Sep 19, 2017 Last Updated 9:26 PM, Sep 18, 2017

Alambrado cai e uma adolescente se fere levemente no Somel

Mais um trecho do alambrado da quadra esportiva do Complexo Educacional Amauri Ferreira desabou Mais um trecho do alambrado da quadra esportiva do Complexo Educacional Amauri Ferreira desabou (FOTO DILCEIA NORBERTO)
Publicado em Cotidiano
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Moradores temem perigo de queda da estrutura desde maio, quando 1ª parte caiu, mas nada foi feito

PERIGO E foi ao chão mais um pedaço. Isso mesmo. Mais um trecho do alambrado que cerca a quadra de esportes do Complexo Educacional Amauri Ferreira, no bairro Somel, desabou. Como noticiado pelo ATUAL em edições no mês de junho e julho, a quadra, sem qualquer manutenção, oferece risco aos que usam o local em momento de laser, como muitas crianças. A primeira parte do cercado caiu no dia 8 de junho. A segunda, no fim da tarde de quinta-feira (24) e desta vez deixando uma adolescente de 14 anos ferida. Por sorte foram apenas arranhões.

“Teve uma adolescente que se machucou, mas não foi muito grave, porque tinha muita gente na área de esporte e conseguiram segurar a estrutura. Eu ainda me ofereci para leva-la ao médico, mas ela disse que não precisava. Dessa vez não foi nada grave, mas não tomam providências. Já foram passados relatórios de tudo para a prefeitura. Fiquei sabendo que o processo licitatório está em fase final, mas tudo acontece lentamente. Hoje, as crianças vão ficar à mercê do perigo, porque isso aqui está um perigo. Não veio ninguém para interditar e aí fica à moda ‘vamos embora’”, lamentou o presidente da Associação dos Amigos do Bairro Somel, Jorge Carvalho da Silva.

A reportagem do ATUAL esteve no local na manhã desta sexta-feira (25). Apesar do perigo que a queda do alambrado oferece, realmente não havia qualquer interdição. Inclusive, funcionários de uma empresa do porto jogavam futebol no momento. O jogo é possível porque as partes caídas estão do lado de fora, deixando a área do futebol livre. Ainda assim, o risco é iminente, já que em vários pontos, no entorno da quadra, há sinais de enferrujamento e inclinação da estrutura, chegando a estar escorada por postes.

RELATÓRIOS

O coordenador de instalações, José Carlos Oliveira, da Secretaria Municipal de Esportes, estava no complexo. “Desde que a nova gestão assumiu já havia um problema recorrente em relação à quadra. Nós providenciamos as Circulares Internas (CI) e distribuímos para que as outras secretarias tomassem providências. Agora estamos aguardando o processo licitatório para realizar a manutenção. Mas sempre que somos acionados, comparecemos para fazer um relatório e encaminhar mais uma vez o pedido”, explicou José Carlos.

Edson Sampaio de Oliveira, que é coordenador de materiais esportivos da Secretaria de Esportes, também estava no local e com o colega mexiam na caixa de eletricidade da quadra. Eles afirmaram que assim que chegassem à prefeitura, iam encaminhar um relatório para a Secretaria de Obras. Os coordenadores fotografaram a situação e disseram que pediriam prioridade, porque consideram que é um caso de urgência. No entanto, eles não têm qualquer previsão de quando o problema será solucionado de vez.

“Cada secretaria faz o seu processo licitatório. A Secretaria de Esportes faz os dela, mas quando é o Esporte que depende de obras, a gente encaminha para a Secretaria de Obras e é lá que é feito o processo licitatório. O que eu sei é que está em andamento, agora em que fase está eu não sei te dizer”, destacou Edson Sampaio de Oliveira.

Jorge Carvalho perto dos coordenadores da Secretaria de Esportes que mexem no quadro de eletricidade do complexo 

O ATUAL entrou em contato com a Prefeitura de Itaguaí no dia 25 de julho para saber se havia alguma determinação que resolvesse o problema do Complexo Educacional Amauri Ferreira, pois na ocasião, moradores já temiam que algo pior estivesse para acontecer devido à precária situação do alambrado que cerca a quadra. Por meio da assessoria de Comunicação, a prefeitura informou que a Secretaria de Obras de Itaguaí já havia incluído o complexo na licitação de áreas públicas do município para reformas. Até agora, a novidade foi mais um trecho desmoronado e com um ferido. A morosidade da solução leva à pergunta: O que estão esperando?

 

Dilceia Norberto

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Última modificação em Sexta, 25 Agosto 2017 14:55

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