Jul 24, 2017 Last Updated 6:06 PM, Jul 24, 2017

Funcionários dos Correios saem às ruas durante ato em Itaguaí

 Funcionários dos Correios decretam greve da categoria e realizam ato no centro de Itaguaí Funcionários dos Correios decretam greve da categoria e realizam ato no centro de Itaguaí FOTO CLEITON BEZERRA
Publicado em Cotidiano
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Suspensão de férias, defasagem de funcionários e ameaça ao plano de saúde são as principais queixas da categoria

 

CLEITON BEZERRA

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REVINDICAÇÃO Na manhã da última quinta-feira (27) foi realizado um ato, organizado por funcionários dos Correios de Itaguaí, na praça Barão de Teffé, assim como ao longo das ruas Doutor Curvelo Cavalcanti, Amélia Louzada e General Bocaiúva. O ato aconteceu depois da assembleia da categoria, que decidiu pelo início da greve. A assembleia aconteceu no dia anterior, ao ato no centro de município, na noite de quarta-feira (26). Das 36 federações dos Correios no país, 33 entraram em greve e uma ainda realizará a assembleia.

Entre os descontentamentos da categoria estão a queixa em relação à suspensão das férias dos funcionários por um ano, segundo funcionários essa situação foi justificada com o argumento da empresa possuir “grandes dívidas”. Além disso, desde 2011 não foi realizado concurso público na empresa, então, de acordo com os trabalhadores da categoria, a defasagem de funcionários é muito grande. “O povo do Rio de Janeiro e do Brasil tem sofrido, porque a gente não dá conta do serviço, pela falta de funcionários. Isso atrapalha o serviço para a população e para nós, que ficamos sobrecarregados”, explica o carteiro de Itaguaí, Marçal Ferreira.

Marçal Ferreira, além de carteiro de Itaguaí, também é diretor do sindicato dos Correios do Estado do Rio de Janeiro, ele afirmou que os benefícios categoria vêm sendo “atacados pela empresa”. “O Ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, falou em entrevista ao jornal Extra, que provavelmente a empresa vai ter que mexer até nos nossos benefícios para fechar no azul. Hoje o nosso maior bem é o nosso plano de saúde, que é compartilhado e a gente paga uma porcentagem do que a gente usa, só que agora a empresa quer cobrar uma mensalidade. Fora outros absurdos que eles estão propondo”, ressaltou Marçal.

EMPRESA SUCATEADA

Na semana passada, o presidente dos Correios, Guilher Campos, afirmou que a estatal teve um prejuízo estimado de R$ 400 milhões no primeiro trimestre, isso após ter tido prejuízo anual de cerca de R$ 2 bilhões em 2015 e em 2016.

Na semana passada, o presidente dos Correios disse que a empresa não tem condições de arcar com sua folha de pagamentos. Segundo ele, demissões de servidores concursados estão em pauta.

Em 2016, os Correios anunciaram um Programa de Demissão Incentivada (PDI) e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa. “A economia com esses 5,5 mil é de R$ 700 milhões anuais e essa marca alcançada com o PDI fica aquém da necessidade da empresa. Precisamos ter outras ações para enxugamento da máquina da empresa”, afirmou Campos na quinta-feira passada (20). Segundo o diretor do sindicato, Marçal Ferreira, essa é uma tática dos gestores da empresa para privatizar a companhia. “Eles estão sucateando a empresa para colocar a população contra os Correios e facilitar a privatização, tem muito interesse político por trás disso”, finalizou.