Oct 21, 2017 Last Updated 3:21 PM, Oct 20, 2017

Uma família que chora e clama por justiça

WELLINGTON MORREU com a roupa com que trabalhava na construção civil  WELLINGTON MORREU com a roupa com que trabalhava na construção civil  FOTO ARQUIVO FAMILIAR  
Publicado em Polícia
Ler 3604 vezes
Avalie este item
(0 votos)

Parentes de trabalhador da construção civil pedem que autoridades não fechem os olhos para assassinato ocorrido em Coroa Grande

DRAMAWellington Gamas Dutra era um trabalhador da construção civil, morador de Itaguaí, que até o início do mês se preparava para comemorar, no dia 25 de abril, junto com os pais, a esposa e os três filhos, seus 29 anos de idade. Um destino cruel, no entanto, interrompeu esse sonho familiar, quando ele estava com dois amigos num quiosque na orla de Coroa Grande, em Itaguaí, e foi alvejado por pelo menos três tiros, disparados por um antigo conhecido, que no Boletim de ocorrência registrado na 50ª DP (Itaguaí), foi identificado apenas como Mike.

O crime que ceifou a vida de Wellington ocorreu por volta das 2h30 do dia 7 de abril. Seus familiares estão ate hoje sem entenderem o que teria motivado tamanha covardia. “Foi um crime banal, bruto”, diz Márcia Gamas, sem conseguir controlar a emoção. Mãe do operário, ela diz que o filho era um trabalhador e muito conhecido por todo o mundo na região. “Estou a base de calmantes, sem conseguir entender o que aconteceu”, emenda ela, não conseguindo conter as lágrimas. “Ele morreu com a roupa do corpo; vinha do trabalho”, diz, por outro lado, a agora viúva Cátia, igualmente chocada.

Ainda sob o forte impacto da morte do ente querido, os familiares de Wellington sofrem ainda mais porque não conseguem obter informações sobre as providências das autoridades para que o crime não fique impune. Para tornam o drama dos familiares ainda mais angustiante, eles informa que a vítima e seu algoz se conheciam desde a infância, sendo praticamente criados juntos. O ocorrido foi traumaticamente lembrado na terça-feira (25), quando Wellington comemoraria nova idade. “Foi um motivo fútil”, balbucia a mãe Márcia Gamas, ainda sem acreditar que não mais poderá abraçar o filho.

A família Gamas recorreu ao ATUAL na expectativa de que sua luta por justiça sensibilize as autoridades da segurança. Eles dizem que não pretendem descansar até que o responsável pela morte de Wellington tenha o peso da Justiça sobre seus ombros, por meio de uma condenação pelos tiros fatais que desferiu contra a vítima. É de esperar mesmo que haja uma reparação! Mas por maior que seja, ela nunca vai conseguir aplacar a dor da perda, especialmente em três crianças – de um, três e sete anos – que agora, órfãs de pai, não conseguirão sequer poder dizer-lhe “Feliz aniversário, pai”