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Aug 17, 2018 Last Updated 2:58 PM, Aug 17, 2018

Uma marca de solidariedade aos apenados

Os apenados recebem remuneração pelos serviços prestados à preservação do meio ambiente Os apenados recebem remuneração pelos serviços prestados à preservação do meio ambiente FOTO DIVULGAÇÃO /ASCOM/CEDAE
Publicado em Cotidiano
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Cedae esteve entre as organizações que receberam, em Brasília, reconhecimento do Ministério da Justiça pelo trabalho da empresa com egressos do sistema penal

 

CERIMÔNIA Única empresa do estado a ser agraciada com o Selo Resgata, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ), a Cedae recebeu, na quinta-feira (26), no Palácio do Planalto, em Brasília, a homenagem pelo trabalho de inserção de apenados no mercado de trabalho. Desde que foi implantado pela companhia, em 2008, cerca de três mil apenados já passaram pelo Programa Replantando Vida, que no momento conta com 361 pessoas exercendo diferentes tarefas na empresa.

O Selo Resgata é uma ação do MJ para incentivar e reconhecer a responsabilidade social de empresas, órgãos públicos e empreendimentos de economia solidária em todo o país com a causa da ressocialização de egressos do sistema prisional. “O projeto Replantando Vida dá oportunidade para que homens e mulheres retomem suas vidas com o trabalho. Trata-se de dar dignidade a essas pessoas, que desejam e querem uma chance de dar a volta por cima. É um projeto que muito orgulha a companhia porque permite construir uma nova história para quem integra o programa – destaca o presidente da Cedae, Jorge Briard.

Além da recuperação ambiental dos mananciais hídricos, em especial, os rios Guandu e Macacu, que são responsáveis pelo abastecimento de água potável para aproximadamente 14 milhões de usuários distribuídos entre vários municípios fluminenses, os apenados que participam do programa têm oportunidade de exercer outras tarefas na empresa, como serviços de copa, limpeza e conservação de prédios, e produção de uniformes na oficina de costura da companhia.

Os apenados que trabalham na Cedae são beneficiários de um convênio firmado entre a empresa e a Fundação Santa Cabrini, gestora do trabalho prisional no estado do Rio.  A capacitação é feita nos cursos com profissionais de referência, que envolvem professores universitários, mestres e doutores. Os apenados recebem remuneração pelo serviço prestado (salário mínimo nacional), auxílio para transporte e alimentação, como qualquer outro trabalhador, e ainda o beneficio de redução de um dia de pena, a cada três dias trabalhados.

No programa de reflorestamento, os apenados cumprem variadas tarefas de cultivo e plantio de mudas nos seis viveiros florestais estruturados que, juntos, têm capacidade produtiva de 1,8 milhão de mudas por ano, e onde está reunida alta diversidade de espécies da Mata Atlântica, sendo cultivadas atualmente mais de 200 espécies de árvores nativas, como Quaresmeira, Embaúba, Guapuruvu e Pau-Brasil.

Os viveiros da Cedae também participam de outras iniciativas ambientais, oferecendo apoio a projetos e eventos de Educação Ambiental de prefeituras e organizações da sociedade civil de todo o estado. Além disso, os viveiros cumprem a função de núcleo de educação ambiental, recebendo nos centros de visitação da CEDAE, instituições de ensino dos mais variados níveis.

Como reconhecimento a esta iniciativa socioambiental da Cedae, o Programa Replantando Vida, durante todos esses anos de existência, veio sendo agraciado com diversas premiações e sendo reconhecido pela mídia e em diferentes espaços de debate acadêmico. Há também empresas e instituições que buscam a companhia para conhecer o trabalho desenvolvido, especialmente o que se refere à utilização da mão de obra carcerária.