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Jul 19, 2018 Last Updated 12:59 PM, Jul 18, 2018

Órgãos se mobilizam em prol dos botos-cinza

REUNIÃO PARA entender os motivos de tantas mortes de botos cinza  contou com vários órgãos REUNIÃO PARA entender os motivos de tantas mortes de botos cinza contou com vários órgãos FOTO DIVULGAÇÃO/PMM
Publicado em Cotidiano
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Encontro entre prefeitura e entidades discutiu a mortandade da espécie que acontece desde o novembro de 2017

O Centro de Cultura Contemporânea, em Mangaratiba, foi o palco da reunião extraordinária da Área de Proteção Ambiental do Boto-Cinza. A pauta: entender os motivos de tantas mortes de indivíduos da espécie identificada cientificamente como Sotalia guianensis. O outro objetivo do encontro foi o de procurar tranquilizar a população e turistas quanto à qualidade do pescado e da água. A reunião contou com representantes de várias secretarias de Mangaratiba; do Instituto Estadual do Ambiente; do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores, do Departamento de Oceanografia da Uerj (Maqua/Uerj; do Instituto Boto-Cinza; do Parque Estadual Cunhambebe; e de várias associações.

Os secretários de Meio Ambiente, Carlos Abenza Martinez, e de Agricultura e Pesca, Adalberto Basílio, estiveram presentes no evento. “O que temos de informação é que se trata de uma variação de um vírus que circulou pela Austrália, nos Estados Unidos e no Mediterrâneo. O Maqua/Uerj está monitorando e a USP está fazendo as necrópsicas. Não temos o que fazer neste momento. Não há vacina para os animais. Eles estão sensíveis. Pedimos para que se evitem ao máximo a aproximação da espécie, que pode levar a morte. Temos que aguardar eles criarem anticorpos para combater esse vírus e a população de botos voltar a crescer”, disse Abenza.

Segundo o veterinário da Maqua/Uerj, Elitieri Neto, que acompanha as mortes das espécies, um vírus seria responsável pela contaminação dos animais. Os botos transmitem entre si. O profissional informou ainda que uma possibilidade da entrada desse agente pode ter sido pela Ilha Grande através de outras espécies que, em contato com os botos na Baía de Sepetiba, transmitiram o vírus para os botos da região.

De acordo com o Leonardo Flach, biólogo e pesquisador do Instituto Boto-Cinza, desde o meio de dezembro de 2017 até o dia 9 de janeiro de 2018, foram recolhidas 120 carcaças de botos, cerca de 15% do total da espécie que reside na região. “Recolhíamos cerca de cinco carcaças por mês. Agora retiramos cinco por dia. Antigamente eram machos adultos, agora a maioria é de fêmeas e filhotes”, apresentou Flach.

POPULAÇÃO FORA DE RISCO

 

Os representantes destacam ainda que o vírus circula apenas entre os botos. Ou seja, não há risco de infecção aos humanos. O pescado (para consumo) também não corre risco de contaminação. A qualidade da água também está assegurada pelos profissionais. Os técnicos orientam os banhistas para que ao avistar os botos mantenham distância. E ao avistar uma carcaça informar os órgãos responsáveis.   

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