Jun 28, 2017 Last Updated 11:49 PM, Jun 27, 2017

Educação: Sem acesso e sem mediadores

Fachada do Cemaee. Servidores em greve alegam ter sido proibidos de entraram na unidade, que estaria sem mediadores Fachada do Cemaee. Servidores em greve alegam ter sido proibidos de entraram na unidade, que estaria sem mediadores FOTO ARQUIVO ATUAL
Publicado em Cotidiano
Ler 2373 vezes
Avalie este item
(0 votos)
Marcado sob

Profissionais reclamam de terem entrada nas escolas proibidas e mães dizem que filhos com necessidades especiais estão largados

Dilceia Norberto
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

NÃO ENTRE Em greve desde o dia 13 de fevereiro, os profissionais da educação afirmam estar encontrando problemas para mobilizar toda a categoria no município, graças a restrições impostas pela Secretaria de Educação. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe / Itaguaí), as equipes de visitas às escolas, para conscientização de toda a categoria sobre os motivos da greve, foram impedidas de entrar em três unidades, mesmo havendo garantia legal para tal.

As equipes são compostas por pessoas da direção do Sepe, do comando de greve e vários servidores voluntários. O impedimento ocorreu, na última sexta-feira (17), na Creche Euclydes José Borges, na Escola Municipal Scarfó e no Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado (Cemaee).

O acesso negado seria fruto de uma ordem não oficial – já que não há qualquer documento nas unidades que atestem a determinação - da Secretaria de Educação e partiu para todas as escolas. “Mas a ordem foi dada de boca a todos os diretores, numa reunião, que não é para deixar o sindicato acessar os profissionais de educação dentro das escolas. Essa medida descumpre a Constituição Federal, descumpre as leis estaduais que garantem que todo servidor tem direito à sindicalização e tem direito que seu sindicato possa fornecer informações a eles. Então a secretária impede esse processo”, afirmou um dos representantes do Sepe.

Diante do ocorrido, a direção do Sepe e alguns que vivenciaram a situação foram à secretaria e protocolaram ofício que argumenta contra o impedimento do acesso do sindicato, citando a legislação que permite o livre acesso. “Nós já protocolamos um ofício na Secretaria de Educação e vamos levar as questões às vias legais se a secretaria não modificar essa linha de pensamento e reverter essa medida. Nossas visitas sempre se preocupam em se restringir às áreas comuns das escolas, sem interferir nas salas de aula”, afirmam os diretores do sindicato.

Vale destacar que o oficio não foi protocolado facilmente. Segundo membros do Sepe, depois de verbalmente recusar, a secretária, Andreia Busatto, acabou permitindo que o sindicato protocolasse o documento.

MEDIADORES

Outra preocupação dos profissionais da Educação e de mães gira em torno da retirada dos mediadores das escolas. Aquele profissional que dava conta das crianças com necessidades especiais, tanto em sala de aula quanto fora. De acordo com uma mãe, algumas unidades estão um caos com alunos, com algum tipo de deficiência, correndo pelos corredores, nos refeitórios sozinhos e alunos cadeirantes sem auxílio, porque o professor sozinho não estaria dando conta.

No dia 11 de fevereiro, as mães de alunos com necessidades especiais ocuparam a Secretaria de Educação e foram recebidas pela Secretária de Educação, Andreia Busatto. Ela teria garantido a solução para o problema num futuro próximo. Mas nada foi feito até agora. “Eu não levei meu filho para a escola, porque eu sei que ele vai ficar lá largado, porque não vai ter o acompanhamento de um professor só para ele. Ele precisa de auxílio para ir ao banheiro, para se alimentar e sem um mediador ele vai ficar sentado só em sala de aula. Isso porque ele é mais calmo, mas há outros casos em que os alunos estão correndo pela escola”, afirmou a servidora e mãe de um aluno. Ela também afirmou que as mães estão muito revoltadas e fizeram denúncia, na última semana, no Conselho Municipal de Educação.

“Ela (a secretária de educação) tirou os mediadores alegando que não tem funcionários suficientes na rede municipal para fazer esse papel. Ela diz que o professor é que tem que fazer o papel de mediador. É importante frisar que há um déficit muito grande de profissionais na rede e o não cumprimento da lei das 40 horas aumenta esse déficit mais ainda”, explica um membro do comando de greve.

FOTO ARQUIVO ATUAL

 

Fachada do Cemaee. Servidores em greve alegam ter sido proibidos de entraram na unidade, que estaria sem mediadores

Mais Cotidiano

Novos agentes na Segurança em Seropédica

FORMATURA O prefeito de Seropédica... (leia mais)

Socorro a aposentados sem pagamento

Socorro a aposentados sem pagamento Campanha... (leia mais)

Últimas Notícias

Novos agentes na Segurança em Seropédica

FORMATURA O prefeito de Seropédica... (leia mais)

Ministério Público de olho no Jornal Oficial de Itaguaí

Dilceia Norberto dilceia.norberto@jornalatual.com.br EM XEQUE Em edição... (leia mais)

Câmara de Mangaratiba aprova e Refis

WELINGTON CAMPOS welington.campos@jornalatual.com.br   FACILIDADE Por unanimidade, a... (leia mais)