Oct 24, 2017 Last Updated 2:00 AM, Oct 23, 2017

Sessão ordinária de Casa cheia em Itaguaí

Servidores insatisfeitos com o governo comparecem em massa à sessão ordinária de quinta-feira Servidores insatisfeitos com o governo comparecem em massa à sessão ordinária de quinta-feira FOTO CLEITON BEZERRA
Publicado em Poder
Ler 1078 vezes
Avalie este item
(0 votos)

Bloco suprapartidário expõe contradições do governo Charlinho e governistas ficam calados

Dilceia Norberto

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

CONTRADIÇÕES A convocação para que os servidores comparecessem à sessão ordinária desta quinta-feira (3) deu certo. Com a plateia lotada, muita gente ficou barrada pelos seguranças da Câmara de Vereadores de Itaguaí. Ainda assim, a participação popular deu um tom diferente à assembleia, em que mais uma vez, seja por falta de assunto, seja por medo de enfrentar as possíveis vaias da plateia, a base governista se calou, com exceção apenas do vereador Zezé (PRTB), que defendeu suas indicações.

Com ausência dos vereadores Carlos Kifer (PP), Minoro Fukamati (PSD) e Vinicius Alves (PRB), o bloco suprapartidário levou a sessão e interagiu harmoniosamente com a plateia formada, em sua maioria, por servidores insatisfeitos com a  conduta do governo. Diante disso, foram expostas inúmeras contradições do atual prefeito. Willian Cezar (PSB) falou das leis criadas por Charlinho nos mandatos anteriores, que beneficiavam os servidores e que agora estavam sendo retiradas por ele mesmo. Até o compositor Cazuza foi lembrado. “Charlinho, tua piscina está cheia de ratos. Suas ideias não correspondem aos fatos”, parafraseou Willian Cezar, que ao parabenizar o pessoal da Educação pela vitória na Justiça em relação à migração para o regime de 40 horas, foi ovacionado aos gritos de ‘prefeito!’

Após isso, a plateia, inflamada, protestou com cartazes e clamando por melhores condições de trabalho, mais educação e saúde no município. Governistas permaneceram calados. Nem mesmo a indicação do prefeito, que oficializou Sandro da Hermínio (PT do B) como líder do governo e Noel da SOS (PT do B), como sublíder , fez com que vereadores levantassem uma palavra em defesa da atual gestão.

Outra contradição foi apresentada pelo vereador André Amorim (PR). Ele leu uma carta aberta escrita por Charlinho ao então prefeito Weslei Pereira, em 10 de outubro de 2016, em que solicitava a não exoneração dos servidores contratados e de cargo comissionado, pela importância que estes tinham para a economia da cidade, mas agora, o próprio Charlinho os exonerou.

Outra questão levantada contra o governo foi a falta de transparência no Jornal Oficial. De acordo com o vereador Waldemar Ávila (PHS), as confusões em relação a datas e publicações continuam. A edição 583 já foi publicada com data de 8 de agosto. Ele lembrou também que as exonerações estão sendo feitas para equilibrar a folha de pessoal, mas nomeações estão sendo feitas sem parar na Secretaria de Esportes. Mais aplausos e gritos da plateia. E nada de defesa da base governista.

Mas durante a sessão houve uma reclamação aos trabalhos da Casa. O vereador Ivanzinho (PSB), protestou por suas emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não constarem da ata da última sessão antes do recesso parlamentar. A Casa acatou o pedido do vereador para verificar o que havia acontecido e incluir suas emendas, que tratam de saneamento, iluminação, praças, na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Ivanzinho ainda usou o grande expediente para falar que após sete meses, as pessoas que precisam continuam sem remédios controlados e sem professores mediadores, o que prejudica muito aos estudantes portadores de deficiências. Ele também lembrou que o projeto de equoterapia continua parado e pediu ao líder do governo que leve a questão para o secretário de saúde, Carlos Graça.

Ao final, o vereador Willian Cezar disse aos servidores que nenhum pacote de maldades enviada pelo Executivo chegou à Casa, mas se chegar, ele vai lutar contra. Plateia ovacionou. Grande parte da base, já tinha partido. Calada.