Aug 24, 2017 Last Updated 4:06 PM, Aug 23, 2017
Polícia

Polícia (180)

O filho de Claudia Regina dos Santos desapareceu no dia 11 de maio. Desde então, ela o procura em toda parte

Dilceia Norberto

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PEREGRINAÇÃO Quando a história começou, em 2014, não se podia imaginar um final feliz. Mas nunca se teria ideia de uma busca incansável, mas também infrutífera até aqui. Assim tem sido a história de Claudia Regina Silva dos Santos, de 40 anos. Comerciante, mas acima de tudo, uma mãe que quer encontra seu filho. Vivo ou morto.

Lucas dos Santos Honorato, de 20 anos, filho mais velho de Claudia, está desaparecido desde o dia 11 de maio deste ano. Ele foi visto pela última vez nas proximidades do Clubinho, no centro da cidade de Itaguaí. O jovem pode ter sido vítima de seu envolvimento com o tráfico de drogas da cidade.

A própria Claudia Regina afirma que seu filho usava maconha e andava em más companhias. “Nós protegemos o Lucas de várias maneiras. Ele teve herpes encefálica e tomava remédios controlados como Gardenal. Esses remédios são muito fortes e ele ficava dopado, então nós ficávamos tomando conta, até para ele não usar drogas. Ele ficou três meses apreendido no Instituto Correcional Padre Severino quando tinha 14 anos, por invadir a Escola Municipal Senador Teotônio Vilella. Eu sei que o Lucas andava com o pessoal da criminalidade por ter sido criado junto com os outros , naquele local. Mas eu acredito que meu filho não trabalhava na boca de fumo. Eu sei que ele usava drogas”, conta Claudia.

EXTORSÃO

Durante a Copa do mundo de 2014, em uma festa no centro da cidade, um disparo de arma de fogo foi efetuado e tentaram esconder a arma. O revolver desapareceu e tal desaparecimento foi atribuído a Lucas. A partir daí, os traficantes passaram a cobrar o valor da arma de Claudia, mãe do jovem.

“Na Copa do mundo, ele saiu com a bicicleta e nós encontramos com ele. Eu mandei ele ir para casa, mas os meninos, que eu não conhecia, disseram que ele iria depois porque estava esperando uma namorada. Ele chegou em casa cerca de uma hora e meia depois, sem a bicicleta. Ele disse que tinha emprestado. Três dias depois começaram a falar que ele tinha perdido uma ‘peça’. Eu pensei que’ peça’ fosse droga. Eu realmente não sabia o que era. Então, vieram me cobrar o valor de R$ 5 mil por essa ‘peça’, que eu vim a descobrir que era um revolver calibre 32”.

Claudia forçou o filho a contar o porquê de ele ter desaparecido com a arma e, segundo ela, Lucas disse que tinha entrado num lugar perto da feira e passou a arma para o outro lado. O rapaz contou à mãe que a polícia teria entrado no local, mas não sabia se os policiais haviam pegado o revolver. “Eu perguntei a ele porque que ele fez isso. Ele disse que o pessoal pediu para ele fazer aquilo porque ele era magro e pequeno e passava pelo buraco”, contou Claudia.

A extorsão durou até o mês de agosto de 2014, quando o Ministério Público recebeu uma denúncia de que estava havendo crime de ‘saidinha de banco’ na agência do Banco do Brasil. Policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) ficaram de tocaia e observaram a movimentação e agitação de Claudia, que tentava pagar mais uma parcela da extorsão pelo desaparecimento da arma de fogo. Quando dois homens se aproximaram dela, os agentes deram voz de prisão e todos foram levados para a 50ª DP (Itaguaí). Lá, a comerciante teve que contar o que de fato estava acontecendo.

“Foi marcado um dia para pagar a extorsão. Eu paguei um valor de R$ 1 mil. Depois disso, os criminosos ficaram em cima querendo o restante do dinheiro. Passamos a receber vários telefonemas pressionando para pagarmos o restante do valor. Até que marcaram para eu pagar mais uma parcela na feira. Ninguém apareceu para eu dizer que não tinha conseguido o dinheiro. Depois eu marquei para entregar o dinheiro no banco”, esclarece.

Os criminosos apareceram, mas Claudia disse que não tinha conseguido o dinheiro. Tudo que ela tinha eram R$ 50. Ela pediu a um dos bandidos que ficasse com R$ 40, porque ela ia precisar de R$ 10 para a passagem. Neste momento, os agentes do GAP apareceram.

