Loading...
May 25, 2018 Last Updated 1:16 PM, May 25, 2018

Cármen Lúcia cria comissão para apurar processos contra liberdade de imprensa

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, abriu o evento com uma palestra  A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, abriu o evento com uma palestra  FOTO ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
Publicado em País
Ler 3288 vezes
Avalie este item
(0 votos)
Marcado sob

A presidente do Supremo Tribunal Federal defendeu eficácia à Constituição que garante o trabalho do jornalista de informar o cidadão

 

FÓRUM  A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta terça-feira (3) a instalação da comissão do Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa, do CNJ. A comissão vai apurar possíveis restrições à liberdade de imprensa.

Segundo ela, hoje, o Brasil não é um país que garante livremente o exercício do jornalismo, entretanto, ao menos no Poder Judiciário, é preciso dar ampla eficácia à Constituição, que garante o trabalho do jornalista de informar o cidadão e promover uma cidadania informada.

“E eu quero apurar isso melhor, para saber quais são os problemas que são gerados com a Constituição que garante tão amplamente liberdades, inclusive a liberdade de imprensa, com um texto que não necessita de grande intervenção para ser interpretado. É proibido qualquer tipo de censura e, no entanto, continua haver censura e jornalistas que não podem exercer os seus diretos. É preciso resolver isso”, disse.

A ministra explicou que o fórum foi criado pelo ex-presidente do STF e do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, mas não havia sido implantado na comissão, que funcionará dentro do Conselho Nacional de Justiça. Segundo ela, a portaria de instalação está pronta e deve ser publicada nos próximos dias. “Para que a gente tenha no conselho nacional um exame de quais os problemas que dizem respeito ao Poder Judiciário, quais as vertentes de críticas, censuras judiciais que são ditas, e processos sobre jornalistas para que a gente dê prioridade.”

Para ela, o Brasil está vivendo um momento de grandes transformações, e não só no jornalismo, mas “a imprensa livre é essencial para que se tenha democracia. E é exatamente em um Estado democrático que queremos viver”. Por isso, segundo Cármen, é preciso garantir que o jornalista possa trabalhar, “buscar suas informações, informar o cidadão e fazer o que ninguém mais pode fazer, assegurar a plena cidadania informada, livre e, portanto, crítica e responsável por suas escolhas, sem continuarmos, assim, a ter uma parcela de analfabetismo político pela ausência de informações precisas.”

Cármen Lúcia participou ontem do 9º Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, promovido pela Revista e Portal Imprensa, em Brasília. A ministra explicou que a liberdade de expressão e de imprensa são cláusulas pétreas da Constituição, que não podem ser modificadas, pois desempenham um papel essencial para a democracia. “A democracia vive porque as liberdades são exercidas.”

 

Últimas Notícias

Projeto de educação ambiental em Mazombinha

Alunos de escolas municipais apresentaram... (leia mais)

Niterói sedia neste sábado 1ª Conferência Metropolitana

Durante evento, que terá representantes... (leia mais)

Bairro Santa Sofia ganha nova ciclovia

MOBILIDADE Moradores de Seropédica vão... (leia mais)

Mangaratiba participa de Conferência Nacional de Meio Ambiente

Quatro projetos participaram da Conferência... (leia mais)

Segurança é tema de reunião da Aciapi

Ações para melhorar a segurança... (leia mais)