Aug 23, 2017 Last Updated 4:06 PM, Aug 23, 2017

Servidores prometem presença na sessão ordinária de hoje

Primeira sessão ordinária deste semestre sem a presença maciça de servidores que prometem pressionar parlamentares Primeira sessão ordinária deste semestre sem a presença maciça de servidores que prometem pressionar parlamentares FOTO CLEITON BEZERRA
Publicado em Poder
Ler 463 vezes
Avalie este item
(0 votos)

Sepe faz convocação urgente para que trabalhadores compareçam à Câmara de Itaguaí esta noite

Dilceia Norberto

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

PRESENTE A abertura dos trabalhos na Câmara de Vereadores de Itaguaí aconteceu na terça-feira (1) de maneira tranquila, com fala apenas daqueles que se autodenominaram pertencentes ao bloco suprapartidário. Os parlamentares governistas nada declararam. Assim, a primeira sessão do segundo semestre de 2017 se deu de maneira tranquila, pois não havia presença marcante de servidores insatisfeitos com a condução do governo itaguaiense e com o apoio que a Casa tem dado a ele.

No entanto, a sessão ordinária da noite de hoje, quinta-feira (3), promete ser diferente. Temendo a entrada na pauta de alguma matéria relacionada ao funcionalismo público, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe / Itaguaí) fez uma convocação de urgência para que servidores da educação das redes municipal e estadual compareçam à sessão. “Convocação de urgência! Sessão da Câmara Municipal, com possibilidade de votação prejudicial aos servidores”, informa cartaz de convocação do Sepe publicado em redes sociais.

Mas não é só o pessoal da educação que está marcando um encontro para a noite de hoje na Câmara. Os servidores da saúde e da assistência social também prometeram ocupar as cadeiras da plateia do salão nobre da Casa. O objetivo é pressionar os parlamentares a apoiar a causa do funcionalismo municipal, que continua com vencimentos como salários, 13º e férias atrasados.

Desde que o atual governo tomou posse, os servidores afirmam que há uma constante tentativa de retirada de direitos do funcionalismo. Exemplo disso é a questão da migração da educação para o regime de 40 horas, que foi retirada pela Secretaria de Educação, devolvida pela Justiça e como o governo recorreu, a questão está nos tribunais. Mas os servidores sabem que muitas questões vão passar pela Câmara e que a base de apoio do governo tem passado como um rolo compressor sobre todos os projetos que os vereadores da oposição, ou melhor, do bloco suprapartidário apresentam e que consideram fonte de gastos para o Executivo.

 

Na primeira sessão ordinária deste semestre, os servidores não marcaram presença, mas os parlamentares que não fazem parte dos governistas usaram a tribuna e criticaram atitudes do Executivo, como a exoneração de servidores, as péssimas condições das unidades de saúde, como já denunciado pelos servidores em greve, e as condições precárias de várias escolas do município. Tais situações já foram denunciadas pelo funcionalismo público há algum tempo, mas parece que os eleitos pelo sufrágio popular não está dando a atenção esperada.