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Sep 25, 2018 Last Updated 1:11 PM, Sep 25, 2018

Mais denúncias contra Charlinho apresentadas no Legislativo

Publicado em Poder
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Descasos no Cemitério do Sase, aumento do salário do prefeito, falta de banheiros químicos na feira, pagamento de parcela do 13º dos servidores e iluminação pública são algumas das questões cobradas pelo Legislativo 

MAIS DESCASOS Problemas na administração do prefeito Carlo Busatto Junior (MDB), o Charlinho, mais uma vez foram evidenciados durante a sessão de terça-feira (7), na Câmara Municipal de Itaguaí (CMI). Antes mesmo de iniciados os trabalhos constantes na pauta do dia, vereadores usaram a tribuna para relatar denúncias de descaso em todas as áreas da atual gestão municipal. O primeiro a relatar as mazelas do atual governo foi o vereador André Amorim (PR), lembrando que expirou na segunda-feira (6) o prazo para a prefeitura pagar a primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais. O parlamentar informou que vários servidores relataram que ainda não receberam nem o pagamento referente ao mês de julho.

André Amorim disse ainda que, segundo os servidores, a prefeitura informou que pode pagar a parcela até o dia 20 de dezembro. “Não pode! Está na Lei Orgânica que o pagamento do 13º salário do servidor municipal deverá ser pago em duas parcelas, sendo a primeira no mês de julho e a última até o dia 20 de dezembro. Já foram cortados diversos direitos dos servidores e agora ainda ocorre esse atraso”, criticou o vereador.

Relatando novos descasos da atual gestão, André Amorim contou que recebeu em seu gabinete uma moradora do bairro Brisamar denunciando uma prática, considerada pelo vereador como esdrúxula da atual administração. “A munícipe pagou a tarifa de exumação da ossada da mãe, no valor de R$ 328,00. Ela levaria os restos mortais da mãe para o Cemitério de Itacuruçá, porém, quando foi aberta a cova havia outro corpo. A solução dada pela administração do Cemitério do Sase foi a de devolver o dinheiro gasto com a exumação. Já oficiei a denúncia ao secretário municipal de Obras, Eider Dantas, relatando o caso. Vou encaminhar cópia desse ofício à Comissão de Direitos Humanos da Câmara. É uma situação que precisa ser solucionada”, cobrou André Amorim, denunciando também que os ossos exumados estão sendo colocados em sacos pretos, sem qualquer identificação de onde foram retirados. André Amorim garantiu que já denunciou exaustivamente o descaso no Cemitério do Sase, mas que os desmandos continuam acontecendo.

O vereador André Amorim lembrou que o prefeito Charlinho vem pedindo suplementação orçamentária o tempo inteiro. “Essa questão do cemitério não é possível. Não estamos falando de nenhuma cidadezinha do interior do sertão do nordeste, mas, sim, de Itaguaí. Aprovamos nessa Câmara mais de R$ 600 milhões para esse ano de 2018. É preciso que a gente coloque esse prefeito para governar e esse Executivo para tratar dos assuntos da cidade. Cabe a eles trabalharem e a nós colocá-los para trabalhar”, concluiu o parlamentar.

FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO

Já o vereador Waldemar Ávila (PHS) denunciou que o prefeito Charlinho está recebendo R$ 25 mil de salário, quando, na verdade, deveria estar recebendo R$ 20 mil, proposto pelo próprio prefeito quando em 2017 decretou estado de calamidade financeira do município. “Na ocasião, o prefeito encaminhou à CMI o decreto da lei de calamidade pública para ser validada pela Casa, em agosto do ano passado. Essa lei também traz a redução do salário do prefeito. Só que como vereador nós temos a função de fiscalizar. Comecei a pesquisar o contracheque do senhor prefeito Charlinho e no documento não está constando os R$ 20 mil como a lei que ele mesmo encaminhou para Câmara. De abril para cá, o prefeito resolveu aumentar o salário dele sem consultar os vereadores ou sequer encaminhar outro projeto de lei para revogar. Os salários dos servidores não tiveram nenhum aumento, mas ele sequer reduziu o salário dos seus secretários, que ganham R$ 20 mil”, denunciou o vereador. 

BANHEIROS NA FEIRA LIVRE

A indicação do vereador Willian Cezar (PSB) para instalação de banheiros químicos na feira-livre do município foi aprovada. “Mesmo com a Lei n° 3.468, de minha autoria, a partir da demanda popular, e que garantia a continuidade semanal de nossa atração, infelizmente sentimos que não há infraestrutura necessária para o bem-estar de seus feirantes e usuários. Entendemos as dificuldades de nossa municipalidade, mas também é de esperar que seja garantido, ao menos, a condição de funcionamento. Sendo assim, fiz a indicação pela instalação de banheiros químicos, de forma paliativa, e aos moldes da lei n° 3.268, para que haja a garantida da instalação de, no mínimo, cinco por cento de banheiros adaptados”, ressaltou.

Questionando a indicação do colega Willian Cezar, o vereador e vice-líder de governo na CMI, Noel Pedrosa (PT do B) tentou defender a atual gestão, dizendo que os prefeitos anteriores gastaram a verba destinada à finalização das obras do Parque Municipal. Noel Pedrosa chegou até a questionar se alguém conhece alguma feira que tenha banheiro público. Ele também afirmou que o prefeito Charlinho nunca foi de ir à feira. “Eu sou contra abrir ao público o banheiro de um setor inacabado”, disse Noel, referindo-se à sugestão do vereador Waldemar Ávila, de abrir os banheiros do prédio do Parque Municipal.

Discordando dos questionamentos do parlamentar, Willian Cezar disse que independente de não haver banheiros químicos em nenhuma feira, o município seria pioneiro. Sobre ao afirmação do vereador Noel Pedrosa, de que o prefeito Charlinho nunca foi à feira, Willian Cezar lembrou ao colega que o prefeito Charlinho e sua esposa, Andréia Busatto, estiveram, sim, na feira durante a campanha municipal de 2016. “Tem até foto deles no Facebook, tomando caldo de cana e comendo pastel”, disse Willian Cezar.

ILUMINAÇÃO PÚBLICA

A demora na troca das lâmpadas em ruas e logradouros de Itaguaí também foi questionada durante a sessão de terça-feira.  De acordo com o vereador André Amorim, só na sessão da semana passada cerca de 10 indicações eram de iluminação pública. Segundo o parlamentar, na sessão desta terça-feira, havia mais oito indicações solicitando iluminação pública. “A empresa contratada para fazer o serviço de troca de lâmpadas só está atuando no centro da cidade. Todos estão percebendo a ineficiência dessa empresa, que está recebendo R$ 1.200.000,00 para fazer um serviço que nunca chega aos bairros. Assim, eles continuam na escuridão”, cobrou.

WELINGTON CAMPOS

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