Sep 25, 2017 Last Updated 5:54 PM, Sep 22, 2017
 
 
 
 
 

Aulão público expõe mazelas da educação de Itaguaí

 A PROFESSORA Fernanda Cristina dá aula de ‘Matemática dos migrados’. Explanação mostrou carência criada pelo próprio governo    A PROFESSORA Fernanda Cristina dá aula de ‘Matemática dos migrados’. Explanação mostrou carência criada pelo próprio governo   FOTO CLEITON BEZERRA
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FORA DAS SALAS Esta sexta-feira (10) foi dia de aula. Não entre quatro paredes, mas no calçadão de Itaguaí. O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe / Itaguaí) preparou um aulão público para explicar, aos cidadãos itaguaienses, a situação da categoria. Em greve desde o dia 13 de fevereiro, os profissionais tinham como objetivo esclarecer os motivos da paralisação. Além da aula, foram distribuídos folhetos que pediam a atenção da população da cidade e colocava em tópicos as razões da greve.

Dilceia Norberto
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Fernanda Cristina Ferreira, professora de Matemática da rede municipal de Itaguaí, deu uma aula sobre a ‘Matemática dos migrados’. A servidora expôs, em via pública, a partir do conjunto dos números inteiros (números positivos e números negativos), a forma como os professores passaram pela majoração, por quantas turmas cada professor era responsável a partir de então e o número de turmas que ficaram sem professores após o decreto da nova gestão para acabar com o regime de 40 horas. A aula fez questão de evidenciar que o fim da migração culminou numa carência na rede que, segundo os trabalhadores, foi criada pelo próprio governo. Já que com o fim da migração, o professor que dava aula para seis turmas passou a ficar apenas com duas turmas. As outras seis ficaram sem o professor.

“A expectativa é que tudo se resolva e que o salário dos servidores sejam pagos em dia. Esperamos que o governo aja com legalidade, uma vez que eles não cumprem o que eles falam. Por exemplo, para a mídia eles alegam que estão de portas abertas. A gente chega à prefeitura e fecham a porta. O último ofício foi entregue pela janela. Em relação à migração, eu espero que a justiça seja feita e o público mais prejudicado com o fim da migração são os alunos, não por conta das atitudes dos professores, mas por conta da atitude do governo”, afirmou Fernanda.

Durante a aula pública, o Sepe também levantou questões como a falta de pagamento do salário de dezembro, do 13º salário, das férias e outras questões como a exoneração de diretores adjuntos de escolas com menos de 600 alunos, o corte de mediadores e o processo seletivo se concurso público. Foram abordados também os problemas estruturais das escolas, como a falta de aparelhos de ar condicionado nas salas de aula.

O Sepe realiza nova assembleia no dia 16.