Na delegacia, Claudia teve que contar o que de fato estava acontecendo e provar que não tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Alguns envolvidos no caso foram presos e condenados pela Justiça.

Claudia acredita que o desaparecimento do filho esteja relacionado com uma audiência judicial de um dos envolvidos no caso, no dia 10 de maio. “No dia 11, Lucas recebeu uma mensagem como se fosse de uma menina insistindo muito para ele ir. Ele foi e nunca mais apareceu”, lamenta a mãe.

BUSCAS

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) está investigando o caso. Isso porque, apesar de não haver um corpo, é lá que fica o setor de desaparecidos. Desde o desaparecimento, Claudia já foi ao IML de Campo Grande três vezes, quatro vezes no centro do Rio, duas vezes no IML de Angra dos Reis e duas vezes no de Nova Iguaçu. “Eu fui a todos os hospitais. Só não fui dentro de favelas. Mas eu pergunto às pessoas se não viu algum menino assim (aponta para a camisa com a foto do filho). Mas ninguém nunca viu. É impossível que ninguém tenha visto alguma coisa”, ressalta a mãe desesperada para encontrar o filho.

A polícia tem feito buscas para encontrar o corpo de Lucas pela cidade de Itaguaí. A primeira busca foi realizada no dia 17 de maio. A segunda, no dia 20 do mesmo mês. A última busca foi feita no dia 9 de junho. Todas essas buscas foram feitas a partir de ligações e bilhetes anônimos sobre o local onde estaria o corpo.

“Recebemos uma ligação, avisando que o pessoal do tráfico sairia do local, para que a polícia fosse buscar o corpo. Depois apareceu um mapa no portão, indicando o local do corpo. Falaram que ele estava numa cova rasa, com um pé para o lado de fora e com uma sunga preta e que era para irmos lá. Nós andamos 157 quilômetros dentro do canal e não tinha absolutamente nada. Depois recebemos um outro bilhete dizendo que talvez o corpo do Lucas esteja na Reta. Eu conversei com o DPO e ele disse que faria as buscas. Eles disseram que fizeram as buscas, agora em junho, mas eu não vi viatura alguma da PM no local”, conta Claudia.

AUTORIDADES

Claudia alega estar sofrendo coação por parte dos envolvidos no caso de extorsão. O caso foi registrado na 50ª DP. “É um caso muito complexo. Existem pontos bem confusos em toda essa história. Sabemos que há um fato: o filho dela desapareceu. O desaparecimento está sendo investigado na DH. Aqui vamos investigar o caso de coação”, disse o delegado titular da 50ª DP, Alexandre Leite, que ainda acrescentou que nesses casos, depois de certo tempo, é muito difícil encontrar um corpo.

Para o MP, a história de Claudia também é, em certo momento, confuso, mas alguns fatos são irrefutáveis como o desaparecimento do filho. “O MP tem feito de tudo para ajudá-la a encontrar o filho. Mas acreditamos que as pessoas estejam enganando ela. Qual o interesse de um traficante matar alguém, esconder o corpo e depois revelar onde escondeu tal corpo? Isso não passa de trote. Mas a ajudamos no que é possível”, diz um agente do GAP.

Claudia tem pouca esperança de encontrar Lucas com vida, mas continua a busca pelo filho. Vivo ou morto.

 

O filho de Claudia Regina dos Santos desapareceu no dia 11 de maio. Desde então, ela o procura em toda parte

Dilceia Norberto

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PEREGRINAÇÃO Quando a história começou, em 2014, não se podia imaginar um final feliz. Mas nunca se teria ideia de uma busca incansável, mas também infrutífera até aqui. Assim tem sido a história de Claudia Regina Silva dos Santos, de 40 anos. Comerciante, mas acima de tudo, uma mãe que quer encontra seu filho. Vivo ou morto.

Lucas dos Santos Honorato, de 20 anos, filho mais velho de Claudia, está desaparecido desde o dia 11 de maio deste ano. Ele foi visto pela última vez nas proximidades do Clubinho, no centro da cidade de Itaguaí. O jovem pode ter sido vítima de seu envolvimento com o tráfico de drogas da cidade.

A própria Claudia Regina afirma que seu filho usava maconha e andava em más companhias. “Nós protegemos o Lucas de várias maneiras. Ele teve herpes encefálica e tomava remédios controlados como Gardenal. Esses remédios são muito fortes e ele ficava dopado, então nós ficávamos tomando conta, até para ele não usar drogas. Ele ficou três meses apreendido no Instituto Correcional Padre Severino quando tinha 14 anos, por invadir a Escola Municipal Senador Teotônio Vilella. Eu sei que o Lucas andava com o pessoal da criminalidade por ter sido criado junto com os outros , naquele local. Mas eu acredito que meu filho não trabalhava na boca de fumo. Eu sei que ele usava drogas”, conta Claudia.

