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Jul 23, 2018 Last Updated 1:48 PM, Jul 20, 2018

Telas em residências contra febre amarela

AS TELAS começaram a ser instaladas na quinta-feira (15), em casas da Ilha Grande AS TELAS começaram a ser instaladas na quinta-feira (15), em casas da Ilha Grande FOTO DIVULGAÇÃO/SES
Publicado em Cotidiano
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Angra dos Reis é o primeiro município a contar com recursos em residências de quem não pode se vacinar contra a doença, mas outros municípios também podem solicitar

 

PREVENÇÃO- Em uma iniciativa inédita no Rio de Janeiro, a partir da quinta-feira (15), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) em parceria com o município de Angra dos Reis, iniciou a instalação de telas com inseticida em residências de pessoas que não podem tomar a vacina contra a febre amarela. O projeto piloto tem o objetivo de conter o avanço da doença em regiões com casos já registrados. As telas são fornecidas pelo Ministério da Saúde e serão entregues às prefeituras, responsáveis pela instalação do equipamento.

O primeiro município a receber o material é Angra dos Reis, local com o maior número de casos da doença no estado. “Estamos trabalhando com todas as ferramentas possíveis para evitar que tenhamos mais casos de febre amarela. As telas vão ajudar a proteger quem não pode tomar a vacina, mas esse público é bem reduzido. Já vacinamos 10,7 milhões de pessoas, mas precisamos alcançar um total de 14 milhões para que todo nosso público-alvo esteja protegido”, disse o secretário de estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Júnior.

As telas funcionam como uma barreira física contra os mosquitos Haemagogus e Sabethes, além de estarem impregnadas com inseticida piretroide, que elimina os mosquitos quando entram em contato com o material. A medida é uma aliada na proteção de pessoas que não podem tomar a vacina, mas deve ser acompanhada também de outras precauções, como uso de repelentes.

Neste primeiro dia, foram instaladas telas em cinco residências da Praia Vermelha, na Ilha Grande. A área foi escolhida por ser a região com mais casos da doença. A previsão é que ao longo de duas semanas outras residências também recebam as telas, ao todo, cerca de 80 pessoas serão beneficiadas com a medida.

As telas já foram usadas antes no Brasil para auxiliar no combate à malária e também durante o surto de zika. Agora, pela primeira vez estão sendo fornecidas para o combate à febre amarela. O Ministério da Saúde fornece as telas já impregnadas com o inseticida e a prefeitura fica responsável pela instalação. Nessa primeira etapa foram disponibilizados 100 metros de tela e a SES vai solicitar mais um quantitativo de acordo com a demanda dos outros municípios.

Secretário diz que prefeituras podem solicitar

O secretário Luiz Antonio Teixeira Júnior informou que está em contato com outras cidades para ofertar a ação e, a partir da aceitação das prefeituras, disponibilizar a ação para outras regiões. “A medida é importante porque ajuda a proteger um público específico. Hoje, por exemplo, instalamos a tela na casa de uma moradora com duas bebês de quatro meses. Essas crianças não podem sair da Ilha por conta do trabalhos dos pais e ainda não têm idade para tomar a vacina, então as telas vão ajudar na proteção”, disse Mario Sérgio Ribeiro, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da SES.

 

Desde janeiro de 2017 a SES vem adotando inúmeras medidas preventivas para conter a expansão do vírus da febre amarela no estado. Mesmo antes de registrar os primeiros casos da doença em território fluminense, a pasta iniciou a criação de cinturões de bloqueio, principalmente em municípios de divisa com Espírito Santo e Minas Gerais. Em julho do ano passado, todos os 92 municípios foram incluídos na área de recomendação da vacina. Além disso, foram realizados três Dias D com objetivo de ofertar a vacina para toda a população. Também desde 14 de março, o Centro Estadual de Diagnósticos de Imagem, no Centro do Rio, está oferecendo a vacina de segunda a sexta-feira de 7h às 22h.

 Quem não deve se vacinar?

- Crianças menores de 9 meses de idade

- Pessoas com imunodeficiência grave causada por doenças ou uso de medicamentos

- Pessoas que estejam se submetendo a quimioterapia ou radioterapia

- Transplantados de órgãos sólidos

- Pessoas portadoras ou com história pregressa de doença do timo, lúpus, doença de Addison e artrite reumatoide.

- Pessoas com doença febril aguda, com comprometimento do estado geral de saúde, devem adiar a vacinação até o desaparecimento dos sintomas.

 

Parceria com a Eneel Distribuição Rio

A SES fechou uma parceria com a Eneel Distribuição Rio e 350 leituristas, técnicos que realizam a leitura do consumo de energia nos medidores residenciais, vão orientar e informar a população sobre a importância da vacinação para o combate da febre amarela. O projeto inclui inicialmente as cidades de Niterói, São Gonçalo e Magé.  Cada leiturista visita em média 400 unidades consumidoras diariamente, dessa forma, cerca de 1,8 milhão de moradores receberão orientações sobre o combate à doença.

 

Desde o dia 25 de janeiro, seguindo a orientação do Ministério da Saúde, 15 municípios da região metropolitana passaram a fornecer doses fracionadas da vacina. Fazem parte da campanha de fracionamento as cidades de Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti e Seropédica. Nos demais municípios do estado são aplicadas doses padrão da vacina.