumenta. É o salário de dezembro, férias, a 1º parcela do 13º desse ano que já está atrasada, o dissídio, o retroativo e agora para completar, ele tirou o adicional noturno, o auxílio alimentação e auxílio transporte”, diz a líder sindical.

A greve continua, mas os servidores da Saúde e da Assistência garantem que não prejudicam o atendimento à população. “Por nós, o atendimento está garantido, quem não garante o atendimento à população é o governo, que não dá condições de trabalho, não dá insumos. Estamos trabalhando com redução de pessoal em função de escala de greve, mas todos os serviços estão sendo garantidos para o usuário. Quem não garante nada é o prefeito”, conclui os servidores em greve.

 

Todos confirmaram presença no ato dia 15, às 16h, no centro da cidade.