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Jul 19, 2018 Last Updated 12:59 PM, Jul 18, 2018

“Queremos criar esse espaço de interlocução de grandes projetos”

A PROFESSORA Lia Teixeira compartilha os planos de 2018 para seu projeto A PROFESSORA Lia Teixeira compartilha os planos de 2018 para seu projeto FOTO LUÍSA MARITINELLI
Publicado em Cotidiano
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Por meio de um Plano de Desenvolvimento Agroecológico, a ideia é unir mais de 30 projetos da UFRuralRJ

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRuralRJ) inaugurou, no dia 11 de dezembro, a Casa da Agricultura Familiar, Sustentabilidade, Territórios e Educação Popular (Caste), organizada pela Assessoria de Uso Social da Terra (Aust), órgão ligado à Reitoria da UFRuralRJ. A ideia é que a unidade se converta em ponto de referência de projetos ligados a práticas socioambientais, territoriais e agroecológicas. Durante a inauguração, a coordenadora da Aust, professora Lia Teixeira, disse que a Reitoria da UFRuralRJ pretende interagir com os agricultores, trabalhadores rurais e urbanos da região, levando em conta a proposta de formalização, em 2018, do Plano de Desenvolvimento Agroecológico, cujas metas já estão em discussão para a criação de uma Escola Livre de Agroecologia e uma cooperativa universitária integrada à agricultura familiar em bases agroecológicas. O ATUAL conversou com a professora Lia Teixeira, que coordena a Aust, para saber o alcance das iniciativas e que benefícios os agricultores da região poderão obter a partir da citada aproximação com a UFRuralRJ.

ATUAL - Quais são os propósitos da Casa da Agricultura Familiar, Sustentabilidade, Territórios e Educação Popular, inaugurada recentemente?

Lia Teixeira - Nosso primeiro propósito é fortalecer e valorizar o trabalho dos professores que tinham financiamento pros seus projetos e hoje não tem mais. Queremos fazer a manutenção da construção do conhecimento.  Estamos juntando pessoas com os seus projetos pra utilizar essas terras que a Rural tem, que não são poucas. A Rural é esse mosaico de experiências. Queremos criar esse espaço de interlocução de grandes projetos.

 

Quais os desafios a enfrentar para aprimorar a agricultura familiar na região?

O grande desafio é reunir pessoas que estão hoje a frente desses projetos para que possamos construir uma proposta de Plano de Desenvolvimento Agroecológico. Além de formar uma política institucional que valorize o aspecto de recursos para que consigamos nos tornar uma Universidade mais competitiva nesse sentido.

 

Em que consiste o Plano de Desenvolvimento Agroecológico?

Com a interlocução desses grandes projetos, queremos chegar no Plano de Desenvolvimento Agroecológico, que consiste na elaboração da Escola Livre e uma Cooperativa. Reunir os 32 projetos que a Universidade tem hoje, com relação a agroecologia, agricultura orgânica e territórios. São grandes temas que precisamos dar visibilidade.

 

Qual o alcance dessa proposta no que se refere à área de atuação?

O papel será capacitar os agricultores para trabalhar com agroecologia em mercados. São 60 jovens de todo o Rio de Janeiro que vão participar do projeto juventude.

Vamos criar o Plano de Desenvolvimento Institucional em Agroecologia, para pegar todas as experiências que já existem e agrupar esse mosaico de projetos que tem na universidade, em todas as áreas como a sociopolítica e de produção, e vamos organizar isso para que a gente possa formar essa Escola Livre de Agroecologia, onde vamos ter uma formação de agricultores o ano inteiro, mas sempre focando na agricultura familiar orgânica e agroecológica.

 

Quem participa das discussões para que ele seja implementado?

Então, hoje temos aqui sediados e interagindo com a Assessoria de Uso Social da Terra, o Programa de Aquisição de Alimentos, a Feira de Agricultura Familiar, o NDET que é o Núcleo de Desenvolvimento Territorial Rural, o Projeto Juventude e a Licenciatura em Educação no Campo.

 

O que é e como vai funcionar a Escola Livre de Agroecologia?

Vamos reunir todos os 32 projetos da Rural em agroecologia, orgânica e camponesa. Dar uma visibilidade a esses projetos e nos aproximar mais deles com uma política de planejamento e institucional, respeitando essa diversidade. Além de encaminhar o agricultor a esses projetos. Ainda é uma meta dentro do Plano de Desenvolvimento Agroecológico.

 

Qual será o papel da anunciada cooperativa universitária integrada à agricultura familiar?

Ela é uma meta dentro do Plano de Desenvolvimento Agroecológico. Estamos estimulando a criação de uma cooperativa, que seria estruturada por adesão desses projetos e professores.  Começar a oferecer pela escola as nossas capacitações regulares e que estejam fora de um formato da escola tipo o Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que faz muito bem o papel dela, mas como uma escola de educação popular, com princípios da educação popular: planejamento participativo, organização dessas pessoas em cooperativas. Toda escola que tem prática tem produção, e o resultado da produção seria uma parte de 20% iria para o bandejão, 70% os agricultores iriam escoar para o mercado e 10% seriam para a própria manutenção da escola.

  

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