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Felicitações e congratulações dão o tom da sessão em Itaguaí

Publicado em Poder
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Policiais militares da 5ª Cia foram homenageados na Câmara de Vereadores em sessão curta

 

FESTA Depois de tantas sessões longas causadas pelas extensas discussões sobre emergências de matérias oriundas do Poder Executivo, das dúvidas em torno do Regimento Interno (RI) e das divergências entre a base aliada ao governo e os suprapartidários, a assembleia desta terça-feira (10) não teve as discussões que se tornaram costumeiras.

Com uma atmosfera um tanto festiva, talvez por conta do aniversário do presidente da Casa, Dr. Rubem Ribeiro (PTN), sem qualquer matéria importante na Ordem do Dia, a assembleia foi de falas de felicitações e de entrega de moções de congratulações.

Entre elas, a moção para policiais militares da 5ª Cia/Itaguaí. Por conta de liberar os policiais, o vereador André Amorim (PR) pediu que fosse feita uma inversão. “Que vossa excelência nos permita inverter a ordem e, ao invés de entregar a homenagem no grande expediente, que é no final, possamos fazer a entrega das moções agora, antes da ordem do dia. Até porque, precisamos deles na rua”, disse Amorim.

André Amorim e o colega Gil Torres (PTN) entregaram moções ao cabo Ribeiro da Costa, ao capitão Leonardo Caldas e ao segundo sargento Wilson, mas como a 5ª Cia era homenageada, outros dois policiais também compareceram. Eram cinco no total. “Em nome de toda essa Casa e de todos os vereadores, eu quero parabenizar aos colegas pela inciativa”, disse o presidente da Casa.

SEM COLIGAÇÕES

Apesar do clima de festa, teve reclamação também. O vereador Zezé (PRTB) usou a tribuna para reclamar de decisões dos deputados federais. “Quero lamentar que os nossos parlamentares federais não tiveram coragem de acabar com a coligação para eleição deles. Usaram mais uma vez, nós humildes vereadores, que ralamos para chegar até aqui e somos cobaia deles. Isso vai uma crítica para todos os deputados federais do Rio de Janeiro, que votaram para nos usar como cobaias. Tinha que fazer com eles. Botar a eleição deles agora em 2018 para que eles sentissem na pele a dificuldade para se elegerem e não nos usar como cobaias, para sofrer na eleição, sem coligação. Com certeza muitos colegas ficarão fora por causa dessa votação deles em Brasília”, lamentou Zezé.

A fala de Zezé se referia a uma das medidas mais esperadas da reforma política, aprovada em 21 de setembro, e se refere ao fim das coligações para eleições de deputados e vereadores. A medida deveria entrar em vigor nas próximas eleições, que acontecem no ano que vem, mas a nova regra só vale a partir de 2020. Com isso, Noel da SOS (PT do B) também usou a tribuna para lembrar a todos de que no ano que vem haverá eleições para deputados estadual e federal. Falou das importâncias das verbas oriundas das emendas e que a cidade deve ser beneficiada.

USO DE EMENDAS

“É momento de relembra aos senhores vereadores de que no ano que vem é ano eleitoral. Teremos a eleição para deputado federal e estadual e não podemos esquecer que temos um deputado federal e um estadual. Um deputado federal tem aproximadamente R$ 18 milhões em emendas. O estadual, eu não sei o valor certo. Mas a gente também tem que contar com esse tipo de ajuda. Não só cobrar do Poder Executivo e nem do legislativo que não tem essa prerrogativa”, disse Noel.

Com isso, o vereador Willian Cezar (PSB) fez questão de destacar a importância do Poder Executivo em se esforçar para acessar as tais verbas oriundas de emendas parlamentares. “O deputado com quem eu trabalhei na última eleição, apesar de não ser da cidade, propôs três emendas para a cidade. Infelizmente os Executivos da época não utilizaram. Uma foi a construção da creche do bairro Mazomba, que era de R$ 800 mil, a outra foi de R$ 500 mil para compra de material escolar, que deixou-se perder também, e por último foi a passarela do bairro Cantão, que por inoperança, Itaguaí perdeu R$ 2 milhões. É bem verdade que o deputado tem que ajudar, mas chegando aqui, tem que se utilizar o dinheiro”, realçou Willian.

No mais, todos os vereadores, com exceção do Dr. Zóia (PSD), que não compareceu, e de Vinicius Alves (PRB), que, talvez por saber com antecedência, da sessão curta do dia, foi apenas para assinar e não ficou para votar qualquer matéria. Ou seja, esteve presente (no papel), mas estava ausente.

O VEREADOR Willian Cezar fala da importância de o Poder Executivo não desperdiçar as verbas de emendas parlamentares 

Aliança na Reforma política

Pelas regras atuais, e que permanecem valendo em 2018, diferentes partidos podem fazer alianças para eleger seus candidatos ao Legislativo. Dessa forma, se dois partidos antagônicos se coligam, é possível que o voto em um candidato ajude a eleição de outro.

Em um exemplo hipotético, o eleitor vota em um nome do PT, mais à esquerda, mas pode ajudar a eleger um nome do PP, um partido de centro-direita.

Essa medida beneficia partidos pequenos, que costumam se aliar a legendas mais fortes para garantir vagas na Câmara. Deputados do PCdoB, por exemplo, comemoraram a aprovação do destaque.

Alguns parlamentares, no entanto, criticaram a decisão de adiar o fim das coligações para 2020. “A coligação é a raiz causadora dos problemas que estamos vivendo hoje. Você junta na mesma coligação partidos que pensam diferentes, o que não representa a vontade do eleitor”, disse um deputado insatisfeito. (Fonte Agência Brasil)

 

Dilceia Norberto

 

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