EXTORSÃO

Durante a Copa do mundo de 2014, em uma festa no centro da cidade, um disparo de arma de fogo foi efetuado e tentaram esconder a arma. O revolver desapareceu e tal desaparecimento foi atribuído a Lucas. A partir daí, os traficantes passaram a cobrar o valor da arma de Claudia, mãe do jovem.

“Na Copa do mundo, ele saiu com a bicicleta e nós encontramos com ele. Eu mandei ele ir para casa, mas os meninos, que eu não conhecia, disseram que ele iria depois porque estava esperando uma namorada. Ele chegou em casa cerca de uma hora e meia depois, sem a bicicleta. Ele disse que tinha emprestado. Três dias depois começaram a falar que ele tinha perdido uma ‘peça’. Eu pensei que’ peça’ fosse droga. Eu realmente não sabia o que era. Então, vieram me cobrar o valor de R$ 5 mil por essa ‘peça’, que eu vim a descobrir que era um revolver calibre 32”.

Claudia forçou o filho a contar o porquê de ele ter desaparecido com a arma e, segundo ela, Lucas disse que tinha entrado num lugar perto da feira e passou a arma para o outro lado. O rapaz contou à mãe que a polícia teria entrado no local, mas não sabia se os policiais haviam pegado o revolver. “Eu perguntei a ele porque que ele fez isso. Ele disse que o pessoal pediu para ele fazer aquilo porque ele era magro e pequeno e passava pelo buraco”, contou Claudia.

A extorsão durou até o mês de agosto de 2014, quando o Ministério Público recebeu uma denúncia de que estava havendo crime de ‘saidinha de banco’ na agência do Banco do Brasil. Policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) ficaram de tocaia e observaram a movimentação e agitação de Claudia, que tentava pagar mais uma parcela da extorsão pelo desaparecimento da arma de fogo. Quando dois homens se aproximaram dela, os agentes deram voz de prisão e todos foram levados para a 50ª DP (Itaguaí). Lá, a comerciante teve que contar o que de fato estava acontecendo.

“Foi marcado um dia para pagar a extorsão. Eu paguei um valor de R$ 1 mil. Depois disso, os criminosos ficaram em cima querendo o restante do dinheiro. Passamos a receber vários telefonemas pressionando para pagarmos o restante do valor. Até que marcaram para eu pagar mais uma parcela na feira. Ninguém apareceu para eu dizer que não tinha conseguido o dinheiro. Depois eu marquei para entregar o dinheiro no banco”, esclarece.

Os criminosos apareceram, mas Claudia disse que não tinha conseguido o dinheiro. Tudo que ela tinha eram R$ 50. Ela pediu a um dos bandidos que ficasse com R$ 40, porque ela ia precisar de R$ 10 para a passagem. Neste momento, os agentes do GAP apareceram.

Na delegacia, Claudia teve que contar o que de fato estava acontecendo e provar que não tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Alguns envolvidos no caso foram presos e condenados pela Justiça.

Claudia acredita que o desaparecimento do filho esteja relacionado com uma audiência judicial de um dos envolvidos no caso, no dia 10 de maio. “No dia 11, Lucas recebeu uma mensagem como se fosse de uma menina insistindo muito para ele ir. Ele foi e nunca mais apareceu”, lamenta a mãe.

BUSCAS

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) está investigando o caso. Isso porque, apesar de não haver um corpo, é lá que fica o setor de desaparecidos. Desde o desaparecimento, Claudia já foi ao IML de Campo Grande três vezes, quatro vezes no centro do Rio, duas vezes no IML de Angra dos Reis e duas vezes no de Nova Iguaçu. “Eu fui a todos os hospitais. Só não fui dentro de favelas. Mas eu pergunto às pessoas se não viu algum menino assim (aponta para a camisa com a foto do filho). Mas ninguém nunca viu. É impossível que ninguém tenha visto alguma coisa”, ressalta a mãe desesperada para encontrar o filho.

A polícia tem feito buscas para encontrar o corpo de Lucas pela cidade de Itaguaí. A primeira busca foi realizada no dia 17 de maio. A segunda, no dia 20 do mesmo mês. A última busca foi feita no dia 9 de junho. Todas essas buscas foram feitas a partir de ligações e bilhetes anônimos sobre o local onde estaria o corpo.

