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Secretaria do Ambiente fiscaliza Parque Cunhambebe

Em Rio Claro, a equipe constatou o desmatamento de uma área de cerca 15 mil metros quadrados Em Rio Claro, a equipe constatou o desmatamento de uma área de cerca 15 mil metros quadrados FOTO REPRODUÇÃO
Publicado em Cotidiano
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AMBIENTE- O Parque Estadual Cunhambebe, em Mangaratiba e administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), foi alvo de fiscalizações deflagradas pela Secretaria do Ambiente para reprimir o desmatamento ilegal. As operações foram desencadeadas a partir de imagens captadas pelo Projeto Olho no Verde, que, desde o ano passado, monitora semanalmente, por via satélite, a cobertura florestal de uma área de sete mil quilômetros quadrados, onde se localizam os principais remanescentes florestais do Rio de Janeiro.

Com apoio do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), as equipes efetuaram 42 vistorias no interior da unidade de conservação, em sua Zona de Amortecimento e também no seu entorno nos municípios abrangidos pelo parque: Mangaratiba, Rio Claro, Itaguaí e Angra dos Reis.

Em uma das vistorias realizadas no município de Rio Claro, a equipe constatou o desmatamento de uma área de aproximadamente 15 mil metros quadrados, situada no interior do Parque Estadual Cunhambebe. O local seria destinado à expansão de pastos para atividade pecuária.

Em Angra dos Reis, uma outra equipe flagrou cerca de três hectares de área desmatada, também localizada no interior da unidade de conservação e que também seria utilizada para pecuária ou agricultura. Não havia ninguém no local no momento da fiscalização. Os proprietários serão localizados pelas unidades de fiscalização do Inea para responder administrativamente.

Durante as vistorias, a equipe apreendeu 15 pássaros silvestres que estavam acondicionados em gaiolas em duas propriedades situadas na localidade conhecida como Mucundu, no município de Rio Claro. “No mês de outubro, foram gerados 42 alertas nessa região, o que chamou a atenção da coordenação do projeto. Organizamos uma megaoperação que culminou na vistoria dessas 42 áreas em três dias. Espera-se que o efeito das ações, mais do que os números gerados, seja o valor preventivo junto à sociedade, sabendo que, a partir de agora, nossa cobertura florestal tem um monitoramento com esse nível de excelência”, disse o subsecretário do Ambiente, Rafael Ferreira.

 Desde 2016, o Projeto Olho no Verde já identificou mais de 300 casos de desmatamento ilegal, somando cerca de 910 mil metros quadrados, o equivalente a 91 hectares de áreas que sofreram supressão irregular de vegetação.

 

O Projeto Olho no Verde tem como objetivo o combate ao desmatamento através da incorporação da tecnologia do imageamento por satélite e de processamento de dados espaciais. O Olho no Verde é capaz de identificar desmatamento com até 200 metros quadrados. As imagens captadas são enviadas para o laboratório de georreferenciamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) onde passam por uma triagem.