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Câmara tem protesto contra fechamento de escolas

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Educadores de Itaguaí denunciam fechamento de três escolas e cobram uma posição de vereadores

MANIFESTO Em meio à discussão sobre o pedido de urgência do chefe do Poder Executivo na apreciação do projeto que extingue vários cargos efetivo, e que, a partir da sessão de terça-feira (7), após aprovação pela a base governista, seguirá os trâmites para ser aprovada, servidoras das escolas municipais Santa Rosa, em Piranema; e Chaperó protestaram contra o possível fechamento das unidades, que hoje sofrem com falta de infraestrutura.

 

Com cartazes, as servidoras cobravam dos parlamentares uma posição sobre a questão. “Escola não é gasto, é investimento” ;  “Chaperó pede socorro! As escolas da comunidade estão superlotadas. As crianças sofrem pelas condições do município”; “Santa Rosa não pode fechar”, denunciavam cartazes exibidos durante a sessão. Atentas às discussões dos parlamentares, as servidoras esperavam chamar atenção para o problema.

 

Segundo um servidor, que preferiu não se identificar, a ameaça de fechamento paira sobre as escolas municipais Santa Rosa, Camilo Cuquejo, em Mazomba; e Taciano Basílio, na Serra do Caçador. O servidor informou ainda que foi convocada para hoje, a partir das 9h, uma reunião do Conselho Municipal de Educação, para tratar do assunto. O encontro será na Sala dos Conselhos, que fica no prédio da Secretaria de Educação, no bairro Vila Margarida.

 

O primeiro vereador a chamar a atenção dos colegas sobre o possível fechamento das unidades foi Ivan Charles Jesus Fonseca (PSB), o Ivanzinho. Ele se dirigiu ao líder de governo, Sandro da Hermínio (PT do B), questionando sobre a veracidade da informação no que se refere às unidades de ensino de Santa Rosa e Chaperó. “A Escola Municipal de Santa Rosa não pode ser fechada. Deve, sim, ser ampliada para que melhore o ensino na zona rural do município. Que o Poder Executivo analise esta questão e não feche as unidades”, apelou Ivanzinho.

 

O vereador Willian Cézar (PSB) aproveitou para questionar a proposta de extinção de cargos efetivos, conforme proposta do prefeito Charlinho. Ele disse que dentre os cargos que serão extintos estão os de auxiliar de educação infantil e agente administrativo. “Esses cargos quando acabarem serão substituídos por quem? Particularmente, não conheço a substituição deles”, ponderou. 

 

Já o vereador André Amorim (PR) chamou atenção para um dos parágrafos da mensagem de extinção dos cargos que fala de extinguir concursos públicos. “Ainda que a prefeitura precise desses cargos voltados para educação, segundo o projeto de lei, não poderá haver concurso. Provavelmente, estão deixando o prefeito em maus lençóis, porque certamente não foi ele quem escreveu uma barbaridade dessas, de que nunca mais vai se realizar concurso público”, alertou.  

 

O vereador Waldemar Ávila (PHS) reforçou as críticas ao prefeito Charlinho. “Acredito que a educação é fundamental para o desenvolvimento da sociedade. A gente não pode cometer tamanhas atrocidades nesta questão da educação, porque nós queremos uma Itaguaí melhor e desenvolvida. Aonde este prefeito quer chegar?”, alfinetou.

 

 

Sem a aptidão que se espera de um líder de governo, Sandro da Hermíno limitou-se a informar que ainda esta semana haveria uma reunião com a Secretaria de Educação e que uma das pautas será a realidade do fechamento dessas unidades. “Vamos discutir se é boato ou verdade”, concluiu. 

 

WELINGTON CAMPOS

 

welington.campos@jornalatual