Oct 24, 2017 Last Updated 2:00 AM, Oct 23, 2017

Smec repõe aulas sem professores em sala

Fachada do prédio onde funciona a Secretaria de Educação e Cultura, que determinou a reposição de aulas Fachada do prédio onde funciona a Secretaria de Educação e Cultura, que determinou a reposição de aulas FOTO ARQUIVO ATUAL
Publicado em Cotidiano
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Segundo profissionais, alunos vão receber notas de matérias com as quais não tiveram contato

 

TAMPÃO Pais e servidores da educação municipal estão preocupados com decisões tomadas pela gestão atual. De acordo com alguns profissionais, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec) está tentando dar notas, de maneira inadequada, para alunos que não tiveram aulas devido à carência de professores na rede. No último dia 1º de setembro, a gestão emitiu uma Circular Interna (CI) em que determina como será feita a reposição de tais períodos.

O documento informa o seguinte: “As aulas serão compensadas através de projetos, culminâncias, pesquisas, seminários, palestras, atividades extras, etc”. Apesar de o aluno ter ficado sem professor, para a secretaria tais atividades são suficientes para que os alunos recebam notas.

Outra questão informada pela CI é que nas datas de lançamento da reposição por meio de atividades autorreguladas, os tempos deverão ser lançados em dobro. Tal determinação caracteriza uma irregularidade. Pois pela Lei de Diretrizes e Bases 9394/1996, um professor não pode dar seis tempos em um dia e nem três tempos em sequência. Como muitas disciplinas são de três tempos, como se poderiam lançar os tempos em dobro?

Alguns pais estão revoltados, porque além de burlar a lei para que alunos que não tiveram aulas, nunca tiveram contato com a matéria, recebam notas, a secretaria ainda determinou que o aluno leia uma apostila online para serem avaliados. O que parece é que a aprovação da Lei 3.451, que trata da decretação de estado de calamidade pública financeira está influenciando nas decisões da Secretaria de Educação. O tempo dobrado só deve ser usado para alunos em locais que se encontram em calamidade pública, devido a fenômenos naturais ou algo do gênero.

“Isso é um engodo. O aluno já teve o prejuízo da greve do ano passado, que não foi reposta porque a secretaria não quis conversar. Já tem o prejuízo da greve deste ano, que não está sendo reposta como deveria. Na minha escola ninguém repôs, mas inventaram nota para os alunos serem aprovados. Tem alunos que nunca tiveram contato com a matéria, mas vão ter a nota e carência. Tem disciplinas que não têm professor, mas o professor lança no diário que ele teve aula porque ele fez a apostila”, afirmou um professor que não quis se identificar.  

Ele disse ainda que a reposição não foi comunicada aos professores. Apenas os pais estão sendo informados sobre o assunto por meio de reuniões. A conferir.

Dilceia Norberto

 

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