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Porto de Itaguaí para contra reforma previdenciária

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Trabalhadores fizeram greve por 24 horas e restringiram aceso aos terminais

Dilceia Norberto

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MOBILIZAÇÃO Como em grande parte do país, os trabalhadores do porto de Itaguaí também fizeram uma paralisação nesta quarta-feira (15). Trabalhadores Portuários Avulsos (TPA) bloquearam a entrada para os terminais e motoristas de caminhões formaram uma grande fila. O objetivo era protestar contra a proposta do Governo Federal de reformar a previdência, aumentando a idade mínima e o tempo de contribuição.

Os trabalhadores disseram que a manifestação foi organizada de forma a não atravancar de vez o trânsito na cidade. De dez em dez minutos o tráfego era liberado. “Não queremos atrapalhar a vida de ninguém, só queremos chamar a atenção. Não queremos radicalizar”, afirmou o delegado sindical do Sindicato dos Portuários e Capatazia do Rio de Janeiro, Moacir Dias.

Moacir ainda afirmou que era preciso chamar a atenção da sociedade para o que consideram desmandos do atual Governo Federal. “Queremos chamar a atenção da opinião pública a respeito da nova regra que o governo quer nos impor a respeito da reforma previdenciária e da reforma trabalhista. Nós não compactuamos com isso e esse movimento é para demonstrar isso. Queremos chamar a atenção de toda a sociedade para que, pelo entender do governo, nós nunca vamos nos aposentar. Essa greve está acontecendo em todo o país. Os portos do país pararam”, explicou o delegado sindical.

CATEGORIAS

O movimento tinha representantes dos estivadores, consertadores, conferentes, vigias portuários e capatazia. De acordo com o vigia portuário há mais de 31 anos, Washington Luiz dos Santos, muitos trabalhadores estão perdendo seus direitos e a situação só piora. “Estamos aqui hoje contra a reforma da previdência e porque sempre tiram nossos direitos. Somos trabalhadores insalubres e tiraram esse direito da gente cerca de 15 anos atrás. Trabalhamos com vários agentes químicos e em condições desumanas. Agora querem fazer com que a gente trabalhe até os 65 anos, nas condições que temos hoje. O trabalhador portuário não consegue chegar até os 65 anos trabalhando”, destacou o vigia.

PROGRAMAÇÃO

Os trabalhadores deram início à manifestação às 8h e seguiram até as 12h. Fizeram uma pausa e vão reiniciar às 18h até a meia-noite. Às 6h de quinta-feira (16), a paralisação será retomada para finalização às 8h. Isso para completar as 24 horas de mobilização.