Jul 24, 2017 Last Updated 6:06 PM, Jul 24, 2017

Servidora pede abertura de Comissão Processante contra Charlinho

Publicado em Cotidiano
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Funcionários da Saúde e da Assistência alegam estarem sendo perseguidos por estarem em greve

Dilceia Noberto
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DENÚNCIA Servidores da Saúde e da Assistência Social entraram na tarde de segunda-feira (27), na Câmara de Vereadores de Itaguaí, com um pedido de abertura de uma Comissão Especial Processante (CEP) para investigar denúncias feitas por vários trabalhadores contra o gestor municipal, Carlo Busatto Junior, o Charlinho (PMDB). A autora da ação é a servidora do município de Itaguaí, Hellen Oliveira Senna.

Como representante do Sindicato dos Profissionais da Saúde (Sindsprev), Hellen afirma que recebeu vários tipos de denúncias, como falta no ponto, corte salarial, transferências e outros desrespeitos. A servidora diz que há uma perseguição aos trabalhadores que estão em greve. “Mas são ações pontuais. Só as pessoas que estão em greve é que estão sendo penalizadas com essas faltas e transferências”, declara Hellen.

Ao documento de pedido de abertura de comissão processante, foram anexadas cópias dos pontos em que estão registradas as faltas e depoimentos das pessoas que foram transferidas. Segundo Hellen, as denúncias foram montadas em cima do desrespeito à Constituição Federal e à lei municipal, de autoria do vereador Willian Cezar (PSB), que determina que os servidores em greve devem ser anistiados. “Existem várias leis que garantem o nosso direito de greve, mas os servidores estão sendo desrespeitados com a ilegitimidade desse governo, usando de arbitrariedade. Há ameaças diárias nas unidades”, afirma.

SEM DIÁLOGO

A Saúde e a Assistência Social estão em greve desde o dia 16 de janeiro e as unidades estão atuando com 30% do efetivo para atender casos emergenciais, como determina a lei. No entanto, de acordo com a autora da denúncia, houve o caso de uma enfermeira que se negou a fazer uma indicação de um nome para realizar uma capacitação, já que capacitação não é caso de emergência. Ela teria dito que nenhuma técnica de enfermagem estaria disposta a fazer essa capacitação, porque estão num período de greve. Esse fato teria gerado vários atritos com a gestão, que quer efetivo maior que 30%, e culminou na transferência da enfermeira, do posto de saúde do centro para Coroa Grande.

Em greve desde janeiro, os servidores reclamam da falta de diálogo com a gestão. “Não temos resposta nenhuma. O prefeito alega que os sindicatos não têm força e que não negocia com sindicatos. A orientação do governo é essa. Não conseguimos negociar nem com o secretário de Saúde, nem com a de Assistência Social. Eles invertem o papel e dizem agimos com truculência, com ameaças”

FISCALIZAÇÃO

A Câmara deu um prazo de 15 dias para apreciação do documento e só então colocará em votação ou não. “A nossa preocupação é com o plenário. A gente sabe que há vereadores que fazem parta da base do governo, mas na verdade a gente vai cobrar que eles façam a parte deles, que é fiscalizar. O vereador tem que ver que há um desrespeito às leis e tem que tomar providências quanto a isso”, destacou Hellen Oliveira.

Vale lembrar que uma comissão processante pode culminar na perda de poder do mandatário da cidade. Foi assim que a Câmara cassou o mandato do ex-prefeito Luciano Mota, a partir do pedido de uma comissão para investigar o uso de verbas feitas pelo então Luciano Mota na construção de uma ponte. Resta saber se os vereadores, da atual legislatura, vão cumprir seu papel, fiscalizar e investigar o que pedem os servidores.

 

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