Dec 17, 2017 Last Updated 2:11 PM, Dec 15, 2017

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Expo Itaguaí numa versão diferente

CATIVO, O público dos shows foi um ponto que salvou o primeiro dia da festa CATIVO, O público dos shows foi um ponto que salvou o primeiro dia da festa FOTO REPRODUÇÃO
Publicado em Cotidiano
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Primeiro dia com crianças e adolescentes proibidos de entrar, esvaziamento de conteúdo sócio-cultural e eliminação de vertente rural solapam tradições do evento, salvo pelo público cativo dos shows e pela gastronomia

RENATO REIS

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ESVAZIAMENTO Foi constrangedor acompanhar a decepção com que várias crianças recebiam a notícia de que não poderiam ingressar no Parque Municipal de Exposições para acompanhar aqueles que seriam os primeiros momentos da Expo Itaguaí 2017, na noite da quarta-feira (5), quando a cidade comemorava 199 anos de emancipação. A proibição da presença de crianças e adolescentes na festa resultou de uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público e oficializada quase uma semana antes, na quinta-feira (29), por meio de ofício do Cartório da Vara de Família, Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca de Itaguaí.

A ação que resultou no impedimento de crianças e adolescentes na Expo 2017 mirou como réus a Prefeitura de Itaguaí e a empresa Vivere Entretenimento. Ao dar visibilidade à proibição a Justiça justificou que mesmo às vésperas de iniciarem o evento os réus ainda não tinham apresentado a contento as medidas adotadas na organização e na segurança, o que, no entendimento das autoridades judiciárias, redundaria em risco permitir a entrada e permanência de crianças e adolescentes.

Antes mesmo de a festa começar, o ATUAL enviou mensagens à Prefeitura de Itaguaí, à Vivere Entretenimento e à Secretaria Municipal de Turismo e Eventos de Itaguaí, com o intuito de saber que providências seriam tomadas para viabilizar a presença das crianças e adolescentes na Expo, mas os questionamentos foram ignorados, permitindo imaginar que até aquela altura dos acontecimentos o risco da proibição não incomodava os organizadores. 

A decepção e, em alguns casos, o choro copioso de crianças proibidas de curtirem o evento na quarta, no entanto, não foram os únicos episódios a colidirem com as tradições da festa. A ausência de projetos sociais antes integrados à programação, a falta de iniciativas de caráter socioambiental como havia antes e a inexistência de programas voltados para a geração de emprego e renda contemplados em edições pretéritas decepcionaram significativa parcela do primeiro público ali presente. Esse contingente de pessoas somado a outros numerosos itaguaienses lamentam não poder curtir este ano o segmento da Expo que evoca um setor vital da economia local, aquele que sempre valorizou suas vocações rurais, aliás, uma marca indelével da comemoração do aniversário, especialmente porque tem ela grande relevância no que a cidade é hoje.

Para quem se agrada com a programação de shows, as opções gastronômicas e as compras no minishopping, a Expo não deixa de todo a desejar. Na quinta (6), o ATUAL procurou a Prefeitura de Itaguaí para saber se haveria providências quanto ao acesso de crianças e adolescentes. A assessoria de comunicação nada informou, sugerindo que a reportagem procurasse diretamente e Vivere Entretenimento.

No final da tarde, após uma ida ao Fórum de Itaguaí, Rodrigo Cordeiro, proprietário da Vivere, garantiu que o acesso de crianças e adolescentes até 16 anos estaria liberado desde que esses menores estivessem acompanhados dos pais, já os com idades a partir dos 16 só podem entrar apresentando documentação. 

Última modificação em Quinta, 06 Julho 2017 19:31