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Ex-capelão do HMSFX teve alta cancelada e continua em Arapiraca

Publicado em Cotidiano
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CANCELADA O pastor Antônio Carlos Ramos, ex-capelão do Hospital Municipal São Francisco Xavier (HMSFX), segue internado no Hospital Chama, em Arapiraca, no estado de Alagoas. O religioso teria alta nesta segunda-feira (20). No entanto, os médicos não o consideraram em condições que permitissem voltar para o estado do Rio de Janeiro.

Assim, segue uma longa via crucis desde o dia do acidente, em 27 de janeiro. Associado ao plano de saúde Unimed, com cobertura nacional, o pastor Antônio afirma que a operadora não tem prestado o atendimento de que ele necessita. Pois a unidade em que está internado não possui um cirurgião torácico para acompanha-lo e a transferência para uma unidade provida com o especialista em questão também não ocorreu.

O pastor Antônio diz que a Unimed foi acionada imediatamente após sua chegada, pelo serviço social do Hospital de Urgencia Dr. Daniel Houly e que desde então tentou-se encontrar vaga nos hospitais da capital (Maceió). “Acontece que estes hospitais, tanto a Santa Casa de Misericórdia, como o Arthur Ramos e até o próprio Hospital da Unimed, sempre informavam que não havia leitos disponíveis. Essas tentativas voltaram a ser feitas diariamente e, em todas as novas tentativas, as respostas eram as mesmas. Foi verificado se havia vagas também no hospital São Lucas e no hospital da Unimed de Aracaju. Não havia”, afirma o pastor. Ele também diz que apenas depois de todas essas tentativas, e após cinco dias, ele foi diagnosticado como tendo fraturado apenas duas costelas.

Só depois de inúmeras tentativas infrutíferas, a transferência foi conseguida para o Hospital Chama, conveniado à Unimed, na mesma cidade, em Arapiraca, apesar do mesmo não possuir um profissional necessário (cirurgião torácico) para o atender. No novo hospital, ele foi atendido por um ortopedista e diagnosticou-se que o ex-capelão tinha cinco, e não duas, costelas fraturadas. Além de um derrame pleural e atelectasia. Assim, continuou-se a busca por transferência em virtude da gravidade do caso.

A família pagou um cirurgião torácico, que verificou a necessidade da colocação de um dreno emergencialmente. O profissional e o procedimento cirúrgico foram pagos pela família, com garantia de ressarcimento pela Unimed. Segundo o pastor, somente após a colocação do dreno, a Unimed afirmou ter conseguido uma vaga para ele no hospital da Unimed de Maceió, capital do estado. Mas era uma vaga para entrar na emergência, sem um leito para o paciente. A transferência não foi autorizada pelo médico de plantão do Chama devido ao risco de uma possível infecção, uma vez que o paciente estava com um dreno ligado diretamente ao pulmão e iria ficar exposto na emergência do Hospital da Unimed Maceió.

Houve a oferta de transferências para o Hospital da Unimed de Recife. No entanto, a médica do paciente no Rio de Janeiro, que acompanhava tudo por telefone, decidiu, com a anuência do paciente, não autorizar a transferência, por ser um trajeto de aproximadamente cinco horas e muito perigoso para a evolução de seu estado e por, segundo ela, não haver mais necessidade, pois o que o paciente precisaria naquele momento era de repouso.

UNIMED

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Unimed-Rio afirma que tem prestado todo atendimento necessário ao paciente. “A Unimed-Rio informa que no dia 01/02/2017 recebeu pedido de autorização para transferência do beneficiário Antônio Carlos Ramos. Segundo o relatório médico, o paciente havia sofrido acidente automobilístico e encontrava-se internado na Unidade de Emergência Daniel Hourly. Ainda de acordo com o relatório, o paciente havia sido avaliado por serviço de cirurgia de tórax e liberado. O paciente foi então removido para o Hospital Chama, em Arapiraca. Nessa unidade, realizou TC tórax e, diante do resultado, o hospital solicitou nova avaliação do cirurgião de tórax.

Em 08/02/17, o beneficiário foi submetido à procedimento cirúrgico, sendo liberado para transferência somente no dia seguinte. Em 10/02/17 foram oferecidas vagas no Hospital Unimed Maceió e Unimed Recife, tendo o paciente escolhido ir para Recife. Após liberação da ambulância, o beneficiário recusou a transferência, optando por permanecer internado no Hospital Chama, em Arapiraca. Durante todo o tempo de internação o paciente permaneceu no quarto, sem critérios de gravidade. O cirurgião torácico do Hospital Chama foi pago pelo paciente, que terá a despesa totalmente reembolsada pela Unimed-Rio. O caso do paciente Antônio Carlos Ramos continua sendo acompanhado pela Unimed-Rio, que aguarda a autorização do beneficiário para remoção para o Hospital Unimed Maceió ou Unimed Recife".

 

Ainda não se sabe quando o paciente terá alta ou se será transferido.

Última modificação em Quarta, 22 Fevereiro 2017 15:08