Dec 17, 2017 Last Updated 2:11 PM, Dec 15, 2017

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Camelôs reclamam de mudança para cima de calçada

Na Isoldakson Cruz de Brito camelôs se espremem na porta de uma calçada e bloqueiam passagem de pedestres Na Isoldakson Cruz de Brito camelôs se espremem na porta de uma calçada e bloqueiam passagem de pedestres FOTO DILCEIA NORBERTO
Publicado em Cotidiano
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Vendedores alegam que a nova posição das barracas atrapalha a passagem de pedestres

NA RUA Vira e mexe a cidade tem problemas com a situação dos camelôs. Dessa vez, os vendedores que possuem suas barracas na Avenida Isoldakson Cruz de Brito estão reclamando de uma nova determinação da Prefeitura de Itaguaí. Desde a última quinta-feira (5) eles deram ‘um passo atrás’. Ou seja, mudaram suas posições na calçada, ficando um pouco mais atrás do local onde costumavam ficar. Afirmam que a nova posição, decidida pela Secretaria de Ordem Pública, dificulta a passagem de transeuntes e mesmo de possíveis fregueses.

“A prefeitura veio aqui e falou pra gente colocar em cima da calçada. É perigoso as pessoas passarem aqui na calçada, pode até cair. Isso é errado. Além disso, não sei se o dono da loja vai aceitar isso”, disse um vendedor informal que trabalha há 22 anos nas ruas da cidade. Eles estão bloqueando totalmente a entrada de uma loja, que hoje está fechada, mas que pode vir a funcionar a qualquer momento.

Para outro camelô que também trabalha na Isoldakson Cruz de Brito, o principal prejudicado com a mudança é o pedestre. “A situação é que eles colocaram os camelôs justamente na calçada onde passam pedestre, idosos e, principalmente, cadeirantes. Ou seja, com tanto espaço que tem na parte de baixo da calçada para a gente, eles preferiram colocar, justamente, onde, por lei, é proibido ficar. Sobre a calçada e bem colocado à entrada de uma loja. A gente tem que voltar para onde era antes. A gente trabalhou ali. Estávamos trabalhando tranquilos, mas com esse pessoal que chegou mudou tudo. Essa mudança prejudica mais aos pedestres”.

Para um homem que estava no local no momento da entrevista, o choque de ordem deveri ter outras prioridades. “Ao invés deles prejudicarem os trabalhadores que estão correndo atrás para levar um pão para casa, para os filhos deles, eles não procuram ir lá no Hospital São Francisco que está caindo aos pedaços. Seria bom ter uma melhora no hospital”, comentou o munícipe.

LICENÇA

Um pouco distante dali, mas ainda sobre a questão do camelô na cidade, uma denúncia feita por alguns trabalhadores informais dá conta de que camelôs que vivem na cidade estão tendo dificuldades para obtenção das licenças para trabalharem na rua. Alegam que muitas pessoas de fora do município obtêm o documento com extrema facilidade, em até uma semana, enquanto algumas pessoas pleiteiam a licença desde junho, sem recebe-la.

“Tem gente de Santa Cruz, Bangu, Campo Grande, Vilar dos Teles, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mangaratiba. Todos esses parecem ter mais prioridade do que os camelôs daqui.. Os camelôs da cidade são cadastrados, mas nem assim Têm os mesmos direitos que os de fora e ainda são perseguidos pelos fiscais da prefeitura todos os dias”, afirmou uma vendedora ambulante, que preferiu não se identificar.

O ATUAL entrou em contato com a Prefeitura de Itaguaí, mas não obteve qualquer resposta sobre o assunto.

Dilceia Norberto

 

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Última modificação em Terça, 10 Outubro 2017 11:56