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Sessão polêmica com desfecho na delegacia

Publicado em Poder
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Após a sessão de terça-feira, seis vereadores da base governista foram registrar ocorrência por tentativa de agressão. Líder sindical foi conduzida à 50ª DP

 

CASO DE POLÍCIA- Terminou na polícia a confusão que tomou conta do plenário da Câmara Municipal de Itaguaí (CMI) durante a sessão da terça-feira (5). É que seis vereadores prestaram queixa na 50ª DP (Itaguaí), por desacato. Os parlamentares Gil Torres (PTN), Eliezer Lage Bento (PRTB), Vinicius Alves (PRB), Rubem Ribeiro (PTN), Sandro da Hermínio (PT do B), Noel Pedrosa (PT do B) foram até a delegacia denunciar a líder sindical Chris Gerardo e alguns manifestantes que, segundo os denunciantes, promoveram desordem e agrediram os vereadores durante os trabalhos. A líder sindical foi conduzida pela Polícia Militar até à delegacia. Um integrante do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) de Itaguaí também foi até a DP, mas para registrar uma agressão de que teria sido vítima dentro da CMI. 

Cris Gerardo informou que não houve agressão, que apenas rebateu verbalmente os insultos que lhe foram dirigidos pelo vereador Eliezer Lage Bento, que, segundo ela, xingava ela própria e debochava dos manifestantes. “Eu joguei um ovo no chão que chicoteou na mesa. Eles tentaram me enquadrar nos crimes de injuria, calunia e agressão”, contou a líder sindical.

A confusão envolvendo os vereadores e manifestantes ocorreu antes da aprovação final dos projetos de lei de autoria do Poder Executivo, que suspendem as vantagens patrimoniais até o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (cancela o quinquênio) e o de suspensão da eficácia de normas que tratavam de adicional de progressão do servidor, ou seja, o funcionário deixa de receber bônus mesmo com diploma de nível técnico, pós-graduação, mestrado e doutorado, por exemplo. 

Os ânimos começaram a ser exaltar depois do pedido de interstício dos projetos do Executivo, solicitado pelo líder do governo na CMI, Sandro da Hermínio. Esse expediente permite que todas as matérias que constam na ordem do dia sejam aprovadas definitivamente sem seguir os trâmites legais. O pedido do vereador foi colocado em votação e, por 11 votos a cinco, foi aprovado. Revoltados com o resultado, os manifestantes deixaram os acentos e se dirigiram para frente do plenário onde ficam os parlamentares, separados apenas por uma divisória de no máximo 70 centímetros e por uma barreira de policiais militares, agentes do Grupo Tático Ostensivo e seguranças do Legislativo. Até a aprovação final dos projetos, os manifestantes gritavam “bandidos”, “covardes”, “fora Charlinho”, “fora Rubão” (presidente da CMI) e “vendidos”.

Alguns manifestantes conseguiram ainda furar o bloqueio e ocuparam o salão destinado aos vereadores.  Houve bate boca com alguns vereadores e ovos foram lançados, mas nada que impedisse que os aliados do prefeito Charlinho aprovassem os projetos que prejudicam os servidores.  

REPÚDIO

Após a sessão, vereadores do grupo suprapartidários postaram em suas redes sociais vídeos em que repudiavam a aprovação dos projetos e as tentativas de investida contra os colegas por parte de alguns manifestantes.

O vereador André Amorim (PR) chamou a atenção dos servidores, destacando que os projetos aprovados ainda vão para a sanção do prefeito Charlinho. “Você que protestou na Câmara, proteste na sede da prefeitura. Quem sabe não sensibilize o prefeito”.

 Já o vereador Willian Cezar (PSB) destacou a luta dos servidores contra os projetos do Executivo. “Os direitos dos servidores, tirados pelo prefeito Charlinho, foram conquistados por meio de lutas e não foram dados por nenhum político”, disse.

O vereador Ivan Charles (PSB), por sua vez, lamentou o congelamento dos benefícios dos servidores e disse que está indignado com os atos de covardia que o prefeito Charlinho está perpetrando contra os servidores. “Infelizmente, a maioria da câmara aprovou os projetos”, lamentou.