May 29, 2017 Last Updated 7:40 PM, May 26, 2017

Vereadores debatem hoje se vetam aumento do salário de secretários

Sessão do dia 23 de fevereiro. Parlamentares votaram parecer de lei que revoga  aumento de secretários Sessão do dia 23 de fevereiro. Parlamentares votaram parecer de lei que revoga aumento de secretários FOTO CLEITON BEZERRA
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SUBSÍDIO Nesta terça-feira (7), a Câmara de Vereadores de Itaguaí vai votar, em primeira discussão, o projeto de lei que cancela o aumento do subsídio para secretários municipais, procuradores e controladores. Ao contrário do que publicou o ATUAL, em sua edição do dia 2 de março, os salários de R$ 20 mil continuam valendo.

Dilceia Norberto
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Na sessão ordinária do último dia 23, os parlamentares aprovaram, por pouco, o parecer favorável da Comissão de Constituição Justiça e Redação (CCJR). Em disputa acirrada, a votação só foi decidida com o voto do presidente da Casa, Dr. Rubem Ribeiro (PTN).

De autoria do vereador Waldemar Ávila (PHS), o projeto de lei entra em sua primeira votação hoje. Se for aprovada, ainda passará por mais duas votações. E só então será encaminhada para apreciação do prefeito Charlinho (PMDB).

DISCUÇÃO

O reajuste no salário do secretariado foi debatido e aprovado na última sessão ordinária do ano de 2016, no dia 15 de dezembro. Ficou estabelecido que na legislatura seguinte, os vencimentos dos secretários passariam a R$ 20 mil. Na ocasião, Genildo Gandra (PDT) discordou, porque havia entendido que este subsídio só seria decidido após a posse do novo prefeito. Não foi o que ocorreu.

Naquela mesma sessão, o atual vice-prefeito, então vereador Abeilard Goulart (PMDB), usou a tribuna para dizer que o salário era justo e que quem estava reclamando do salário de secretário deveria ter sido contra a decisão do salário de vereadores – que ficou em R$ 12,5 mil. Para ele, ganhar menos que R$ 20 mil é muito pouco, mesmo num município em que servidores estão encontrando dificuldades para receberem salários de R$ 2 mil.

A lei que autorizava o aumento seguiu para o Executivo e foi sancionada já pelo novo governo. A questão gerou muitas discussões, principalmente entre os movimentos de servidores com salários atrasados. O Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Itaguaí (Muspi) entrou com uma Ação Popular, junto ao Ministério Público (MP) contra o aumento.

Os parlamentares da base de apoio do governo alegam que o aumento não gera maior despesa para os cofres públicos, já que o número de secretarias foi reduzido de 23 para 16. Opinião bastante oposta aos vereadores da oposição, que alegam que houve aumento nos gastos sim e que tal aumento no subsídio não é compatível com um município em que foi decretado estado de calamidade financeira.

A sessão ordinária começa às 18h, na Câmara de Vereadores de Itaguaí que fica na Rua Amélia Louzada , nº 277, Centro.