“Recebemos uma ligação, avisando que o pessoal do tráfico sairia do local, para que a polícia fosse buscar o corpo. Depois apareceu um mapa no portão, indicando o local do corpo. Falaram que ele estava numa cova rasa, com um pé para o lado de fora e com uma sunga preta e que era para irmos lá. Nós andamos 157 quilômetros dentro do canal e não tinha absolutamente nada. Depois recebemos um outro bilhete dizendo que talvez o corpo do Lucas esteja na Reta. Eu conversei com o DPO e ele disse que faria as buscas. Eles disseram que fizeram as buscas, agora em junho, mas eu não vi viatura alguma da PM no local”, conta Claudia.

AUTORIDADES

Claudia alega estar sofrendo coação por parte dos envolvidos no caso de extorsão. O caso foi registrado na 50ª DP. “É um caso muito complexo. Existem pontos bem confusos em toda essa história. Sabemos que há um fato: o filho dela desapareceu. O desaparecimento está sendo investigado na DH. Aqui vamos investigar o caso de coação”, disse o delegado titular da 50ª DP, Alexandre Leite, que ainda acrescentou que nesses casos, depois de certo tempo, é muito difícil encontrar um corpo.

Para o MP, a história de Claudia também é, em certo momento, confuso, mas alguns fatos são irrefutáveis como o desaparecimento do filho. “O MP tem feito de tudo para ajudá-la a encontrar o filho. Mas acreditamos que as pessoas estejam enganando ela. Qual o interesse de um traficante matar alguém, esconder o corpo e depois revelar onde escondeu tal corpo? Isso não passa de trote. Mas a ajudamos no que é possível”, diz um agente do GAP.

Claudia tem pouca esperança de encontrar Lucas com vida, mas continua a busca pelo filho. Vivo ou morto.

 

ROUBO Um homem foi preso na manhã desta quarta-feira (28) ao tentar roubar a sapataria ‘Mirella Calçados’, na Avenida Doutor Curvelo Cavalcante, no centro de Itaguaí. De acordo com o gerente da loja, Jefferson Matos, o meliante teria entrado na loja por voltas das 10h, quando ele fazia reunião com parte dos funcionários.

ROUBO Um homem foi preso na manhã desta quarta-feira (28) ao tentar roubar a sapataria ‘Mirella Calçados’, na Avenida Doutor Curvelo Cavalcante, no centro de Itaguaí. De acordo com o gerente da loja, Jefferson Matos, o meliante teria entrado na loja por voltas das 10h, quando ele fazia reunião com parte dos funcionários.

Polícias Militar e Civil fazem megaoperação em comunidades do Rio

 

AÇÃO POLICIAL As polícias Militar e Civil fizeram uma megaoperação em comunidades do Rio e da Baixada Fluminense, ontem (27). Pelo menos uma pessoa morreu em confronto com policiais. Suspeitos foram presos e houve a apreensão de armas e drogas.

As equipes estavam nos complexos do Chapadão e da Pedreira, na Zona Norte, e do Guandu, na Baixada Fluminense. A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão referentes a investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) que envolvem bandidos ligados ao tráfico de drogas, ao roubo de cargas e a crimes contra a vida.

 

Pela manhã, quatro suspeitos haviam sido presos e um adolescente, apreendido. No Complexo da Pedreira, um suspeito morreu durante troca de tiros com PMs.

Quatro detidos durante operação no Carvão, em Itaguaí

Durante uma operação na manhã desta terça-feira (27) na comunidade do Carvão, no bairro Estrela do Céu, policiais da 5ª Cia/Itaguaí do 24º BPM (Queimados) prenderam quatro homens suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas na localidade. Com os suspeitos, os militares apreenderam um revólver calibre 38mm, dois rádios transmissores e farto material entorpecente (foto).

 

Os suspeitos e o material entorpecente foram encaminhados para central de flagrantes na 48ª DP (Seropédica). 

Polícia apreende cerca de uma tonelada de maconha em Campo Grande

 

FLAGRANTE Policiais militares do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) apreenderam, na noite do domingo (26), cerca de uma tonelada de maconha, oriunda do Paraguai. O flagrante aconteceu depois que os agentes do BPVE receberam uma informação dando conta de que criminosos estavam se reunindo em um posto de gasolina localizado na Estrada do Mendanha, próximo à Avenida Brasil, no sentido Centro.

