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Carcaças de botos-cinza são recolhidas pela quarta semana seguida

O recolhimento das carcaças está sendo realizado diariamente por meio do projeto PMP-BS O recolhimento das carcaças está sendo realizado diariamente por meio do projeto PMP-BS FOTO DIVULGAÇÃO/INSTITUTO BOTO CINZA
Publicado em Cotidiano
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MISTÉRIO- O Instituto Boto Cinza divulgou, no domingo (7), que está realizando o trabalho de recolhimento de carcaças dos animais encontrados mortos na Baía de Sepetiba, para realização de pesquisas em busca das causas do problema.

Na primeira semana, que começou no dia 16 de dezembro, foram recolhidos um total de 22 carcaças. Na segunda semana, o número de carcaças mais que dobrou, e chegou a 48 indivíduos recolhidos. Na terceira semana, ocorreu uma redução, e foram recolhidos 27 botos-cinza. Dia 6 de janeiro, começou na quarta semana de trabalho com 5 botos recolhidos e um total de 102 botos mortos.

Segundo o Instituto Boto Cinza, o procedimento está sendo realizado diariamente por meio do Projeto de Monitoramento de Praias na Baía de Sepetiba, iniciativa que reúne o próprio Instituto Boto Cinza; a empresa CTA Meio Ambiente; o Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores, do Departamento de Oceanografia da Uerj; e a Petrobras.

Segundo o Instituto Boto Cinza, a mortalidade já atingiu quase 13% do tamanho da população, que é estimada em 800 indivíduos. Já foram perdidos o equivalente a uma agregação de botos-cinza, um fenômeno único apresentado por essa população de golfinhos. Nas agregações os botos-cinza diariamente se reúnem em um grande grupo de mais de 100 indivíduos para alimentar e em seguida socializar.

O Instituto Boto Cinza, numa mensagem em uma rede social, afirmou que espera que novas agregações de botos-cinza aconteçam. “Vamos torcer para que este fenômeno da natureza, apresentado pelos botos-cinza de Sepetiba, continue existindo e as futuras gerações tenham a oportunidade de conhecer”, ressaltou um trecho da mensagem.

Com a repercussão da notícia, o presidente da Associação dos Pescadores, Maricultores e Lazer do Sahy, em Mangaratiba, Nilton Machado, fez questão de isentar a categoria de qualquer responsabilidade pela mortandade de indivíduos da espécie. Ela disse que as autoridades precisam se unir para detectar o que realmente vem ameaçando a vida dos botos-cinza na região.