Sep 21, 2017 Last Updated 10:46 PM, Sep 20, 2017
 
 
 
 
 

A menina de ouro traz mais uma medalha para o Brasil

A menina de ouro traz mais uma medalha para o Brasil FOTOS CLEITON BEZERRA
Publicado em Esporte
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Manoella Aparecida de Itaguaí sagrou-se campeã sulamericana apesar da falta de patrocínio

DE OURO E lá vem ela de novo. E lá vem ela com mais medalha. E ela vem ela com mais ouro. É isso mesmo. Apesar de todas as dificuldades, a atleta itaguaiense da Seleção Brasileira de Ginástica Aeróbica, Manoella Aparecida, voltou capeoníssima do Sulamericano de Lima, no Peru.

Embora esteja em sua melhor fase, as dificuldades financeiras não tornam as competições fáceis para a atleta de 12 anos. “Foi muito difícil, porque eu fiquei muito nervosa. Eu só consegui comprar as passagens horas antes do embarque, então eu fiquei muito nervosa. Além disso, eu chorava todos os dias porque minha mãe não estava lá. Foi bem difícil. Mas no fim eu gostei muito de competir. Tinha muita gente boa”, afirmou Manu, que teve como uma das principais concorrentes uma atleta da argentina. A outra grande concorrente da ginasta itaguaiense é a falta de apoio e patrocínio.

Esse ano já são cinco medalhas: Londres, Phoenix e Lima. A ginástica Aeróbica tem uma grande chance de ser um esporte olímpico em 2024, mas, além das medalhas, tudo que Manu coleciona até agora são os descasos gerados por uma cultura que não preza o esporte que não seja o Futebol. Mesmo não sendo um jogador de futebol, a ginasta mantém a esperança. “Com essas conquistas, a minha expectativa é de que eu consiga um patrocínio bem rápido, porque eu gosto muito de competir e o Panamericano já está aí. É em outubro, na Colômbia e eu quero muito ir. Eu sou campeã sulamericano e isso mostra que eu tenho muita chance de ganhar no Panamericano também”.

Apesar do desejo de Manu e das reais chances de medalhas que ela pode ganhar, o Sulamericano, na Colômbia, não é uma realidade ainda. “A gente perdeu a data de inscrição, que deveria ser paga até o dia 25 de julho. Mas como o desempenho dela foi espetacular, o treinador entrou em contato com a Confederação para tentar reverter a situação”, disse Daniele Aparecida, mãe de Manu e fisioterapeuta da seleção, que também não conseguiu viajar por falta de recursos.

A vaquinha para ajudar Manoella continua em sua página no Facebook. A escola em que ela estuda também está se mobilizando na camapanha ‘Manu no Caldeirão’ para que ela participe do quadro chamado ‘Agora ou nunca’ e possa quitar dívidas que vêm junto com as medalhas.

Dali, Manu!

A ginasta Manoella Aparecida voltou campeã do Sulamericano em Lima, no Peru, e espera por um patrocínio