Com base na denúncia os agentes seguiram para o local, onde constaram que um homem estava aguardando outros dois elementos para darem sequência ao que inicialmente era apenas uma suspeita. Ao ser indagado sobre sua presença ali o suspeito acabou confessando que era responsável por fazer apenas o frete do carregamento, e que a droga se encontrava em um galpão na Estrada do Lameirão, no sub-bairro de Santíssimo.

 

Os policiais então seguiram para o endereço indicado onde acabaram encontrando uma carreta carregada com aproximadamente uma tonelada de maconha em tabletes envelopados e prensados. Ainda em depoimento aos agentes do BPVE, o homem informou que um outro envolvido na ação o esperava na Transolímpica, aguardando o carregamento da droga. Na sequência da operação, os policiais foram até o ponto de encontro indicado, localizando e prendendo mais um envolvido no crime. A Ocorrência foi registrada na 35ª DP (Campo Grande).

Entidades planejam sair às ruas para clamar por segurança em Itaguaí

 

Marcha Pela Paz e Segurança Pública vai pedir um basta a homicídios, assaltos, arrombamentos, roubos de veículos e criticar a falta de apoio às polícias

 

PROTESTO A séria crise financeira que colocou o estado do Rio às portas da bancarrota, e que provoca reflexos negativos em setores como a segurança pública, ampliando significativamente a sensação de insegurança e desesperando a população, está na raiz de um caos que atormenta quem vive, trabalha ou frequenta Itaguaí. Esse estado de caos tem como consequências mais preocupantes o contínuo aumento de casos de homicídios, assaltos, arrombamentos e roubos de veículos. Os índices de violência acabam inflados numa realidade em que as polícias Civil, Federal e Militar têm efetivos não renovados, com a flagrante diminuição de efetivos nas ruas da cidade, abrindo caminho para a ação da bandidagem.

Contrariados com essa situação de crescente intranquilidade, representantes de várias entidades planejam para a quinta-feira (29), a partir das 18h, na Praça Vicente Cicarino, uma mobilização batizada como “Marcha pela paz e a segurança pública”, em que serão denunciadas as precárias condições em que trabalham os reduzidos efetivos das polícias e as consequentes ocorrências policiais que se acumulam nos registros do 24º BPM (Queimados) e da 50ª DP (Itaguaí). Os organizadores informaram ao ATUAL que a caminhada vai percorrer as principais ruas do centro da cidade, clamando por um combate mais eficaz a crimes como homicídios, assaltos, arrombamentos e roubos de veículos, que se tornaram cada vez mais frequentes no dia a dia da cidade.

 

Unidos na mobilização estão entidades como Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Itaguaí (Aciapi); Rotary Clube; Diocese de Itaguaí; lojas maçônicas Barão de Teffé e Fraternidade e Luz; Conselho Comunitário de Segurança Pública de Itaguaí; Liga Internacional de Assistência aos Direitos Humanos; e Polo Empresarial da Pavuna. A mobilização conta ainda com apoio de diversas empresas. Ao mesmo tempo em que se irmana à grita coletiva, a Aciapi tem em mente a ideia de difundir na cidade uma iniciativa adotada pela iniciativa privada da cidade de Blumenau, no estado de Santa Catarina, convocando as grandes empresas a se unirem, por exemplo, na tarefa de recuperar as viaturas das polícias. Uma decisão extremamente oportuna num estado em que, segundo a própria Aciapi, cerca de 60% das viaturas da Polícia Militar estão sucateadas. 

Segundo moradores, seu nome era Douglas e tinha apenas 20 anos

ASSASSINATO Um rapaz foi assassinado no início da tarde de hoje (22) em Itaguaí. Crime teria acontecido na Rua Rosalina Gonçalves, paralela à Rodovia Rio-Santos, na altura do Frontal das Ilhas. Segundo informações de moradores, o jovem se chamava Douglas e tinha 20 anos. Marcas de disparo de arma de fogo foram vistas pelos moradores no corpo do jovem, antes do mesmo ser coberto por um pano branco.

Segundo o órgão, serão priorizadas as ações preventivas para redução da violência do trânsito e de acidentes

OPERAÇÃO A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou nesta quarta-feira (14), a Operação Corpus Christi com reforço no policiamento nas rodovias federais de todo o Brasil. Até o próximo domingo (18), policiais rodoviários federais concentrarão a fiscalização em locais e horários de maior incidência de acidentes e crimes, de acordo com estatísticas do órgão.