Nov 22, 2017 Last Updated 1:15 PM, Nov 22, 2017

Alerj avalia projeto de expansão da educação integral

Deputados da Comissão de Educação questionam a viabilidade da medida neste momento de crise Deputados da Comissão de Educação questionam a viabilidade da medida neste momento de crise FOTO RAFAEL WALLACE/ALERJ
Publicado em Poder
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AUDIÊNCIA PÚBLICA O Governo do Estado do Rio vai ampliar a oferta de escolas em tempo integral. O modelo estará em mais 45 unidades da rede pública, localizadas em 33 municípios, a partir de 2018, segundo anúncio feito pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) em outubro.

Deputados da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), porém, questionam a viabilidade da medida neste momento de crise. O tema foi discutido em audiência pública na quarta-feira (1).“A expansão do ensino integral é sempre bem vinda. No entanto, temos preocupações anteriores. A crise profunda que o estado atravessa do ponto de vista fiscal e orçamentário agrava muito o funcionamento de boa parte das escolas. Há a carência de infra estrutura básica, de modo que já não tem como garantir o mínimo de qualidade no projeto pedagógico. Como expandir a educação integral diante dessas condições?”, perguntou o presidente da comissão, deputado Comte Bittencourt (PPS).

De acordo com a coordenadora pedagógica da Seeduc, Carla de Souza, essa ampliação já é discutida há mais de cinco anos. Hoje, existem 188 escolas com ensino integral no estado. “O que valorizamos é a inserção do jovem no mundo do trabalho e no ensino superior”, disse.

Além da carga horária aumentada em Português, Matemática e Inglês, os alunos terão ensino profissionalizante em empreendedorismo, com foco no mercado profissional.

RECURSOS FEDERAIS

A representante da secretaria afirmou que parte dos recursos para o ensino integral está previsto pela Portaria 727/17 do Governo Federal, que cria regras para o Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. O deputado Comte, entretanto, acredita que a verba não é suficiente. “Essa portaria foi criticada pelo próprio secretário de Educação, o Wagner Victer. O valor de R$ 2 mil por aluno ao ano nós sabemos que é insustentável, por exemplo”, afirmou o parlamentar.

Segundo a superintendente de Planejamento e Integração da Seeduc, Anna Valentim, são realizados estudos para determinar quais unidades vão receber o ensino integral. “Anualmente, a gente busca em áreas conflagradas ou municípios que ainda não possuem esse atendimento unidades que tenham capacidade física para que o horário integral seja implementado. É preciso pelo menos ter salas de aulas suficientes", explicou.

 

O presidente da comissão destacou que é fundamental que a expansão esteja alinhada ao Plano Estadual de Educação. “Esse projeto deve estar articulado com as expectativas e a realidade social do jovem contemporâneo. Esperamos que ele possa combater a evasão escolar, que tenha viés de formação profissional e que não seja mais do mesmo, complementando de fato os conhecimentos já ofertados”, defendeu Comte.