Nov 20, 2017 Last Updated 5:46 PM, Nov 17, 2017

Protesto popular cancela sessão em Itaguaí

CONTRARIADOS COM o resultado da votação nominal e com o cancelamento da sessão, a plateia protestou enfurecida CONTRARIADOS COM o resultado da votação nominal e com o cancelamento da sessão, a plateia protestou enfurecida FOTO CLEITON BEZERRA
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Público que acompanhava sessão da Câmara Municipal protestou após voto do presidente

 

WELINGTON CAMPOS
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DISCÓRDIA A sessão de terça-feira (18) da Câmara Municipal de Itaguaí foi marcada por uma “saia justa” pela qual passou o presidente doutor Rubem Vieira (PTN), que proferiu o voto de minerva para desempatar a votação nominal sobre o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), favorável ao projeto de lei de autoria do vereador Willian Cezar (PSB), que proibia a nomeação e exoneração de comissionados com efeito retroativo superior a 30 dias das respectivas publicações no jornal oficial do Poder Executivo. Com o voto de Vieira o parecer foi rejeitado.

Antes da votação nominal, o projeto foi lido. Quando o presidente colocou a matéria em votação, os parlamentares da situação ficaram em dúvida sobre como proceder, hesitando entre permanecerem sentados ou ficarem de pé. Foi então que o autor da matéria, o vereador Willian Cezar, foi à tribuna e solicitou ao presidente que a votação fosse nominal, uma vez que a bancada governista, segundo ele, não sabia como agir.   

Para a assistência que acompanhava a sessão, a surpresa foi quando dois vereadores da bancada governista, Vinícius Alves (PRB) e Gil Torres (PTN) deram votos favoráveis ao parecer da CCJ, o que deixou o presidente numa saia justa, já que àquela altura a votação estava empatada. Esse resultado inflamou o público, que esperava o voto do presidente acompanhando o parecer da CCJ. Porém, para surpresa de todos, doutor Rubem Vieira votou contra o parecer e logo recebeu vaias da plateia, que continuou se manifestando até mesmo com o anúncio do resultado da votação por 8 a 7, placar este por conta das ausências dos vereadores Eliezer Lage Bento (PRTB) e Carlos Zóia (PSD), ambas justificadas pela mesa diretora.  

Proclamado o resultado o clima azedou de vez. Quanto mais o presidente anunciava que a sessão seria cancelada se a plateia não parasse de se manifestar, mais as vaias aumentavam. O público não cessou os protestos nem quando Vieira tentava sustentar que havia outros documentos importantes em pauta para serem votados. Sem conseguir conter a fúria da assistência, o presidente cancelou a sessão, o que inflamou ainda mais a plateia, que deixou o plenário gritando palavras de ordem.

Votaram contra o parecer, além do presidente Rubem Vieira, os vereadores Noel Pedrosa (PT do B), Júnior do Sítio (PV), Haroldo de Jesus (PSDB), Roberto Lúcio Espolador Guimarães (PMDB), Carlos Kifer (PP), Sandro da Hermínio (PT do B) e Minoru Fukamati (PSD).

RETIRADA DA PAUTA

Já no início dos trabalhos podia-se notar que a sessão seria marcada por fortes embates. Isso porque antes mesmo de terminar a leitura da ata da sessão anterior, o vereador Sandro da Hermínio foi até os colegas de bancada passar informações ao pé do ouvido. Tudo indicava que os vereadores da situação pretendiam barrar os dois pareceres contra o governo. Porém, um dos projetos que também causaria embate entre os edis, além do que resultou no cancelamento da sessão, seria o da quebra do veto ao projeto de lei de autoria dos vereadores André Amorim (PR) e Waldemar Ávila (PHS), que instituiria o programa de transporte gratuito para estudantes universitários de Itaguaí, aprovado pela Casa mas vetado pelo prefeito Charlinho (PMDB).

Contudo, mesmo antes de iniciar a leitura dos expedientes recebidos e expedidos, o vereador Waldemar Ávila pediu para que o documento fosse retirado da pauta do dia. Contrário a ele, vereadores da bancada governistas se manifestaram. Foi então que o presidente suspendeu a sessão por cinco minutos. Após a volta dos parlamentares ao plenário, o vereador Willian Cezar, relator da matéria, foi até a tribuna e pediu a retirada do documento, alegando que havia a necessidade de avaliar melhor.