Nov 23, 2017 Last Updated 2:00 AM, Nov 23, 2017

Adriana de Azevedo pede ajuda mais uma vez

 Adriana Azevedo afirma que está sem fraldas e medicamentos e hoje vive de favor, por não poder pagar o aluguel Adriana Azevedo afirma que está sem fraldas e medicamentos e hoje vive de favor, por não poder pagar o aluguel FOTO DILCEIA NORBERTO
Publicado em Cotidiano
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A ex-técnica de enfermagem afirma que está sem fraldas e seringas e passou a viver de favor

Dilceia Norberto
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APELO A ex-técnica de enfermagem da Prefeitura de Itaguaí, Adriana de Azevedo, pede atenção mais uma vez. A servidora que ficou paraplégica depois de um acidente que sofreu enquanto trabalhava, em setembro de 2012, tem passado por um calvário. Sua situação é uma gangorra. Com o vai e vem de governos em Itaguaí, ela muitas vezes fica sem os insumos que sua condição requer, como fraldas, seringas e medicamentos.

Adriana afirma que já procurou a Secretaria de Saúde, mas diz que eles informaram que ela precisa apresentar laudos sobre suas necessidades. “Eu procurei a secretaria antes do carnaval e me disseram que eu precisava apresentar laudo de tudo. A médica do Sase, que me acompanha, me deu os laudos, mas hoje já é dia 8 de março e até agora nada. Estou sem fralda, sem cuidadora”, lamenta a ex-técnica de enfermagem.

Ela também disse que hoje vive de favor, no bairro de Brisamar, porque não pode continuar pagando o aluguel da casa em que morava, até fevereiro, no bairro Sem Terra. “Sem as coisas de que preciso, eu tive que vender o que tinha. Estou vendendo meu guarda-roupa, porque tenho que comprar as coisas”, conta Adriana.

SECRETARIA

O secretário municipal de Saúde, Carlos Graça, afirmou ao ATUAL que está acompanhando o caso de Adriana de perto. E que tem prestado todo atendimento possível a Adriana. “Temos fraldas na demanda, ela tem todo o medicamento de que necessita, conseguimos o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) para ela ser operada. Mas a questão de ela precisar de um cuidador é uma questão social e na minha opinião, isso teria que ser discutido na Secretaria de Assistência Social”, esclarece Carlos Graça.

Ele ainda ressalta que ter um cuidador não está no acordão judicial. “Tudo que foi determinado pela justiça, nós estamos cumprindo rigorosamente. Pode acontecer de atrasar alguma coisa, porque hoje a prefeitura tem R$ 250 milhões de dívida adquirida no passado, então os fornecedores não querem vender, mas frauda tem. E todas as vezes que Adriana me procura, eu a atendo”, disse o secretario de saúde.

Com todas as dificuldades do município, seja financeira, seja política, a questão humana precisa se sobressair e Adriana Azevedo conta com isso, na espera de que sua situação seja solucionada.

 

Última modificação em Quarta, 08 Março 2017 19:20