Feb 28, 2017 Last Updated 2:30 PM, Feb 24, 2017
 Crianças voltam às creches apesar de profissionais da educação continuarem em greve Crianças voltam às creches apesar de profissionais da educação continuarem em greve FOTO RUI OKADA
Publicado em Poder
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Prefeitura anuncia novidade na alimentação, enquanto profissionais questionam o 1 para 3

Dilceia Norberto
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RETORNO As aulas nas 16 creches municipais de Itaguaí começaram nesta quarta-feira (15) para 2,5 mil crianças, entre 4 meses e 4 anos incompletos. Na semana passada, 19 mil alunos de 46 escolas - entre unidades de educação infantil, ensino fundamental e educação de jovens e adultos - já haviam retornado à rotina escolar.

Segundo a prefeitura, as crianças voltaram às aulas nas creches da cidade e ganharam uma alimentação mais saudável na merenda escolar. Os produtos industrializados foram substituídos por legumes, hortaliças e frutas para melhorar a qualidade do cardápio. As creches também passaram a oferecer almoço aos bebês de 4 a 6 meses. Antes, eles recebiam apenas uma fórmula nutricional. A merenda de Itaguaí é premiada nacionalmente.

A Secretaria de Educação informou que na Creche Municipal do Engenho, o almoço teve papa de legumes com batata e cenoura, caldinho de peixe, feijão amassado e suco de laranja lima para os bebês. As crianças maiores comeram arroz, feijão, purê de batata e peixe ao molho, além de suco de caju. O cardápio é o mesmo em todas as creches com desjejum, almoço, lanche e jantar.

UM PARA TRÊS

Vale lembrar que os servidores da educação municipal iniciaram uma greve na segunda-feira (13) e que uma das reinvindicações dos profissionais era a redução de professores nos berçários. Pois nas mudanças feitas pela Secretaria de Educação, a classe de berçário passaria a ter um professor para três turmas.

Auxiliares e professores de berçários se reuniram na segunda-feira (13) para tirar dúvidas sobre a questão. Pois consideram a mudança bastante inadequada. “O prejuízo é bastante visível, porque um professor não é onipresente. Ele não tem como fazer o estímulo de 8h da manhã até 12h, que é o meu horário, em três turmas. Então, essa fragmentação não é positiva porque o trabalho não vai render. Não tem como eu passar o mesmo conteúdo para os três berçários, sendo que eu não vou estar presente. A presença do professor é imprescindível. Os estímulos são diferentes, o olhar pedagógico é diferente. Essa fragmentação é um retrocesso”, afirma uma professora de uma das creches da rede de educação de Itaguaí.

 Por outro lado, as auxiliares afirmam que não há condições de fazerem as atividades designadas aos professores. Apesar de os profissionais estarem em greve, as aulas nas creches começam na próxima quarta-feira (15) e muitos funcionários buscam orientação sobre o que fazer diante da suposta determinação do governo e o que afirma o Ministério da Educação (MEC) em relação à questão. Para o MEC, nesta modalidade de ensino, que é a creche, tem-se que respeitar a regra de um professor para cada grupo. Um professor por turma e três auxiliares.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe / Itaguaí), ainda não se posicionou diante da situação porque não qualquer documento oficial que determine a redução de professores nas creches. “A orientação do sindicato é que os professores que foram notificados - alguns dizem que só foram verbalmente e outros por meio de um documento, sem o timbre da Secretaria de Educação – devem notificar os órgãos de proteção à educação, como o Conselho Municipal de Educação (PME) ou o Ministério Público Federal (MPF).

 

BERÇOS

Outra novidade foi o retorno dos berços às unidades, por determinação da secretária municipal de Educação, Andréia Busatto, que defende maior conforto e segurança aos bebês entre 4 meses e 1 ano. Os móveis haviam sido retirados pela gestão passada para abrigar maior número de crianças nos berçários e estavam depositados em galpões da prefeitura em meio a sucatas.

Porém, de acordo com vários educadores, a retirada dos berços seria uma determinação do Ministério público. Eles afirmam que os berços não atendem as necessidades de segurança da criança, além de restringirem o desenvolvimento dos pequenos, que ficam com um espaço menor do que se ficassem em um tatame.

 

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