Oct 22, 2017 Last Updated 3:21 PM, Oct 20, 2017

Passeata Abraço à UEZO movimentou o centro de Campo Grande

 Sociedade civil e membros da UEZO participaram da passeata realizada no centro de Campo Grande  Sociedade civil e membros da UEZO participaram da passeata realizada no centro de Campo Grande  FOTO CLEITON BEZERRA
Publicado em Cotidiano
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Ato, organizado pela sociedade civil, visou mostrar a situação em que se encontra a Universidade e chamar atenção da classe política do Estado

 

CLEITON BEZERRA
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ENSINO SUPERIOR Luta pela universidade pública e consolidada na Zona Oeste. Uma instituição que poderia ser a mola propulsora da produção de riquezas na região encontrasse sucateada. E é buscando reverter esse quadro que foi realizada a passeata Abraço à UEZO ontem (29), que percorreu as principais ruas do bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro. Estavam presentes no ato membros da reitoria da Universidade, professores, alunos, representantes de coletivos da região, do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro RJ), da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), assim como, a presença do deputado estadual Paulo Ramos (PSOL).

A concentração aconteceu na Praça dos Estudantes, localizada próximo a Lona Cultural Elza Osborne, a partir das 9h. O grupo deu início a passeata às 10h, saindo pela estrada Rio do A, atravessando o Viaduto Prefeito Alim Pedro, dobrando na Avenida Cesário de Melo e seguindo até o Calçadão de Campo Grande. Um carro de som foi usado para informar aos passantes do que se tratava o ato e qual é a situação da UEZO, em relação a verbas, leis e funcionamento.

O ato teve suporte de agentes da guarda municipal e de policiais militares em motocicletas, que acompanharam o movimento durante o trajeto da manifestação e controlaram o trânsito.

REVINDICAÇÕES

A manifestação visou exigir a liberação total do orçamento destinado à UEZO, o pagamento dos professores, técnicos administrativos e bolsistas, além das pautas antigas, como a posse dos professores concursados, Plano de Cargos e Salários e o campus próprio. Hoje a UEZO divide espaço com um colégio estadual, o Instituto de Educação Sarah Kubitschek, em Campo Grande.

Maria Cristina de Assis, reitora da UEZO, falou sobre a manifestação e os objetivos da mesma. “Esse manifestação é fruto de um apoio da sociedade civil organizada da Zona Oeste, onde se reuniram na Câmara Comunitária de Campo Grande, na Associação de Moradores, para fazer um apoio à única universidade pública que existe aqui na Zona Oeste, em Campo Grande. Uma das regiões da Capital que tem a maior densidade demográfica e consequentemente onde se recolhe mais impostos”, ressaltou a reitora e completa “Somos a única universidade pública no Estado que não tem plano de cargos e salários para os servidores, a única universidade que não tem quadro permanente de servidores administrativos, então fica difícil da universidade se consolidar”, desabafou.

Movimentos sociais da região também estavam presentes e acompanham de perto a luta da UEZO, William Siri, estudante de economia e representante do coletivo Tudo Numa Coisa Só, falou sobre a Universidade e sobre o local em que ela está inserida. “É a única universidade pública aqui em Campo Grande, bairro que tem mais de 400, 500 mil pessoas, que ajuda a trazer o desenvolvimento para a região e que simplesmente está precarizada pelo atual governo”, destaca.

Vinicius Tavares, estudante de ciências biológicas da UEZO, disse como a situação orçamentária está afetando os alunos. “A universidade está funcionando, porém o orçamento não foi todo liberado ainda. Nossa universidade ainda não tem um campus, a gente não tem alguns professores, tem 16 professores esperando a posse, que foi bloqueada pelo governador. Sem contar que os professores receberam o salário até janeiro somente”, comenta o estudante.

INSTITUIÇÃO

A UEZO é uma instituição pública de ensino superior, legislativamente criada e licitada em 2002 ao final do governo de Anthony Garotinho. A instituição foi criada com o objetivo de atender a demanda de estudantes da Zona Oeste do Rio de Janeiro e de municípios como Itaguaí e Nova Iguaçu e ampliar o desenvolvimento tecnológico e econômico desta região do Estado.

Foi inaugurada em 2005, no governo de Rosinha Garotinho e definitivamente emancipada a partir de 2009 em fundação de direito público vinculada à Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, no governo de Sergio Cabral Filho. Localiza-se em Campo Grande, maior bairro do Rio de Janeiro.

A UEZO conta com os cursos superiores de análise e desenvolvimento de sistemas, biotecnologia, gestão da construção naval, polímeros e processos metalúrgicos a fim de trazer desenvolvimento à região, visando principalmente ao porto de Itaguaí. Em 2008, foram abertos mais quatro cursos que passaram a somar reforços para a região. Os cursos plenos criados foram de farmácia, engenharia de produção, ciências biológicas e ciência da computação.

 

Última modificação em Quinta, 30 Março 2017 10:09