Mar 27, 2017 Last Updated 2:21 PM, Mar 24, 2017

No Dia Internacional da Mulher, o que elas querem em Itaguaí?

Publicado em Cotidiano
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CARÊNCIA No Dia Internacional da Mulher, o ATUAL andou pelas ruas e conversou com algumas munícipes. O objetivo era saber o que a mulher de Itaguaí acha que falta na cidade e o que ela deseja. A grande maioria elegeu o quesito saúde como a maior carência. Todas querem saúde e acham que a cidade faz atendimentos de forma precária. Outros quesitos citados por elas tratam da falta de trabalho, segurança e a falta de respeito para com a mulher.



GÉSSICA VIVIANE, 28 anos, cabeleireira – moradora do bairro Mangueira

"Acho que para a mulher falta médico na cidade. Não pensam muito na mulher. Está faltando médico. As pessoas e a mulher estão morrendo por falta e médicos. Eu desejo que as portas do mercado de trabalho se abram, porque está difícil principalmente para a mulher. Quero que os homens respeitem mais as mulheres porque eles veem a mulher apenas como um objeto sexual e ela não é."

 

MARINETE DOS SANTOS ANTUNES, 61 anos, agente de saúde

"O mais importante é que aqui tem que ter um hospital decente. Não tem médicos, os postos de saúde estão muito ruins e esse hospital São Francisco precisa ser arrumado, porque ele não está bom. Já foi, mas não está mais. A mulher precisa de saúde, porque sem saúde não tem nem como trabalhar. Há muita violência contra  a mulher e é preciso que se faça um órgão de defesa para a mulher, porque seria muito importante para o município."

 

VANJU DOS SANTOS SILVA, 46 anos, doméstica – moradora do bairro Califórnia

"Aqui em Itaguaí está faltando locais para que as mulheres façam atividade física. Como somos domésticas, queremos que tenha mais atividades. Estava tendo atividades nas escolas, na área da Expo, mas agora deu uma parada. Isso nos ajudaria muito, porque ajudaria a nossa saúde  a nossa autoestima. Nós mulheres precisamos cuidar muito da nossa saúde e por isso eu digo que também está faltando um hospital da mulher aqui, para que a gente tenha um ginecologista que cuide da gente, para a gente fazer os exames dos seios. A saúde está muito precária na nossa cidade. Acho que há muita falta de respeito e consideração à mulher. Eu vivi agressão no meu primeiro relacionamento, mas eu não tive medo e expus. É preciso amis respeito à mulher que é muito assediada por usar a roupa que quer."

 

CACILDA DA SILVA, 53 anos, cozinheira – moradora de Chaperó

"Meu desejo é que tenha mais trabalho aqui. Eu vim de Mangaratiba para cá e eu desejo encontrar um trabalho aqui, mas está difícil. Estão falando que vai abrir um  concurso  e eu quero ver se eu consigo. Tem muita gente precisando de trabalho aqui. A gente chega no município e todo mundo reclama de uma coisa só. Eu não acho que a mulher tenha mais dificuldade para arrumar emprego. O problema é que está difícil mesmo. Eu desejo respeito em muitas coisas. Às vezes vamos resolver as coisas num lugar e as pessoas olham nosso jeito de ser e não dão a mínima. A gente fica triste com isso. Uma época eu fui procurar serviço e vendi umas cocadas, mas a pessoa me deu uma moeda de R$ 0,50 e me mandou pedi esmolas. Eu chorei muito. É falta de respeito."

Última modificação em Quarta, 08 Março 2017 11:03