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Aumento da criminalidade em Itaguaí é tema de reunião

CORONEL CAMARGO compara déficit no efetivo atual da Polícia Militar em relação há 24 anos que contava com 100% a mais de PMs CORONEL CAMARGO compara déficit no efetivo atual da Polícia Militar em relação há 24 anos que contava com 100% a mais de PMs FOTO RENATA PIRES
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“A gente não perde a capacidade de se emocionar”, diz o delegado Carlos Alexandre da 50ª DP (Itaguaí) sobre os casos de roubos em ônibus

SEGURANÇA – Medo de sair na rua, andar de ônibus, usar celular em público... Cada vez mais a sociedade se mostra amedrontada com a falta de segurança na cidade do Rio de Janeiro. Os índices de criminalidade do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que em todos os casos houve aumento nos registros em um ano. Só de ameaça foram registrados 46.250 em 2017, ou seja, mais de 100% de casos em relação ao mesmo período de 2016, que teve 5.317 ocorrências. Em Itaguaí a violência também obteve crescimento. O déficit no efetivo da Polícia Militar e a migração de traficantes oriundos das comunidades cariocas são apontados como motivação para falta de segurança no município.

 

No entanto, a população de Itaguaí vem se mostrando interessada em sanar os problemas na segurança pública na cidade. Prova disso é a adesão popular na última reunião do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Itaguaí (CCSPI) realizada na noite desta segunda-feira (8), na sala de reunião da Câmara de Dirigentes Logistas (CDL).

 

Antenada, a plateia dialogou com a mesa composta pelo vice-presidente do CCSPI, Maurício Carlos – que justificou a ausência do presidente Alexandre Guedes Andrade, por motivos de saúde – Capitão Valério Vaz, da 5ª Cia/Itaguaí, Carlos Alexandre Leite Justiniano, delegado da 50ª DP (Itaguaí) e o subcomandante da 24º BPM (Queimados), Major Félix, representando o tenente coronel Maximiano Boaventura Bresciani.

 

Um dos problemas levantados na reunião foi as consequências da crise econômica do Estado que afeta diretamente a população quando o assunto é a falta de toner de impressora, por exemplo, para poder imprimir o boletim de ocorrência. Problema recorrente nas Delegacias Legais inclusive de Itaguaí. O delegado Carlos Alexandre se mostrou comovido com a iniciativa, mas alegou que este dever é do Estado. “Fico reticente a isso, porque a população já paga muitos impostos. Minha preocupação maior é em não ficar limitado a minha atuação” explica ele se referindo a doações feitas por criminosos travestidos de cidadão do bem.

 

Entre a pauta da noite estava o aumento de roubos em coletivos como noticiado pelo ATUAL na edição desta terça-feira (9). “Mesmo com tanto tempo de trabalho a gente não perde a capacidade de se emocionar”, diz o delegado ao falar sobre um grupo de vinte pessoas que chegaram a delegacia após sofrerem assalto em ônibus. Segundo ele, um dos grupos já foi identificado, podendo ser preso a qualquer momento. O delegado destacou ainda que um policial foi designado para cuidar somente deste caso.

 

Outro assunto recorrente na reunião do conselho é o baixo efetivo da PM na região que conta com apenas 56 policiais para cobrir 48 bairros da cidade Itaguaí composta de uma população de 120 mil habitantes, sem falar nos demais municípios sob a competência do Batalhão (Queimados, Japeri, Paracambi e Seropédica). Segundo o coronel Camargo, responsável pelo BPM no ano de 1993, o quadro de funcionários era bem maior em uma época sem muitos delitos no município. “A gente contava com 150 homens para uma população de 50 mil habitantes. Hoje a situação demanda muito mais homens”, compara ele.

 

 

Sem a quitação do débito da Prefeitura Municipal de Itaguaí com o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) não tem como convocar um policial de folga para cobrir o déficit de pessoal, segundo Maurício Carlos, do CCSPI. “O Proeis está em contato com a prefeitura para tentar quitar a dívida que gira em torno de R$ 428 mil e reativar o convênio”, revela ele levantando também a questão do débito da prefeitura com a empresa de iluminação pública. “Ruas sem luzes são um convite para assaltos”, finaliza.