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Jul 19, 2018 Last Updated 12:59 PM, Jul 18, 2018

Servidores pedem a saída de Charlinho

Publicado em Poder
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Manifestantes pedem o impeachment do prefeito durante ato realizado na segunda-feira. Requerimentos foram protocolados no MP e na Câmara Municipal

 MANIFESTAÇÃO A semana começou mal para o prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho, que tem visto seu nome constantemente na mídia pelo descaso com o município. Dezenas de pessoas foram às ruas na tarde desta segunda-feira (9), em um ato público, para pedir a saída do prefeito de Itaguaí.  

Representantes do Movimento Unificado dos Servidores Público de Itaguaí (Muspi) e moradores reclamaram da falta de investimentos no município. Como se sabe, o governo alega crise financeira, mas faz pouco caso com a saúde e a educação que estão sucateadas.  Faltam médicos e material no único hospital da cidade, a UPA da cidade está fechada há quase dois anos, houve tentativa de fechamento de escolas municipais e postos de saúde.

Recentemente o prefeito estava na Rússia assistindo o jogo do Brasil, na Copa do Mundo, ao lado de sua esposa, a secretária de Educação Andréia Busatto. 

Na manifestação, que percorreu as principais ruas de Itaguaí, os servidores gritavam palavras de ordem contra o prefeito. Em frente à Câmara Municipal, o grupo cobrava dos vereadores uma ação mais enérgica em benefício da população. “Essa é a pior vergonha da cidade. Prefeito, temos apenas um. Vereadores temos 17”, bradou um dos manifestantes que pedia o impeachment do chefe do Poder Executivo.

Após as cobranças nas grandes mídias sobre o descaso com o município, o prefeito Charlinho ainda não foi a público para dar uma resposta à população. Flagrado acompanhando a Copa da Rússia, o prefeito só apareceu em público durante a solenidade de aniversário da cidade no último dia (5), na Câmara de Vereadores.

Depois da decisão da Justiça, de suspender pagamentos destinados à Expo Itaguaí 2018, o prefeito Charlinho tentou esconder a sua indignação ao ser visto sorrindo durante a solenidade na Câmara Municipal. Porém, ele se recusou a falar com a imprensa. 

PEDIDOS DE AFASTAMENTO

Também na segunda-feira, a servidora e colaborador do Muspi, Hellen Oliveira Senna, protocolou dois requerimentos pedindo o afastamento do prefeito Charlinho. O primeiro requerimento, protocolado no Ministério Público (MP), questiona se houve improbidade administrativa, por parte do prefeito, enquanto ele estava ausente. O documento pede ainda a apresentação do passaporte do prefeito e de sua mulher, a secretária de Educação e Cultura, Andréia Cristina Marcelo Busatto para que se investigue quantos dias consecutivos eles ficaram fora do país.

O segundo requerimento, protocolado na Câmara Municipal de Itaguaí (CMI), solicita a Casa a instalação de uma Comissão Processante em face aos desmandos do prefeito Carlo Busatto Júnior.   

Em entrevista ao ATUAL, um das colaboradoras do MUSPI, Cristiane Gerard Neves disse que o movimento é aberto a todos aqueles que quiserem lutar por uma cidade melhor. Sobre as denúncias feitas, o movimento espera que haja justiça e que Itaguaí tenha um executivo que assuma suas funções com responsabilidade.

 PROCESSO DO CHARLINHO VOLTA A ANDAR

Condenado a 14 anos e oito meses de prisão, no dia 30 de novembro de 2016, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, pelos crimes de fraude em licitação, corrupção passiva e associação criminosa, o prefeito de Itaguaí Carlo Busatto Junior, teve seu processo em andamento.

O recurso, que está na esfera da segunda instância, chamado de embargos de infringentes, estava desde o dia 22 de fevereiro com a relatora do processo, desembargadora federal Simone Schreiber, foi encaminhado no último dia 3 para o revisor do processo, desembargador federal Marcello Granado, que já recebeu o relatório.

A primeira condenação de Charlinho foi dada pelo Juízo da 2ª Vara Criminal do Rio era de 16 anos e dois meses de reclusão em regime fechado. O prefeito recorreu ao tribunal Regional Federal que, em 2016, consideraram Charlinho culpado por crimes na compra superfaturada de ambulâncias. Os crimes aconteceram quando ainda era prefeito de Mangaratiba e teria, de acordo com o Ministério Público, continuado em Itaguaí a fraudar licitações, superfaturar preços, além de omitir publicações na imprensa oficial e exigir marcas específicas de veículos em troca de propina para a aquisição das ambulâncias.