Nov 22, 2017 Last Updated 1:15 PM, Nov 22, 2017

Fechamento de escolas motiva reunião de conselho e repercute no Legislativo

OS VEREADORES se dividiram entre a posição a ser tomada contra a medida extrema da prefeitura OS VEREADORES se dividiram entre a posição a ser tomada contra a medida extrema da prefeitura FOTO CLEITON BEZERRA 
Publicado em Poder
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Vereadores voltam a protestar contra decisão da prefeitura, que alega necessidade de contenção de gastos

 

POLÊMICA O fechamento de escolas da rede municipal de ensino voltou a ser a pauta da sessão de quinta-feira (9), na Câmara de Itaguaí.

O presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Itaguaí, vereador Willian Cezar (PSB), foi o primeiro a usar a tribuna e demonstrar indignação contra a decisão do Poder Executivo, de fechar as escolas municipais Santa Rosa, em Piranema, Camilo Cuquejo, Mazomba; e Taciano Basílio, na Serra do Caçador. Willian Cezar também informou que além dessas três unidades, quatro polos Educação de Jovens e Adultos serão fechados.

O parlamentar disse que participou pela manhã da reunião do Conselho Municipal de Educação que iria decidir sobre o fechamento das escolas. “Educação não é gasto, se investe para colher no futuro. A decisão sobre o fechamento das escolas ficou para uma das três  câmaras internas que existem no Conselho Municipal de Educação”, explicou.

Para o vereador Genildo Gandra (PDT), é muito triste saber que a cidade de Itaguaí já foi uma das mais promissoras do estado Rio de Janeiro e ouvir falar em fechamento de escolas. “Itaguaí tem quase 200 anos e não consigo entender como uma gestão pode falar em fechar escolas. O fechamento de unidades significa dizer que no futuro vai ter que construir presídios. O fechamento de escolas é deixar totalmente despreparada a nossa sociedade. Não estou acreditando que isso vai acontecer”, desabafou.

 

DECISÃO DO CONSELHO

O Conselho de Municipal de Educação decidiu, por 5 votos a 2, que o parecer, em caráter de urgência, sobre o fechamento das escolas retorne para a câmara dos conselhos, para que seja analisado de forma mais minuciosa. A pressão popular durante a reunião na sala dos conselhos, no prédio da Secretaria de Educação, e a repercussão negativa também contaram na hora da sentença dos conselheiros que prezaram em manter a transparência para não perder a credibilidade dos cidadãos. 

ALEGAÇÃO

A alegação para o fechamento das escolas e a transferência dos alunos é o baixo número de crianças nas unidades, falta de profissionais, de infraestrutura e a crise financeira que a prefeitura enfrenta. De acordo com o conselho, são gastos R$ 196.600 mil nas três escolas. No entanto, não foi especificado onde o valor está sendo usado. Caso a medida seja aprovada 156 estudantes da rede municipal de ensino de Itaguaí serão realocadas em 2017.

Emocionada, uma das mães que acompanhava o desfecho da pauta pediu para que o direito dos alunos fosse respeitado. “Não estou pedindo, estou suplicando para que não fechem as escolas. Nós falamos muito de inclusão, mas o município está trabalhando a exclusão. Quando se fecha a porta de uma escola se exclui 156 alunos de dentro dela”, disse ela.

 WELINGTON CAMPOS

 

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RENATA PIRES

 

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