Sep 19, 2017 Last Updated 9:26 PM, Sep 18, 2017

Itaguaí tem uma esvaziada comemoração cívica

Comemoração cívica foi realizada no Parque Municipal de Itaguaí e poucas pessoas sabiam de sua realização Comemoração cívica foi realizada no Parque Municipal de Itaguaí e poucas pessoas sabiam de sua realização FOTOS CLEITON BEZERRA
Publicado em Cotidiano
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Ao serem questionados, alguns moradores afirmaram não ter visto nenhum aviso se quer ou convite por parte do governo sobre o evento

DESPRESTIGIADA Diferentemente de anos anteriores, neste, Itaguaí não realizou desfile cívico, que seria comemorado amanhã (7). Foi realizada apenas uma comemoração ao Dia da Independência do Brasil no Parque Municipal, na manhã de hoje (6). Participaram poucas escolas e creches da cidade, “apenas as que possuíam ônibus”, afirmou o prefeito em discurso no evento, após apresentação das escolas.

A título de comparação, em 2016, mais de sessenta unidades educacionais participaram das comemorações do sete de setembro. Paralelo à atividade, houve um protesto pacifico realizado por ex-integrantes da Banda Municipal de Itaguaí (Bamita), que não puderam se apresentar e cujas atividades estão paradas.

Além do prefeito de Itaguaí Carlo Busatto Junior, o Charlinho (PMDB), a secretária de educação e primeira dama Andreia Busatto, a Andreia do Charlinho, alguns vereadores e os secretários de governo participaram do evento.

A poucos metros do Parque Municipal, no Calçadão de Itaguaí, o ATUAL questionou moradores se eles sabiam da realização da comemoração e, de oito entrevistados, todos afirmaram desconhecer a execução da atividade.

Uma das autoridades presentes na comemoração, o vereador André Amorim (PR), lamentou a não realização do desfile cívico. “Infelizmente não tivemos o desfile cívico, que já foi tirado do dia 5 de julho e me chama a atenção esse evento ser realizado no dia 6 e não no dia 7 de setembro, que teria uma simbologia muito maior”, destacou o vereador.

DISCURSO DO PREFEITO

Durante o evento, Charlinho afirmou que se passaram oito meses de governo e pela primeira vez venho a público para falar sobre as dificuldades do município. “Está na hora da gente começar a colocar a verdade para a população”, sobre problemas deixados pela gestão anterior. O prefeito disse também que “pessoas torcem contra o governo e não deixam município se desenvolver”.

Questionado sobre o conteúdo do discurso do mandatário de Itaguaí, o vereador André Amorim falou que Charlinho precisa definitivamente parar de falar de passado e lembrar que é preciso administrar o presente. “O prefeito fala como se fosse surpresa para ele que o país e a cidade de hoje são absolutamente diferentes do período que ele administrou. Como se esquecesse de inchaço de folha no último ano, processos, empresas que ganharam quase 100% de licitações, evolução patrimonial desmedida. O Brasil vivia em crescimento e Itaguaí surfou uma onda, mas aquela gestão esqueceu-se de fazer sua própria piscina para quando a onda passasse”, destacou.

Estudantes da rede municipal de educação de Itaguaí desfilaram para autoridades

BAMITA

Com as atividades paradas desde o fim do ano passado, a Bamita não desfilou este ano e integrantes da banda realizaram um protesto pacífico durante a realização da comemoração da independência no município. O objetivo foi chamar a atenção pública dos moradores e das autoridades municipais, a fim de que o projeto seja retomado.

A ex-coreógrafa e coordenadora de 2013 a 2016 da Bamita, Juliana Martins, contou que a banda também trabalha com jovens que já passaram por problemas de saúde, depressão, e que o projeto serve como um caminho de cura para eles. “Tem gente que já chega do mundo das drogas, da prostituição entre outras coisas. Então, quando a gente parou ano passado a gente sentiu muita falta, aquela recuperação que nós fizemos não parecia suficiente, faltava mais um pouco, precisamos de mais”, disse a ex-coreógrafa e completou “A gente quer a banda de volta, a gente não quer os jovens soltos por aí. A banda vai ajudar, é menos um jovem assaltando, é menos um jovem morrendo. E não temos lado político, isso eu quero deixar bem claro”.

Questionada sobre se a prefeitura os haviam procurado para tratar do retorno da banda, ela afirmou que até o momento ainda não. “Eles botaram uma nota dizendo que não teria o desfile e não apoiamos algumas coisas ditas lá. Sobre as fardas que estariam em péssimo estado, que a gente não teria guardado direito, não cuidamos direito, mas a gente sempre teve amor a nossa farda. Eu entrei na banda com 13 anos e hoje eu estou com 30”, concluiu Juliana Martins.

CLEITON BEZERRA

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Última modificação em Quarta, 06 Setembro 2017 18:21