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Sep 21, 2018 Last Updated 8:27 PM, Sep 20, 2018

Alunos de Itaguaí constroem barco movido à energia solar

Os alunos Lucas Eduardo, Wellison Souza, Alicia Barreto, Tobias Schuster, Wharley Moreira, Hellen Costa e Beatriz Oliveira, e o barco Sahy. Os alunos Lucas Eduardo, Wellison Souza, Alicia Barreto, Tobias Schuster, Wharley Moreira, Hellen Costa e Beatriz Oliveira, e o barco Sahy. FOTO VINICIO DA MATTA
Publicado em Cotidiano
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Embarcação Sahy participará, pela segunda vez, de desafio em Búzios

SUSTENTABILIDADE Alunos de engenharia mecânica e engenharia de produção do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET) de Itaguaí, utilizaram tecnologia na construção de um barco movido à energia solar.

O processo de construção da embarcação começou em 2015 após a doação, feita por um professor da instituição, de um barco modelo. Os alunos desenvolveram e realizaram todas as operações para colocar o barco em movimento e participar do Desafio Solar Brasil (DSB), uma espécie de corrida nacional de embarcações que utilizam apenas energia solar.

Somente em 2017, a equipe Smart CEFET pôde participar, pela primeira vez, da competição. Eles conquistaram o quarto lugar e o troféu de equipe com mais garra do campeonato, após muitos desafios. “Um pouco antes da prova, o nosso manche parou de funcionar. Tivemos que mudar tudo para corda, nossa piloto Aline Zamarrño, teve que movimentar toda a embarcação de forma manual”, Conta a aluna Hellen Costa, líder de gestão da equipe.

Esse ano, o evento acontece em Setembro, em Búzios, e a equipe já está fazendo os ajustes necessários visando o pódio da competição. O Sahy, como é chamado o barco, é preparado para ter quatro placas solares, que alimentam a bateria fazendo com que ele se locomova no mar. Não se sabe ao certo a origem do nome, mas segundo a lenda contada pelos alunos, é em homenagem a praia de Mangaratiba.

A construção do barco não está focada apenas na disputa, a intenção dos alunos é promover a sustentabilidade, desenvolver novas tecnologias e sensibilizar a população e o governo a investir em pesquisas sobre energia limpa e renovável . “Apesar de fazer o barco ser muito caro, em longo prazo, tem um retorno muito bom porque a energia solar é de graça. Esse tipo de projeto para a comunidade é viável, pois a região tem muitos pescadores”, disse Helen.

 A falta de patrocínio é uma das dificuldades enfrentadas pelos alunos na construção do projeto. Para driblar essa situação a equipe realiza eventos na instituição para arrecadar fundos. “A gente tem muita dificuldade de conseguir patrocínio. Acabamos de fazer um campeonato de futebol e em breve vamos fazer outros eventos para arcar com os gastos da competição” conta o aluno Lucas Castro.

A Smart CEFET Itaguaí conta atualmente com 15 alunos e três professores orientadores. Desde o início do projeto, em 2014, três turmas já fizeram parte da equipe.

Para saber mais sobre o projeto, basta acessar facebook.com/equipesmartCEFET ou  instagram.com/smartcefet .

 

FOTO DIVULGAÇÃO: EMBARCAÇÃO SAHY no Desafio Solar Brasil no ano passado 

 

 

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