Nov 22, 2017 Last Updated 1:15 PM, Nov 22, 2017

Fracassa audiência que tenta buscar solução sobre pagamento do funcionalismo

Servidores se reuniram na porta do Fórum de Itaguaí após o término da audiência pública Servidores se reuniram na porta do Fórum de Itaguaí após o término da audiência pública FOTO CLEITON BEZERRA
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Representantes sindicais e procurador da Prefeitura participaram do encontro. Servidores promoveram vigília na porta do Fórum

 

PAGAMENTOS Servidores públicos do município de Itaguaí se reuniram na porta do Fórum da cidade, na tarde desta quinta-feira (9), para buscar um desfecho positivo sobre pendência em relação aos pagamentos do funcionalismo. Foi feita uma vigília enquanto acontecia à audiência pública entre os líderes dos sindicatos e o procurador da prefeitura. O prefeito de Itaguaí Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (PMDB) não compareceu à audiência. A questão está sob responsabilidade do juiz Adolfo Vladimir da Silva Rocha.

O promotor do Ministério Público (MP), Marcelo Vieira, pediu que participassem da audiência todos os sindicatos dos servidores de Itaguaí por a pauta se tratar de pagamento de salários. Estiveram presentes o Sepe/Itaguaí, Força Sindical e núcleo sindical da saúde e da assistência.

Essa audiência resultou de uma ação civil pública do MP, que proibia a realização de contratações pelo Executivo e mandava realizar o pagamento imediato dos servidores. Houve o processo seletivo por parte da gestão municipal, porém o MP conseguiu uma decisão favorável que impedia a contratação de novos funcionários antes da resolução das pendências de pagamentos dos salários do funcionalismo.

A audiência pública realizada, na tarde desta quinta-feira (9), é a terceira, porém é a primeira que conta com a participação dos representantes dos servidores da saúde e assistência.

A servidora do município de Itaguaí, Hellen Oliveira Senna, representou os trabalhadores da Saúde e da Assistência na audiência. “A gente sempre tem aquela expectativa, de que vai conseguir alguma coisa, mesmo que o diálogo seja sempre feito por meio da justiça. O prefeito não cumpre as leis, não cumpre liminar, não cumpre orientação do Ministério Público”, destacou uma das líderes da categoria.

Segundo servidores da educação, na última audiência o Prefeito teria que ter apresentado documentos com a quantidade de funcionários contratados e comissionados que tem no município, qual é o valor que ele paga de adicional de mérito, informações que não estavam disponíveis no site da transparência e que ele teria colocado para funcionar um dia antes da audiência anterior à desta quinta-feira. Porém, a audiência teria sido suspensa pela falta de apresentação dos documentos necessários e remarcada para esta quinta-feira (9).

A líder sindical Chris Gerardo, que participou da audiência, afirmou que a Prefeitura disse não ter dinheiro para pagar o servidor, porém possui mais de 1500 pessoas contratadas e paga quase um milhão e meio de reais de adicional de mérito. “O prefeito Charlinho não vai ter dinheiro para pagar servidor nunca dessa forma, com essa bagunça de gestão administrativa que a gente tem dentro do município hoje. A gente conseguiu comprovar isso confrontando os dados apresentados pela prefeitura na audiência com os dados apresentados no site da transparência da própria prefeitura”, e completou “Foi constatada uma discrepância enorme. A prefeitura apresentava menos de 600 contratados no site e nos documentos hoje quase 1500”, revelou a líder sindical.

Servidores também se queixaram do fato de quase um milhão e meio de reais serem destinados para pagar adicional de mérito. “Eles gostam de afirmar que o problema das contas da prefeitura são os servidores, porém não são os servidores. O problema da prefeitura é o fisiologismo, a corrupção e a moeda de barganha, esse sim é o problema”, finalizou uma servidora na porta do Fórum de Itaguaí.

A Prefeitura Municipal de Itaguaí foi procurada pela reportagem do ATUAL para se posicionar sobre os pontos levantados na audiência, por meio do telefone da assessoria de imprensa da instituição, porém não fomos atendidos.

 

FOTO CLEITON BEZERRA

Servidores se reuniram na porta do Fórum de Itaguaí após o término